sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Justiça dá a CPI, CGU e Petrobras acesso a depoimentos de Costa e Youssef

Justiça


Depoimentos de doleiro e ex-diretor da estatal podem ser compartilhados, decide juiz

O ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa
O ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa (Fernando Bizerra Jr./EFE)
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, autorizou nesta sexta-feira que Polícia Federal, Petrobras e Controladoria-geral da União (CGU) tenham acesso aos depoimentos prestados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. O material será partilhado também com a CPMI da Petrobras, que investiga negócios ilícitos na estatal. Em depoimento na quarta-feira, Costa disse que PT, PP e PMDB recebiam dinheiro de contratos superfaturados na Petrobras, e Youssef mencionou que a quadrilha chegou a tal nível de sofisticação que era confeccionada uma ata paralela de cada reunião.
Os interrogatórios fazem parte da fase de instrução das ações penais oriundas da Operação Lava Jato. Com o compartilhamento das informações, a Petrobras e a CGU poderão abrir processos internos para investigar as denúncias. 
O magistrado criticou insinuações de que houve vazamento do conteúdo do depoimento com objetivos eleitorais, como fez a presidente Dilma Rousseff. Moro explicou em sua decisão que as ações penais da Operação Lava-Jato não estão sob segredo de Justiça e o conteúdo dos depoimentos desta semana não está relacionado com a delação premiada de Costa e Youssef.
“Os depoimentos prestados na última audiência na ação penal pública não foram 'vazados' por esta corte de Justiça ou por quem quer que seja. A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário (efeito) normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça”, explicou Moro. 
(Com Agência Brasil) 

Nova empresa de brasileiro ex-Google mostra smartphone e TV na IFA 2013




(Fonte da imagem: Divulgação/Xiaomi)
Ainda pouco conhecida do público mundial, a fabricante chinesa Xiaomi apresentou dois novos aparelhos durante a IFA 2013. A companhia revelou e demonstrou o smartphone MI3 e um modelo de televisão inteligente, chamado apenas de Xiaomi TV. Ambos são relativamente baratos para as especificações que carregam.
Caso você não tenha ligado os fatos, a companhia é a nova empresa do brasileiro Hugo Barra, ex-chefe da divisão Android da Google. Há algumas semanas, ele deixou a empresa por conta de uma polêmica envolvendo um suposto triângulo amoroso: ele teria um relacionamento com uma funcionária que havia se envolvido também com um dos fundadores da empresa, Sergey Brin.

MI3

(Fonte da imagem: Divulgação/Xiaomi)
  • Tela LCD IPS de 5" (Full HD)
  • Processador Tegra 4 de 1,8 GHz ou Snapdragon 800 (depende da operadora)
  • Câmera digital de 13 MP e frontal de 2 MP
  • Memória RAM de 2 GB
  • 16 GB de armazenamento interno
  • Bateria de 3.050 mAh
Com a possibilidade de escolha entre dois dos melhores processadores do mercado atual, o smartphone foca na qualidade do áudio (o chip é o mesmo usado no iPhone) e na tela sensível a toque, que suporta até o uso de luvas ou movimentos de dedos molhados. Os modelos variam entre US$ 330 e US$ 410 e o lançamento acontece até outubro

Xiaomi TV

(Fonte da imagem: Divulgação/Xiaomi)
Processador quad-core Snapdragon 600
  • 2 GB de memória RAM
  • 8 GB de armazenamento interno
  • Conectividade WiFi e Bluetooth 4.0
A Smart TV possui uma tela de 47", suporte para conteúdos 3D e seria originária da mesma fábrica de componentes dos aparelhos da Sony. O modelo roda uma interface alternativa do Android e traz um controle remoto "fácil de usar" com apenas 11 botões. Ela custará US$ 490 (cerca de R$ 1 mil) e também sairá em outubro de 2013.
FONTE(S)

"Noivinha" norueguesa denuncia casamento forçado de meninas


© Foto: reprodução blog Stopp Bryllupet 

Por BEATRIZ ALESSI

Ela é loirinha, tem as bochechas rosadas, gosta de se enfeitar, como toda menina, mas não consegue disfarçar um ar de tristeza. Em seu blog…Ela é loirinha, tem as bochechas rosadas, gosta de se enfeitar, como toda menina, mas não consegue disfarçar um ar de tristeza. Em seu blog, http://theasbryllup.blogg.no/ , diz que se chama Thea e que, aos doze anos, está prestes a se casar com o noivo, Geir, vinte e cinco anos mais velho. Em meio a poses típicas de uma pré-adolescente, ela aparece em roupa de festa, ao lado do futuro marido, e até experimentando o vestido de noiva. O blog, que já teve mais de meio milhão de visualizações, provocou comoção na Noruega, onde foi lançado, e ganhou o mundo.

Thea não existe de verdade. A menina que encarnou tão convincentemente a noivinha precoce é sueca e foi arregimentada pela Plan, uma organização de defesa dos direitos da criança, para chamar a atenção para uma epidemia global. A cada ano, cerca de quinze milhões de meninas com menos de dezoito anos se casam em todo o mundo, a maioria contra a vontade. Nos países em desenvolvimento, a incidência é de uma em cada três meninas nessa situação. Muitas se casam tão crianças que levam brinquedos para a cerimônia e viram mães, mal tendo entrado na puberdade. A prática – disseminada em vários países, culturas e religiões – rouba de milhões de meninas não só a inocência, mas também as chances de um futuro. Adolescentes sujeitas a casamentos forçados tendem a interromper os estudos e são mais propensas a sofrer violência doméstica e a enfrentar complicações provenientes de uma gravidez.

A campanha da Plan quis levar o debate para o centro do mundo dito civilizado, onde não se tem notícia de tal prática. A Noruega é o país com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta, calculado a partir da expectativa de vida, da escolaridade dos cidadãos e da renda per capita. O anunciado casamento de Thea e Geir coincide com o Dia Internacional das Meninas, celebrado pela ONU em onze de outubro. Com posts em que Thea fala inclusive do medo de consumar o casamento, a campanha provoca as pessoas a se engajarem na batalha para salvar milhões de adolescentes de um destino cruel e humilhante.

Adolescentes como a etíope Destaye, retratada no projeto “Too Young to Wed” (Jovem demais para casar - http://tooyoungtowed.org/). Ela foi entregue, aos onze anos, ao homem que a escolheu, e teve que desistir do sonho de ser médica para cuidar da casa e do filho que teve com o marido. Destaye diz que sentiu vergonha no dia do casamento. Ela é a face real dessa tragédia.

*O blog de Thea está em norueguês mas vale explorar as fotos.

Vamos ver algumas das fotos de Thea?






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