terça-feira, 29 de julho de 2014

Leia isto e tire o resto do dia de folga

ECONOMIA&NEGÓCIOS

Terça-Feira 29/07/14

O bilionário Carlos Slim defende três dias de trabalho por semana; na Coreia do Sul, funcionários poderão tirar soneca – para onde vai a jornada de trabalho?

Slim: três de dias de trabalho e quatro de descanso

Bloomberg View
Carlos Slim é um sujeito bem sucedido: dono da maior ou segunda maior fortuna do mundo, dependendo do critério adotado e do quanto ele tenha gasto no almoço. Assim sendo, vale a pena prestar atenção quando ele tem algo a dizer sobre trabalho e produtividade.
Numa conferência realizada recentemente no Paraguai, Slim, que controla a América Móvil, maior operadora de celular das Américas, defendeu uma reforma radical no regime de trabalho das 9 às 17 horas: melhor seria se as pessoas trabalhassem três dias por semana, com mais horas por dia (11), e a aposentadoria só viria mais tarde (perto dos 70). Os dias de folga adicionais proporcionariam às pessoas mais tempo para relaxar e inventar coisas, disse Slim.
No outro lado do mundo, o governo municipal de Seul, na Coreia do Sul, estava cantando o mesmo refrão – na verdade, o refrão de uma canção de ninar: logo os funcionários terão permissão para tirar sonecas à tarde, embora o experimento das sonecas seja limitado aos meses de verão. Talvez os funcionários do governo municipal tenham percebido algo que a ciência do sono já diz há algum tempo: as sonecas ajudam a melhorar o desempenho cognitivo, especialmente se a soneca ficar na casa dos 10 a 25 minutos.
O ethos do ‘mais sonecas, menos trabalho’ não é novidade. Mas seus principais defensores costumavam estar na parte mais sensível do espectro do trabalho, lugares como a Suécia ou empresas como o Google. Agora a ideia recebe o apoio de um bilionário de peso e dos administradores da maior cidade de um país conhecido pelas jornadas de trabalho exaustivas, noites de trabalho movidas a soju(bebida destilada) e insônia crônica.
Ainda assim, não será fácil para que tais ideias peguem, obviamente. A semana de trabalho, submetida a uma pressão possibilitada pela tecnologia pessoal e incentivada pela ansiedade com o emprego, vai no sentido contrário: ampliá-la, e não reduzi-la.
O aspecto genial das ideias de Slim e dos governantes de Seul está em aceitar a maleabilidade da semana de trabalho do século 21, mas indagar por que a mudança só se dá numa direção. O fato de o ambiente de trabalho estar sempre ligado e à disposição não significa que a semana de trabalho deva ser ininterrupta. Afinal, a semana de trabalho de cinco dias foi criada numa época em que tínhamos artigos secos, motores a vapor e lampiões. O ambiente de trabalho se tornou mais eficiente desde então. A semana de trabalho deve seguir o mesmo rumo, não?
Alguns burocratas sonolentos de Seul e um importante bilionário da Cidade do México dizem que a resposta é sim. (Assim como o conselho editorial de uma organização conhecida por sua ética de trabalho de primeira a chegar, última a sair, e também pelo ambiente de escritório aberto, que facilita o convívio, mas dificulta as sonecas.) A questão é como colocar a ideia em prática. É bem possível que as pessoas tenham necessidades específicas em relação às sonecas, ou talvez precisemos de um ano inteiro de dias de trabalho de 18 horas para descobrir a resposta. Ao menos as pessoas despertaram para este problema. 
Tradução de Augusto Calil
by EStadão blog

Americano perde 45 kg comendo apenas vegetais à vontade


Benji Kurtz tinha testado todo tipo de dieta, sem sucesso. Inspirado por um documentário, passou a consumir vegetais e alimentos ricos em amido. Funcionou

REDAÇÃO ÉPOCA
29/07/2014 

Em maio de 2014, Benji Kurtz entrou em uma das pernas do maior jeans que já usou (Foto: Reprodução/Facebook)
Benji Kurtz sofria de obesidade severa. Com meros 1,65 metros de altura, o americano de 37 anos pesava 126 quilos. O sobrepeso trazia problemas à saúde e impunha dificuldades em tarefas cotidianas, simples para a maioria: em voos comerciais, o cinto de segurança não bastava, e Benji precisava pedir um extensor; comprar roupas era um problema: as lojas populares não vendiam nada para seu tamanho, suas roupas eram mais caras e vinham em poucas opções de cores e modelos.
Se Benji não emagrecia, não era por preguiça ou falta de tentativa. Durante anos, tentou dietas com baixo teor de carboidrato. Com elas, conseguia perder entre 13 e 18 Kg, logo recuperados.

