quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Enfermeira teria matado 38 pacientes porque eles eram 'chatos'

Enviado por Fernando Moreira -
Daniela Poggiali sorri ao chegar a tribunal em Ravenna (Itália) - Foto: AP
A enfermeira Daniela Poggiali, de 42 anos, foi presa por administrar uma dose fatal de potássio à paciente Rosa Calderoni, de 78 anos. A vítima estava internada em hospital de Lugo (Itália). Ao investigar a morte, a polícia descobriu que Daniela pode estar envolvida na morte de outros 37 pacientes, de acordo com o "Corriere della Sera". 

Funcionários classificaram Daniela como "fria e polida" e afirmaram ter suspeitado da enfermeira após aumentar o número de mortes durante o turno dela. 

Reportagem do jornal "Libero Quotidiano", a enfermeira escolhia as vítimas que ela considerava "chatas" e que possuíam famílias com as quais ela tinha problemas. 

Daniela já vinha sendo investigada por ter feito um selfie com o cadáver de um paciente que acabara de morrer.
Reprodução/Twitter

Prestes a completar 82 anos, Ziraldo inaugura exposição que destaca bumbuns femininos O artista pintou 16 telas de quase dois metros, todas feitas em acrílico. A mostra fica na Rua do Lavradio, no Centro


POR CLARISSA PAINS
15/10/2014 


Todos os quadros têm inspiração ou em celebridades ou em anônimas que Ziraldo observa da janela de seu apartamento, na Lagoa - Divulgação / Divulgação


RIO — “Nada diz mais sobre uma pessoa do que sua bunda”. Menos de três minutos de entrevista foram suficientes para o cartunista Ziraldo disparar a afirmação, que funcionou como força motriz para a exposição “As mulheres de Ziraldo”, inaugurada pelo artista na última segunda-feira, na Galeria Scenarium, no Centro. A mostra reúne 16 telas de quase dois metros de altura. Todas inspiradas em mulheres que fascinam o autor: de famosas como Marilyn Monroe e Betty Grable aos tipos carioquíssimos das mulatas e “garotas de Ipanema”, representadas por anônimas que Ziraldo vê passar da janela de seu apartamento na Lagoa.

— Eu sou especialista em bunda! Sei o significado de cada tipo, até dos masculinos. Homem de bunda alta, por exemplo, não presta — sentencia Ziraldo, emendando numa risada. — Para mim, o ditado que funciona é “mostras tua bunda e eu te direi quem és”. Mas é claro que, na hora de pintar, prefiro sempre pintar mulheres, e não homens, não é? — diz ele, bem-humorado.

O cartunista conta que, há três anos, resolveu colocar as mulheres de sua imaginação em grandes dimensões e em cores vivas. Desde então, o projeto foi tocado aos poucos. Em parte, devido ao gosto de Ziraldo pela vagareza, e, de outro lado, por suas mãos terem hoje menos firmeza do que o artista gostaria.

— Eu sempre quis fazer telas grandes em acrílico, mas não consigo passar o acrílico com muita precisão. Então eu pinto com tinta líquida e quem passa o acrílico é o Paulo Vieira, um artista plástico mineiro importante da nova geração — revela ele.

Prestes a completar 82 anos no dia 24 de outubro, Ziraldo pretende comemorar a data durante a própria exposição.

— Não tenho muitos planos, mas acho que vou atravessar a Rua do Lavradio e tomar um porre — brinca ele, contendo uma risada.

O casarão histórico foi escolhido pelo próprio artista para expor suas obras, que ficarão por lá até 29 de novembro.

— Os cariocas precisam saber que esta é a mais bela galeria do Rio. E aquela rua te transporta para um outro lugar. É uma rua artística, cheia de antiquários, bares — diz.

Pintor, escritor, chargista e cartunista, não é de espantar que ele acumule projetos simultâneos. Além da mostra, o que anda ocupando sua mente é um novo livro da coleção “Os meninos e os planetas”. A publicação já está nos últimos retoques e deve ser lançada no Natal. Será o sétimo livro da coleção, que, a cada edição, relaciona uma criança com um planeta.


— Quando eu comecei a coleção, há sete anos, foi um pretexto, na verdade. Como no total seriam dez livros, um por ano, eu já garantia a minha vida por mais dez anos. Com esse projeto em mente, eu só posso morrer em 2017! — diverte-se ele.

SERVIÇO

Rua do Lavradio 15, Centro Antigo. De terça a sábado, das 13h às 19h. Tel.: 3147-9017. Entrada gratuita.

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Dirceu pode deixar a cadeia na próxima semana

Mensalão

Ex-ministro da Casa Civil conseguiu abater 142 dias de pena e deve ser beneficiado com prisão domiciliar

Laryssa Borges, de BrasíliaDirceu, ao chegar a prédio onde fica o escritório em que vai trabalhar
Dirceu chega ao prédio onde trabalha como auxiliar em escritório de advocacia (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
Condenado a sete anos e 11 meses no julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu pode ser beneficiado com o regime aberto a partir da semana que vem. O mensaleiro, penalizado pelo crime de corrupção ativa, conseguiu abater 142 dias de pena, conforme documento homologado pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, por ter trabalhado e estudado enquanto cumpria pena. De acordo com a Lei de Execução Penal, o preso pode abater um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar e um dia a cada três dias trabalhados.
Como no Distrito Federal não existem casas de albergado, o local que, por lei, deveria abrigar detentos em regime aberto, Dirceu deve passar à prisão domiciliar. Para cumprir a pena em casa, o condenado deve, via de regra, assumir o compromisso de morar no endereço declarado e avisar qualquer mudança, permanecer recolhido das 21 horas até as 5 horas da manhã e ficar recluso nos domingos e feriados por período integral nos primeiros meses da pena.

Leia também: Genoino deixa cadeia para cumprir prisão domiciliar 
Para que Dirceu seja oficialmente beneficiado com o regime aberto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve dar parecer sobre o caso, e o relator do mensalão, ministro Luís Roberto Barroso, confirmar o benefício.  Em junho, por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que Dirceu pudesse trabalhar fora do Complexo Penitenciário da Papuda. Com isso, o mensaleiro foi transferido para o Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e passou a cumprir expediente no escritório de advocacia do criminalista José Gerardo Grossi, em Brasília, onde recebe 2.100 reais mensais.


O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) deve ser o próximo condenado no mensalão a se beneficiar da prisão domiciliar. Ele trabalha em um restaurante industrial, no Núcleo Bandeirante, e também conseguiu abater parte da pena de sete anos e dez meses de prisão.
by Veja

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