segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Conheça Hello, a alternativa para quem não quer ficar orfão do Orkut

Hello vai ser alternativa para quem não quer ficar orfão do Orkut
No dia 30 de setembro, o Orkut - que um dia já foi a mais querida do Brasil - vai deixar de existir. Na tentativa de consolar os que ainda amam o site da Google, o engenheiro de software, Orkut Buyukkokten, vai inaugurar o página Hello.
Sem dúvidas o cara sabe o que está fazendo, afinal o Orkut foi uma de suas invenções. A ideia da nova rede social é resgatar as queridas comunidades: "Por que continuar postando coisas sobre sua vida para pessoas que não te compreendem quando você interagir com aqueles que te entendem?", explicou.
A nova rede vai competir com o Facebook, segundo o desenvolvedor. Em Hello, as pessoas vão poder se divertir bastante. "Ninguém realmente gosta de uma reunião sem propósito ou de uma festa sem graça. Se você tivesse escolha, você iria preferir se divertir, ficar intrigado e descobrir pessoas interessantes. Então por que perder seu tempo online usando sites corporativos chatos que só se importam com os usuários para vender mais propagandas?", afirmou.
Ainda não há data para o lançamento de Hello, porém já é possível se cadastrar pelo site para receber convite e participar da versão beta. E por enquanto, já vai se despedindo do Orkut, porque a Google não vai perdoar mesmo e vai fechar a rede social!

by purebreak

Orkut fecha as portas e vira 'museu' na web


Com encerramento da rede social, milhões de comunidades farão parte de acervo online mantido pelo Google


"Só add com scrap". "Leio, respondo, e apago". "Topo dos depoimentos". "Sou 80% legal, 90% confiável e 100% sexy". Se você esteve na internet durante os anos 2000, provavelmente deve se lembrar dos elementos acima, símbolos da era do Orkut. A "primeira rede social" de muitos brasileiros vai fechar as portas amanhã, depois de 10 anos de recadinhos, discussões em comunidades e depoimentos melosos.

Mas não é o fim. A antiga rede social do Google está criando um acervo de comunidades, onde ficarão guardados posts e discussões importantes para a história da internet do País. "O arquivo preserva a memória do Orkut, registrando fenômenos do Brasil como a ascensão da classe C e a inclusão digital", declarou o Google Brasil em nota.

O Estado teve acesso exclusivo ao acervo, que pretende ser uma reprodução do que é o Orkut hoje, em seu último dia no ar. Ao todo, serão mais de 51 milhões de comunidades, 120 milhões de tópicos e mais de 1 bilhão de interações armazenadas no acervo.

Para estar lá, basta que uma comunidade seja pública e esteja visível a qualquer um - o que não é o caso da "Eu Odeio Acordar Cedo", maior comunidade do Orkut (com 6 milhões de membros) que se tornou privada após ser vendida por R$ 5 mil.

No acervo, será possível entrar nas comunidades e ver o que foi discutido nelas, mas os donos das postagens serão identificados apenas por seus nomes, sem fotos ou links para perfis. Tal como num museu, será possível somente "apreciar" o conteúdo. Para o Google, "o arquivo é uma cápsula do tempo do início das redes sociais".

Além do acervo, a empresa ainda criou uma ferramenta para que os usuários guardem seus perfis, com fotos, recados e a descrição caprichada que muita gente usava para impressionar os amigos (veja abaixo). O backup pode ser feito até setembro de 2016.

Fórum. Criada em 2004 pelo turco Orkut Buyuykotten, a rede social foi popular até 2011, quando foi superada pelo Facebook no Brasil, e passou ainda a ter um "rival dentro de casa": o Google+, introduzido pela empresa naquele ano para unir diversos serviços em um ambiente social. Ainda assim, o Orkut tem seu público cativo até os dias de hoje: em junho de 2014, 4 milhões de brasileiros usaram o site, segundo dados da ComScore.

"Nunca parei de usar o Orkut, para espanto das pessoas ao meu redor", conta Leonardo Bonassoli, criador da comunidade "Futebol Alternativo", que discute temas como a terceira divisão do campeonato paranaense ou a rivalidade entre as seleções da Romênia e Hungria. "Nós discutíamos o lado B do futebol."

Já o interesse em comum por notícias bizarras era o que unia os 80 mil membros da "Anão vestido de palhaço mata 8", criada por Marcos Barbará. "O Orkut era fantástico para conhecer pessoas, e as comunidades eram o auge disso. Qualquer bizarrice encontrava eco lá", diz ele, que lançou um livro com o título da comunidade, reunindo histórias como "americano açoita namorada com atum" ou "Jesus aparece em banheiro e é vendido por US$ 2 mil".

Figurinha. As comunidades não eram só ambientes de discussões. Algumas delas eram apenas veículo para piadas. É o caso da "Indiretas Já!" e da "Não vi Beatles, mas vi Molejo", criadas pelo publicitário Bruno Predolin, dono de 715 comunidades.

"A maioria das minhas comunidades eram como figurinhas, todas levadas para o humor. Mas era parte do Orkut: se você queria conhecer alguém, as comunidades serviam para mostrar quem a pessoa era", diz. Para ele, o que vai deixar saudade é a comunidade Discografias, que reunia links para download de música de forma ilegal, deletada em 2012. "Conheci muita coisa de música brasileira ali", lembra. "O Orkut foi a iniciação digital de muita gente", diz o rapaz, que chegou a receber R$ 500 por mês do canal pago HBO para promover a emissora em seus grupos.

