sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ajuda da Cruz Vermelha a cidades da serra do RJ foi desviada, diz auditoria

25/07/2014 

Segundo secretário geral no país, desvio foi de cerca de R$ 17 milhões.
Vítimas da fome na Somália e terremoto no Japão também foram afetadas.

Do G1 Rio


A Cruz Vermelha brasileira desviou dinheiro arrecadado para campanhas humanitárias, de acordo com uma uma auditoria encomendada pela Federação Internacional das Sociedades do próprio órgão, com sede em Genebra, Suíça. De acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (25) no jornal "Folha de S.Paulo", o dinheiro seria usado com as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio de Janeiro, do terremoto no Japão, da fome da Somália, e em campanhas contra a dengue em todo o Brasil.
Em entrevista à GloboNews, o secretário geral nacional da Cruz Vermelha brasileira, o coronel Paulo Roberto Costa e Silva, informou que o total desviado foi de aproximadamente R$ 17 milhões. O dinheiro teria ido parar na conta de uma ONG no Maranhão, o Instituto Interamericano de Desenvolvimento Humano – conhecido como Humanos. A organização era presidida pela mãe do ex-vice-presidente da Cruz Vermelha no Brasil, Anderson Marcelo Choucino.
"Nós temos constatações pela auditoria que em torno de R$ 17 milhões saíram de doações e não chegaram ao seu destino”, explicou o coronel (veja na reportagem acima).
De acordo com o secretário, o relatório, que demorou um ano para ser concluído, será levado nesta sexta-feira (25) às autoridades brasileiras. “Tão logo que tomamos conhecimento da denúncia que ocorreu em meados de 2012, nós solicitamos uma auditoria internacional independente em toda a Cruz Vermelha brasileira. A auditoria se desenvolveu durante todo o ano de 2013. As denúncias apresentadas pela mídia naquela oportunidade foram quase todas confirmadas por esta auditoria”, explicou.
De acordo com Paulo Roberto, já houve uma representação preliminar do desvio. ‘Agora, substanciados com o resultado da auditoria, nós vamos à procuradoria da Justiça, vamos tomar medidas judiciais e policiais cabíveis”, afirmou o coronel, informando ainda que o Ministério Público estava investigando a questão há mais de um ano.
“O que a gente está pedindo é que este dinheiro que saiu da Cruz Vermelha e foi para este instituto, ou ele seja devolvido, ou que seja prestado contas para onde foi, porque não chegou ao seu destino”, afirmou o secretário.
Risco de suspensão de atividades
Pedro Paulo afirmou que o comitê pode desde advertir ou até recomendar a suspensão das atividades da Cruz Vermelha em território brasileiro.
“Sem dúvida seria muito traumático para todos nós”, disse, informando que todas as pessoas envolvidas no desvio foram afastadas. "Nós fazemos parte de um movimento humanitário de ajuda humanitária internacional que hoje reúne 189 nações em todo o mundo. Essa marca é muito forte e uma imagem que arranha a credibilidade do movimento nos atinge diretamente. Nós estamos sendo acompanhados de perto pelo Comitê de Mediação e Comprimento, que é um órgão da Federação Internacional encarregado de verificar os procedimentos e as condutas da Cruz Vermelha.”
carro pendurado em nova friburgo (Foto: Marcos de Paula/Agência Estado)Estrago provocado pela chuva em Nova Friburgo, em 2011 (Foto: Marcos de Paula/Agência Estado)
Maior tragédia climática do país
O dinheiro desviado seria usado para ajudar vítimas de tragédias de 2011. A chuva na Região Serrana do Rio, em janeiro, provocou a morte de quase mil pessoas em sete municípios afetados, e é considerada o maior desastre climática da história país. Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis foram as áreas mais atingidas com deslizamentos de terra e inundações.
De acordo com especialistas, houve falta de controle e planejamento no crescimento das cidades. Segundo dados das prefeituras e da Defesa Civil na época, Teresópolis teve 9 mil desalojados e 6 mil desabrigados; Petrópolis (incluindo Itaipava) somou 6 mil desalojados e 191 desabrigados; e Nova Friburgo contabilizou 3 mil desalojados e 2 mil desabrigados.
Em março, o Japão foi atingido pelo mais forte terremoto da sua história. O desastre deixou 19 mil vítimas. No mesmo ano, uma seca atípica no chifre da África provocou uma crise alimentar na região.
Mulher é vista cuidado de filhos desnutridos em Dadaab. Pessoas doentes não precisam jejuar durante o Ramadã, mas a maioria dos acampados que sofrem com a fome na Somália parece determinada a manter as tradições (Foto: Omar Faruk/Reuters)Mulher cuidando de filhos desnutridos em Dadaab, na Somália, em 2011 (Foto: Omar Faruk/Reuters)

