terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mulher é presa após filha de 4 anos levar 249 envelopes de heroína para creche



Agência O Globo


DELAWARE, EUA
— Uma mulher foi presa após sua filha de 4 anos de idade levar 249 envelopes de heroína para a creche no estado de Delaware, nos EUA. A menina distribuiu a droga entre os amigos achando que era bala. No entanto, nenhuma das crianças chegou a abrir o pacote, informou a polícia nesta terça-feira.

Na segunda-feira, Ashley Tull, de 30 anos, entregou à filha uma mochila. Ao chegar à creche, a menina encontrou 249 envelopes e distribuiu entre todos os colegas. Os professores, desconfiados do conteúdo dos envelopes, ligaram para a polícia. De acordo com os policiais, o que havia no interior dos pacotes era heroína.

— Nenhum envelope foi aberto — afirmou o porta-voz da polícia do estado de Delaware, Gary E. Fournier , ao “USA Today”.

Como precaução, todas as crianças foram levadas a uma hospital local e, após exames, foram liberadas.

A polícia, então, chamou Ashley para depor. Ela afirmou que após o cachorro ter comido a mochila com a qual a filha costumava ir à creche, entregou, sem querer, a bolsa com drogas à criança. Ashley foi presa e vai responder por porte ilegal de drogas e por colocar em risco a vida de seus filhos. Além da menina de 4 anos, ela tem mais dois filhos: um menino de 9 anos e uma outra menina de 11.

Apesar da grande quantidade de entorpecentes, a mulher não foi acusada de tráfico. Após pagar uma fiança de U$ 6 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 14 mil, ela foi liberada. De acordo com Fournier, as crianças estão sob custódia de um parente e a mãe foi proibida de ter contato com elas. O policial afirma também que a creche não será responsabilizada pelo incidente

FHC: “Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”

outubro 6, 2014

Anteriormente, o ex-presidente tucano também afirmou que Dilma não era pobre: “Ela não está gordinha, bem de vida?”
Por Redação
Em entrevista aos blogueiros do Uol Josias de Souza e Mário Magalhães nessa segunda-feira (6), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que o PT conta os votos dos “menos informados”, pois “cresceu nos grotões do país”. 
“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, afirmou o ex-presidente, um dia depois do primeiro turno das eleições em todo o país. A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) teve maioria dos votos nos estados do Norte e Nordeste, enquanto o peessedebista Aécio Neves se mostrou muito melhor no eixo Centro-Sul do país.
“Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados”, continuou FHC, que concluiu: “Geralmente é uma coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados”.
Curiosamente, o ex-presidente havia afirmado um dia antes à jornalista Sonia Racy, do Estado de S. Paulo, que não existia uma disputa entre “PSDB rico” e “PT pobre”. “Em primeiro lugar, olha a Dilma: ela é pobre? Ela não foi educada no Colégio Sion? Ela não está gordinha, bem de vida?”, ironizou. FHC citou como exemplo, para desmentir essa “disputa de classes”, o estado de São Paulo, que acabou reelegendo Geraldo Alckmin no primeiro turno: “Quem é que vota no Geraldo (Alckmin)? São os ricos? Tem tanto rico assim? Isso é uma invenção, querem colocar essa marca em nós. Nosso papel é desconstituir a mentira”.

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Foto de Capa: Tucano.org
by RevistaForum

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Juntos há 65 anos, casal gostava de juntar a família para comemorar datas; na foto, os dois no Dia dos Namorados do ano passadoFoto: Rafael de Freitas / Arquivo Pessoal
Luísa Martins

luisa.martins@zerohora.com.br


Italvino e Diva receberam a bênção do padre em uma igrejinha do interior de Três Passos, há 65 anos, e cumpriram exemplarmente a promessa de se amarem na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separasse. Na sexta-feira, o aposentado e a dona de casa se despediram da vida do jeito que sempre a percorreram: de mãos dadas.

Aos 89 anos, Italvino Possa enfrentava, desde 2013, uma leucemia que lhe minguava as plaquetas. Em abril deste ano, Diva, 80, descobriu um tumor na bexiga cujo prognóstico, ruim, a obrigou a ocupar um quarto desde lá no Hospital São Lucas, em Porto Alegre, onde também, de tempos em tempos, o esposo era submetido a transfusões de sangue. Mesmo debilitado, ele não perdia as esperanças de recebê-la de volta na casa do bairro Jardim Itu Sabará, na zona norte de Porto Alegre, onde costumavam reunir família e amigos para comer guloseimas e jogar conversa fora.

Italvino sempre procurou esconder da companheira a gravidade do seu estado de saúde. Não queria preocupá-la. Na quarta-feira à tardinha, dona Diva, quase silenciada pela doença, pediu para reunir seus queridos: marido, 10 filhos, 14 netos, seis bisnetos.

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— Foi uma despedida — interpreta Rafael de Freitas, um dos netos do casal que se conheceu num "bailinho de interior" e começou, humilde, a construir seu patrimônio plantando tomates em uma terra cedida por um conhecido, na década de 50.

Durante o encontro, seu Italvino chorou.

— Ele suplicou que a mãe não o deixasse e pediu perdão por qualquer erro — relata uma das filhas, Veramar Possa, 52 anos.

Na madrugada, já em casa, ele chamou pela mulher no meio do sono. Enquanto isso, o câncer desligava o último órgão que ainda vivia em Diva, o rim. Na telepatia do fim, o idoso teve uma hemorragia e pediu para ser internado — uma surpresa para o médico nefrologista Fernando Tettamanzy.

— Brincávamos que ele vivia se esquivando de mim, pois relutava muito em ficar internado. Penso que quis isso para acompanhar os últimos momentos da companheira — afirma o médico.

Uma enfermeira tratou de colocá-los no mesmo quarto. Mais: juntou as duas camas. Como em uma resposta automática, os dois se deram as mãos.

— Aperta a mão da tua namorada e tenta ficar calmo — sugeriu a enfermeira ao idoso.

Seu Italvino morreu em poucos instantes. Dona Diva não demorou a acompanhá-lo: se foi 45 minutos depois.

— Ele era tão educado que, até na hora da morte, abriu a porta para ela — descreve Tettamanzy, definindo o casal como um exemplo de cumplicidade, doçura e retidão.

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