RG digital

O criador da "Indiretas Já" não foi o único a capitalizar com o sucesso de suas comunidades no Orkut. O humorista Maurício Cid, hoje conhecido pelo site de humor Não Salvo, começou sua trajetória digital criando comunidades engraçadinhas, como a "Quando pisei parecia água viva". "Tive mais de mil comunidades, usava o Orkut como o Twitter, só com piadas. Um dia o Orkut excluiu meu perfil por causa de uma denúncia. Foi quando eu resolvi que tinha que ter um site próprio", explica ele, que hoje tem mais de 2,4 milhões de fãs no Facebook e é referência em humor na web no País.

"O Orkut era o RG digital do brasileiro", avalia o humorista, que acredita que a plataforma do Google tinha muitas vantagens com relação ao Facebook. "No Orkut, você ia atrás do conteúdo. O conteúdo não vinha te encher o saco", comenta. Apesar de ficar triste com o fim da rede social, Cid entende a decisão do Google. "Se um produto dá prejuízo, não tem porque deixar no ar. É dinheiro em jogo."

by Estadão

domingo, 28 de setembro de 2014

Humoristas e blogueiros ironizam declaração de Eike sobre classe média



Sátiras associam a imagem do empresário com ícones populares como copos de requeijão e pacote de férias parcelado

POR 
RIO - De sétima fortuna do mundo a maior meme do Brasil. Parece que esse é um caminho só de ida para Eike Batista — pelo menos nas redes sociais. Assim que anunciou, com pesar, sua “volta à classe média”, o empresário voltou a jato (sem jatinho) para a classe AAA das sátiras que associam sua imagem a ícones populares como copos de requeijão, cupons de desconto e pacotes de férias da CVC — fenômeno que teve uma primeira leva quando foi anunciada a desvalorização de seu patrimônio. Depois de 450 dias sumido do Twitter, ele apelou aos 140 caracteres para tentar se explicar. Em vão. A efervescência de piadistas virtuais, reais e profissionais mostra uma tendência que veio para ficar: cada vez mais, a classe
média ri de si mesma.

Seja por não ter acesso a símbolos da classe A (o que faria parecer mais rica), seja por ver a classe C adotar os seus (o que a faz parecer mais pobre), a classe média sofre. A expressão, inclusive, batiza um tumblr que captou essa luta de classes em seu início. Em 2011, inspirados no site americano White Whine (que se autodefine como “uma coleção de problemas de primeiro mundo”), o escritor carioca Alex Castro e amigos criaram o classemediasofre.tumblr.com.



— Claro que a gente é de classe média; se a gente não fosse, seria uma coisa horrível, miserável — diz Alex.

A fórmula: colher nas redes sociais lamentos do tipo “aeroporto virou rodoviária” e temperar com um comentário ironicamente indignado. Sobre a queda de Eike Batista, escreveram: “Olha, já estava difícil de aturar a fila na churrascaria rodízio por causa dessa gentalha vinda de baixo. Se começar a cair gente de cima, não vai sobrar perfume Polo pra ninguém.’’

Desde o primeiro post, os autores dos comentários colhidos na web têm foto e nome apagados. Para Alex, a identidade protegida fez o público se identificar — o protesto lido poderia ser o do leitor. Os fãs mais empolgados, que contribuíam enviando exemplos, foram recrutados como editores, e o site ganhou vida própria, com centenas na criação (ainda que não-intencional) e uma dúzia filtrando conteúdo.

— Só trabalhei no primeiro dia — brinca Alex.

O site inspirou homenagens: um rap com seu nome, composto por Cauê Moura, com clipe estrelado pelo CQC Murilo Couto, já soma milhões de acessos. Um dos testes mais populares do famoso site de listas Buzzfeed é “Quão ‘classe média sofre’ você é?”. Por fim, a consagração: a expressão entrou para léxico digital nacional. Nas redes, muitos conscientemente encerram suas queixas pequeno-burguesas com a hashtag #classemediasofre.

— Tenho um certo orgulhinho do site porque vejo muita gente se autocensurando — diz Alex. — Quando penso em tudo que as pessoas deixaram de falar, acho que é uma contribuição mínima para o mundo.

— É um comportamento que localizei na classe média, me referindo na verdade à classe média alta, mas que pode ser visto em qualquer classe social. O perfeito idiota brasileiro para em vaga de deficiente ou de idoso no shopping. Não está nem aí para ninguém. Falsifica carteirinha de estudante pelo prazer do pequeno desvio. Somos um país de cleptomaníacos.

Como mostram os gráficos do IBGE, o Brasil é também um país em transformação, onde os cercadinhos que separavam as classes média baixa, média e alta se misturaram. A antiga pirâmide social, onde cada andar era menor que o anterior, virou um losango, com a maioria da população localizada no miolo.

Para o autor, ator e diretor Miguel Falabella, o que importa é não perder o humor. O intérprete do personagem Caco Antibes, um falido que tinha ódio de pobre no extinto seriado “Sai de baixo’’, diz que ri muito com a classe média:

— É uma forma do inconsciente coletivo digerir esse mundo absurdo. Eu adoro essas piadas, está no nosso DNA. A comédia é o melhor jeito de dizer a verdade, melhor até do que carta anônima. Não me sinto ofendido quando fazem piada comigo e acho que o Eike também não deveria se ofender. Aliás, acho que ele nem se ofende mais.

Aliás, na mais recente delas, uma montagem com Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Regina Casé, o empresário aparece com uma cara ótima.


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