Polícia vai escavar área onde corpo de Eliza Samudio estaria enterrado

24/7/2014 

Primo do goleiro Bruno disse que modelo foi deixada em uma cova na Grande Belo Horizonte
    Do R7, com Record Minas
Declaração de primo do Bruno vai motivar 13ª busca pelo corpoReprodução/ Rádio Super Tupi
A Polícia Civil vai fazer buscas nesta sexta-feira (25) pelo corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. A nova tentativa de encontrar os restos mortais da modelo, a 13ª em quatro anos, é motivada pela declaração do primo do jogador, Jorge Rosa Sales, queafirmou saber onde Eliza foi enterrada.
Segundo o delegado Wagner Pinto, chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que ouviu Jorge nesta quinta-feira (24), houve “coerência” no depoimento do rapaz.
— Ele descreveu preliminarmente e o local assemelha-se ao que ele apresentou. Essa hipótese vai ser confirmada ou não amanhã.
Uma equipe de peritos deve começar a fazer as "escavações necessárias" às 9h. Ainda conforme o policial, caso nada seja encontrado, a situação do primo de Bruno não deve mudar. Jorge, que era adolescente na época do crime, cumpriu medida socioeducativa por participação no assassinato. Ele era considerado testemunha-chave no caso.
— A situação não muda. Ele já respondeu penalmente pela sua participação enquanto adolescente.
O primo do goleiro disse em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que o corpo de Eliza foi enterrado em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Nova versão
Morando atualmente no Rio de Janeiro, Sales ainda contou ao repórter Marcus Marinho que Eliza não foi esquartejada. Segundo ele, a modelo teve a mão cortada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Cerca de quatro anos após a morte, Jorge afirma que decidiu apontar o paradeiro do corpo para "ter a mente tranquila".
— Eu sei chegar tranquilo, é uma estrada de chão bastante deserta, identifico perto de um coqueiro, um lugar praticamente abandonado. Sei apontar onde ela está, para que a mãe dela possa enterrar ela, pelo menos.
Na entrevista, Sales alega ainda que o primo não sabia que Eliza seria assassinada. Segundo ele, a modelo foi asfixiada por Bola, na casa dele, em Vespasiano, região metropolitana. No local, Bola ainda chegou a dizer que era da polícia e que ela deveria ficar tranquila, já que passaria somente uma noite lá. No entanto, ele pediu para ver a mão de Eliza e aproveitou para aplicar um golpe fatal nela.
— Ele rodou ela e deu uma gravata, caiu com ela no chão. O Macarrão [Luiz Henrique Romão] veio por cima e amarrou a mão dela. Ele engravatou ela até ela morrer.
Em seguida, eles teriam enrolado o corpo de Eliza em um lençol e o colocado em um saco plástico de cor preta. Por fim, enterraram o cadáver em uma cova que já havia sido previamente cavada com a ajuda de uma máquina.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

No frio, casal acolhe e cuida de cães em posto de combustíveis no RS

24/07/2014 

João Batista e Lucinha recolhem animais das ruas na Zona Sul da capital.