A solução apareceu durante o Memorial Day de 2013. Na data, os americanos celebram a memória dos soldados mortos em guerras. Descansando em casa, Kurtz e a esposa assistiram a um documentário que falava sobre os princípios das dietas baseadas em vegetais. Forks overs Knives, o filme daquela tarde, defende a teoria de que humanos deveriam abandonar as carnes para viver melhor. O filme fez sucesso ao apresentar cientistas de renome cujas pesquisas reforçavam essa noção.  Isso bastou para Kurtz. Na ocasião, ele pesava 117 quilos. Decidiu dar uma chance à dieta.

Para colocar a nova dieta em prática, ele foi fundo na pesquisa. Assistiu conferências online, comprou livros e mais livros e passou a consumir os quatro grupos de alimentos recomendados pelo Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável, uma associação de médicos americana cujo objetivo, segundo diz, é promover a medicina preventiva – aquela que tenta evitar a ocorrência de doenças por meio da adoção de hábitos saudáveis. A associação recomenda uma dieta que privilegie o consumo de legumes, frutas, verduras e grãos integrais. Gradualmente, ele também reduziu o consumo de açúcares, sal e gorduras.

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Os resultados foram rápidos e Kurtz ganhou coragem para persistir na dieta. Seu peso baixou e também o colesterol regrediu, de 200 para 167. A pressão sanguínea baixou e até as taxas cobradas pelo plano de saúde caíram, acompanhando a melhora geral da saúde.

A dieta de Kurtz exigia atenção, mas não o fazia passar fome. Na verdade, ele podia comer tanto quanto quisesse, desde que consumisse os alimentos certos. Pela manhã, seu café consistia em vitamina de frutas batidas em leite de amêndoas. Para o almoço ou jantar, o prato favorito incluía vegetais cozidos no vapor, chili de lentilhas e batatas assadas, contou ele ao site da rede CNN.
 
Benji Kurtz em 2006 e em junho deste ano (Foto: Reprodução Facebook)

Depois de 1 ano e um mês seguindo essa nova alimentação, Kurtz perdeu 45 quilos, sem passar fome. O figurino mudou: as calças caíram mais de 30 números. Durante esse período, foi assessorado pelo médico John McDougall, um nutricionista californiano que passou os últimos 30 anos estudando as relações entre comida e doenças. Segundo ele, a chave da dieta está em entender que, ao longo de sua evolução, os humanos foram grandes consumidores de amido: aquele presente em batatas e raízes, por exemplo. Segundo o médico, ele funciona como um substituto mais saudável à carne.  A conclusão é controversa. Para Kurtz, a estratégia deu certo. Não quer dizer que funciona para todo mundo. Antes de se aventurar em novos tratamentos e fórmulas mágicas, melhor fazer como ele: buscar informação e o acompanhamento de um especialista. A quem se interessar, ele mantém um site especializado no assunto, em que narra sua experiência.

Aplicativo do Facebook vai perder recurso de bate-papo

Usuários que acessam a rede por meio de smartphones e tablets terão que usar obrigatoriamente o Messenger, app dedicado às mensagens instantâneas

Rafael Sbarai




Ícone do Whatsapp sobre uma tela com o ícone do Facebook
Dois encontros em onze dias decretaram o bilionário negócio entre Facebook e WhatsApp - Dado Ruvic/Reuters

A rede social Facebook vai remover nos próximos dias o recurso de bate-papo de seu aplicativo para smartphones com sistemas operacionais iOS (Apple) e Android (Google). A estratégia já começou a ser testada entre usuários que acessam o serviço na Europa e deve chegar aos mais de um bilhão de cadastrados nas próximas semanas: uma notificação já é exibida às pessoas que ainda não aderiram ao app de mensagens instantâneas — inclusive usuários brasileiros.
O aplicativo oficial da rede vai manter o ícone de mensagens, mas, ao clicar nele, o usuário será direcionado a outro app: o Facebook Messenger, recurso lançado pela companhia em 2011 especialmente para troca de mensagens instantâneas — por ora, a companhia americana exibe um comunicado a uma parcela de usuários notificando a mudança e recomenda o download do aplicativo, conforme mostra a imagem abaixo. Em contato com a reportagem de VEJA.com, o Facebook afirmou que o usuário terá sete dias para se adequar à exigência a partir da data de recebimento do aviso.

Aplicativo do Facebook vai perder função de bate-papo

Segundo a empresa, a medida tem como objetivo deixar o aplicativo principal mais rápido e não se aplica a dispositivos móveis com sistema operacional Android de baixo custo e Windows Phone. Pessoas que acessam a rede social por meio de desktops não serão afetadas com a mudança.
Nos últimos meses, o Facebook tem criado uma série de estratégias agressivas para o universo móvel, para onde migram milhões e milhões de usuários. Na última quarta, a companhia informou que mais de 1 bilhão de pessoas se conectam ao serviço por meio de smartphones e tablets. Em fevereiro, a rede adquiriu o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp por 19 bilhões de dólares.
by Veja

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