sábado, 11 de outubro de 2014

Perfume nacional tem cheiro de maconha, dizem usuários





FELIPE PATURY E TERESA PEROSA

11/10/2014 

Três meses sem consumir maconha são necessários para que os efeitos no esperma desapareçam  (Foto: Getty Images)
A Natura enfrenta uma onda de reclamações sobre seu novo perfume masculino, o #urbano. Em redes sociais, como o Twitter, e o ReclameAqui acumulam críticas do mesmo teor: ele cheira a maconha. Alguns dizem que tiveram de dar explicações em casa e no trabalho sobre o odor que exalaram. A Natura diz que não existe similaridade química entre a matéria-prima do #urbano com notas que remetam a cheiros como fumo, fumaça e afins e que troca produtos, em caso de queixa. O #urbano na embalagem de 100 ml custa aproximadamente R$ 90.

Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus

Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista

Mário Simas Filho
Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal. “Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.
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As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste. No PSDB, a espectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10. Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.
Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segudo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

PESQUISA ISTOÉ|Sensus
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR-01076/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – de 07 a 10 de Outubro de 2014
Margem de erro - +/- 2,2%
Confiança – 95%

Dilma lança artilharia contra trajetória de Aécio

Presidente-candidata diz que adversário fez “mau uso do dinheiro público” na construção de aeroporto e que, ao contrário dele, não foi nomeada para vice-presidência da Caixa Econômica aos 25 anos

Felipe Frazão, de Contagem (MG)A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, em Contagem, Minas Gerais
A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, em Contagem, Minas Gerais (Felipe Frazão/VEJA.com)
Na semana em que o candidato do PSDB à Presidência da Republica, Aécio Neves, apareceu pela primeira vez em vantagem numéroca nas pesquisas de intenção de voto, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) fez críticas em série à história do adversário e aos doze anos de gestão do PSDB em Minas Gerais. Segundo o Datafolha, Dilma e Aécio ficaram em empate técnico, com o tucano à frente: 51% contra 49% da petista.
Dilma lançou a artilharia petista contra Aécio insinuando que o tucano beneficiou familiares ao reformar um aeroporto em um terreno que foi desapropriado de familiares dele em Claudio, cidade do interior de Minas. Vale lembrar, a representação do PT contra o tucano foi arquivada pelo procurador-geral da República, que afirmou que não há provas contra Aécio.
“Eu não faço mau uso do dinheiro público. Eu jamais desapropriei um pedaço da fazenda de algum familiar meu, jamais construí um aeroporto nessa fazenda e jamais peguei a chave desse aeroporto e entreguei para ser gerida por um familiar meu. Não tem essa história de tentar explicar o inexplicável, não é só uma questão de ser legal ou ilegal”, disse Dilma em entrevista a jornalistas. Ela repetiu o discurso no palanque a militantes.
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Contra as críticas de Aécio sobre o aparelhamento do governo com indicados pelos aliados da base governista no Congresso, Dilma voltou a dizer que o PSDB instalou na direção da Polícia Federal um filiado tucano no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, Agílio Monteiro Filho. Ela também afirmou que Aécio ocupou cargo na Caixa Econômica por influência política do avô, Tancredo Neves. Aécio foi diretor de Loterias na estatal.
“O candidato adversário fala sempre em aparelhamento da máquina. Não há maior aparelhamento da máquina do que colocar na direção geral da Polícia Federal um filiado a partido político”, criticou. “Eu nunca virei vice-presidente da Caixa Econômica Federal aos 25 anos de idade. Todos os cargos que tive foram por meus méritos e não por indicação de ninguém.” 
A presidente também afirmou que os sucessivos governos do PSDB em Minas Gerais não investiram em Saúde. “Uma coisa me chama atenção. Minas Gerais tem uma cobertura baixíssima do Samu, 28% apenas. Isso não é usual no Brasil. Me deixa estarrecida. O Estado deixou os municípios sem parceria”. Dilma também citou que o Tribunal de Contas de Minas Gerais fez um termo de ajustamento de gestão para que o Estado invista 12% de seu orçamento em Saúde. “No período do ex-governador Aécio Neves e do último governador [Antonio Anastasia, também do PSDB] eles não cumpriram com o mínimo constitucional e segundo o Tribunal de Contas há um déficit não investido de 7,8 bilhões de reais. É impressionante este fato. Então qual é a credibilidade do meu adversário para dizer que vai investir em Saúde se quando pode não fez.”
Campanha — Neste sábado, Dilma marcou um ato político na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ele se saiu melhor nas urnas no primeiro turno. Apesar de ter liderado a votação no Estado com 43,4% dos votos contra 39,7% do tucano, Dilma ficou atrás de Aécio na Grande BH, onde o oposicionista reverteu o placar: 47% contra 31% da petista. Minas concentra 15,2 milhões de eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do país com de 10,6% do eleitorado nacional.
Dilma promoveu uma reunião com militantes e cabos eleitorais em hotel e antes circulou em carro aberto no comercio de Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais. Na cidade, ela perdeu por seis pontos porcentuais (39% a 33%) de Aécio, embora o petista Fernando Pimentel, governador eleito, tenha derrotado com folga o tucano Pimenta da Veiga por 59,9% a 32,5%. Pimentel acusou a oposição de fazer uma campanha “sórdida, venenosa e fétida”.


No palanque da presidente, surgiu uma bandeira do PSB, empunhada por militantes dissidentes. O partido declarou apoio a Aécio no segundo turno e ocupa cargos no governo mineiro. Segundo os petistas presentes, além dos pessebistas, militantes da Rede, do PMDB, do PRTB e do PPL também manifestaram apoio a Dilma.
by Veja

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