Bacias e cobertores abrigam bichos nos dias frios do inverno gaúcho.


Luiza Carneiro

Do G1 RS

 Cliente fotografou animais e colocou em rede social  (Foto: Cínthia Cramer/Arquivo pessoal)Cliente fotografou animais e colocou em rede social (Foto: Cínthia Cramer/Arquivo pessoal)
Uma cena inusitada chama atenção de quem chega em um posto de combustíveis na Zona Sul dePorto Alegre. Enfileiradas, bacias forradas com cobertores servem como abrigo para cachorros de rua. A “solidariedade canina”, como o proprietário do local João Batista Caberlon, de 53 anos, gosta de chamar, já ocorre há anos. A ação, no entanto, se tornou pública após uma cliente fotografar os bichinhos e compartilhar nas redes sociais.
Nesta quinta-feira (24), cinco cachorros dormiam no local. Com as baixas temperaturas no Rio Grande do Sul nesta semana, e a série de dia chuvosos no último mês, as camas improvisadas servem de alento para os cães sem lar. Apesar de serem nômades, volta e meia voltam ao posto, localizado na Avenida Edgar Pires de Castro, para dormir.
“Faz muitos anos que a gente faz solidariedade canina. Existe uma grande legião de animais abandonados aqui na Zona Sul. Na verdade, recolhemos os animais e encaminhamos para doação”, contou ao G1 João Batista.
Lucinha Wobeto e o marido recolhem animais e cuidam no próprio posto de combustíveis em Porto Alegre (Foto: Arquivo Pessoal)Lucinha Wobeto e o marido recolhem animais em
posto de combustíveis (Foto: Arquivo Pessoal)
Ao lado da esposa, Lucinha Wobeto, de 55 anos, recupera os animais, que quase sempre chegam ao local em situação de risco. A Tigra, por exemplo, chegou ali com um feto morto na barriga e cheia de carrapatos. No último fim de semana, a Bolinha, mais velha companheira do casal, morreu após uma parada cardíaca.
“Atualmente cinco ficam aqui no posto. Em casa, eram 12, e agora temos 11. Alguns ficam com a gente, mas pelas questões sanitárias não podemos manter todos”, salientou.
A esposa Lucinha é encarregada pela logística de receber, tratar e encaminhar os cachorros para as redes de doação e casas de passagem. Sem apoio, o casal acaba tirando dinheiro do próprio orçamento. Eles são proprietários do posto há apenas um ano e meio, mas já são cerca de 200 bichos ajudados por eles simultaneamente.
“Hoje mesmo ela vai ajudar uma cuidadora que está se mudando para Viamão”, contou João Batista, se referindo à cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Cliente fotografou animais e colocou em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)Animais se protegem do frio em bacias
(Foto: Cínthia Cramer/Arquivo pessoal)
Segundo ele, um dos auxílios que o casal recebe é de um funcionário público. O homem comprou um caminhão para recolher lixo reciclado e revender. Todo o valor gerado é revertido em benefício da causa canina. O dinheiro é usado para comprar ração para os pets. "Passamos a selecionar nosso lixo no posto e levamos para ele", completou.
Apesar de manter os animais no local de trabalho, o empresário diz que os clientes não estranham. “Muitas pessoas gostam da causa. Talvez não tenha começado antes [a divulgação] por falta de conhecimento. Mas agora o pessoal está vendo o quanto isso é importante”, comemorou.
A cliente do posto Cínthia Cramer, que divulgou as fotos nas redes sociais, diz que viu um grande exemplo de cuidado com os animais.
"Fiquei sabendo que já faz um bom tempo que os cães vivem por ali e que todos cuidam deles, funcionários e clientes. A minha única preocupação é que divulgando mais gente vai querer abandonar animais por ali", disse ao G1 a empresária de 49 anos.
Para quem quiser ajudar os animais, o contato pode ser feito pelo e-mailposto@postohipica.com.br.

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