segunda-feira, 20 de outubro de 2014

'NYT': petrolão é desafio para 'amarga' campanha de Dilma

Reportagem do jornal americano destaca escândalo de corrupção na estatal - e afirma que o caso tumultuou a já tumultuada disputa pelo Planalto

A candidata à presidência, Dilma Rousseff (PT) participa do debate no segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19)
A candidata à presidência, Dilma Rousseff (PT) participa do debate no segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19) (Ivan Pacheco/VEJA.com)
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator de um esquema de corrupção na empresa, é tema central de uma reportagem de página inteira na edição desta segunda-feira do principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times. As denúncias do esquema de proporções "épicas" estão contribuindo para aumentar a incerteza na reta final da corrida presidencial, destaca o texto.
A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, começa contando a história de Costa, que vivia o sonho que todo homem de petróleo tem. Era dono de um iate, um carro blindado e tinha mais de 25 milhões de dólares em bancos no exterior. Mas com ele envolvido no esquema de corrupção da Petrobras, o sonho acabou recentemente e o engenheiro e ex-diretor da empresa pode perder tudo isso, destaca o Times.
"O caso se apresenta como um grande desafio para a presidente Dilma Rousseff, que está em uma luta amarga pela reeleição contra Aécio Neves, que vem ganhando ímpeto com a aproximação das eleições", destaca o texto, lembrando que Dilma presidiu o conselho da Petrobras durante o período em que Costa disse que montou o esquema de corrupção e ainda escolhe quem vai comandar a empresa.
NYT cita a revelação feita por Costa de desvios de até 3% do valor de contratos da Petrobras para partidos da base aliada. "O depoimento de Costa está tumultuando uma já tumultuada corrida presidencial", destaca o jornal. O Times ressalta ainda que o escândalo na Petrobras traz à tona duas visões diferentes de como a petroleira, "que fez uma das maiores descobertas de petróleo deste século", deve ser gerenciada. Desde que assumiu a presidência do Brasil, Dilma aumentou o controle estatal na empresa. Já o candidato do PSDB, Aécio Neves, declarou que as denúncias de corrupção na empresa mostraram que sua administração ficou muito politizada, de acordo com o jornal.
(Com Estadão Conteúdo)

Chuva de meteoros do Cometa Halley passa pela Terra nesta segunda (20)


Em locais com poucas nuvens será possível ver até 20 meteoros por hora
Do R7*
Última passagem do Cometa Halley pelo Sistema Solar foi em 1986Reprodução/Wikimedia Commons
Um fenômeno astronômico está marcado para iluminar o céu da Terra na próxima semana. A partir desta segunda-feira (20) uma chuva de meteoros do Cometa Halley passará próximo do nosso planeta e poderão ser vistos a olho nu nos locais com poucas nuvens e poluição.
De acordo com Daniela Lazzaro, pesquisadora e professora do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, a chuva de meteoros é um evento que acontece duas vezes por ano, mesmo que o Cometa Halley só passe próximo da Terra a cada 75 anos.
— O que acontece todo ano, entre os dias 20 e 22 de outubro, é que a Terra atravessa a região onde passou o cometa em suas órbitas anteriores. Isso produz a chuva de meteoros Orionídeos, associada ao Cometa Halley.
A passagem do Cometa Halley em 1986 fez com que corpo celeste se desfragmentasse por conta do alto calor e deixasse para trás centenas de pequenos meteoros, que orbitam em áreas próximas a Terra.
O astrônomo Marcos Calil explica como esse fenômeno poderá ser visto pelas pessoas.
— Todo cometa quando está numa distância semelhante ao Sol começa a receber calor, e isso causa perda de matéria. Essa matéria fica suspensa no espaço. O atrito da atmosfera com esses materiais causam os rastros luminosos que vemos no céu, que são os chamados meteoros. Temos então as chuvas de meteoros, que dito no popular são as estrelas cadentes.
Segundo as previsões feitas pelos observatórios do País, o melhor horário para visualizar a chuva de meteoros será na madrugada do dia 21 de outubro, entre as 2h e 4h, mas será possível ver resquícios da chuva até o dia 22.
Fenômeno acontecerá em uma altura de 80 a 100 km em relação à superfícieReuters
Efeitos na Terra
Apesar de serem vistas a olho nu, sem a necessidade do uso de aparelhos astronômicos, a chuva de meteoros não causará nenhum efeito prejudicial para a Terra. Os corpos celestes passarão pelo céu a uma altura em torno de 80 a 100 km em relação à superfície da Terra.
Na última quarta-feira (15) por volta das 22h em Recife, um clarão no céu repentino assustou os moradores. De acordo com Calil, a luz se tratava de um bólido, um meteoro que conseguiu entrar na atmosfera terrestre e entrou em combustão.
Especula-se que ele seja oriundo dos meteoros Orionídeos, os que passarão próximo da Terra na próxima semana, mas mesmo os bólidos raramente causam algum tipo de dano na superfície.
Cometa Halley
O Cometa Halley é um cometa que passa nas regiões do Sistema Solar próximas da Terra a cada 75 anos. Ele foi o primeiro corpo celeste a ser reconhecido como periódico e foi descoberto pelo astrônomo e matemático Edmond Halley em 1696.
Halley percebeu que as descrições de um cometa visto em 1682 eram idênticas aos registros feitos de cometas que também haviam passado pela Terra em 1531 e 1607. Ele percebeu que todos eram na verdade o mesmo corpo e previu que ele poderia ser visto novamente em 1758, previsão que se comprovou correta.
A última aparição do Halley foi em 1986, e a previsão é de que ele esteja de volta ao céu terrestre em 28 de julho 2061.
De acordo com Marcos Voelzke, professor titular da Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), o cometa Halley é o mais estudado entre todos os cometas conhecidos.
— Como o Halley tem um período de 76 anos, ele é considerado o cometa de uma vida, dado que poucos seres humanos o veem duas vezes.
Voelzke explica que se acredita que os cometas sejam conterrâneos da Terra Primitiva, tendo, portanto, cerca de 3,4 bilhões de anos. Bilhões deles se situam no Cinturão de Kuiper, localizado a cerca de 40 a 100 U.A. (Unidades astronômicas do Sol que equivalem, cada uma a 150 milhões de quilômetros). Segundo o professor da Unicsul acredita-se que lá também seja a origem do cometa Halley.
* Colaborou Amanda Martins e Isabella Santoro, estagiárias do R7

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