domingo, 22 de junho de 2014

Após sofrer maus tratos, leoa Chiara se recupera e vira xodó em horto

22/06/2014 07h10 - Atualizado em 22/06/2014 19h02

Animal passou por circo e agora é cuidado em parque de São Vicente, SP.

Leoa passou por treinamento para se aproximar dos veterinários.

Anna Gabriela RibeiroDo G1 Santos
Leoa Chiara foi reabilitada em horto de São Vicente (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)Leoa Chiara foi reabilitada em horto de São Vicente (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Uma das principais atrações do Horto de São Vicente, no litoral de São Paulo, a leoa Chiara tem motivos a mais para ser paparicada por funcionários e visitantes do parque. Antes de chegar ao local, a leoa passou por um circo e por cativeiros domiciliares, o que prejudicou seu desenvolvimento e acarretou em problemas de saúde. Recuperada, a leoa agora vive com seu filhote e, em breve, voltará a conviver com seu parceiro de oito anos.
O Horto de São Vicente tem cinco leões e Chiara é a “matriarca da família”. Para as veterinárias que cuidam dela, a fêmea é uma sobrevivente. “Ela já passou por outro zoológico e por cativeiro domiciliar. E há histórias de que tenha passado por circo antes do cativeiro domiciliar. Passou por diversos manejos nutricionais e sanitários. Esse animal pode ter sofrido carências nutricionais que se juntaram com outros problemas à medida que a idade foi chegando”, afirma a veterinária Sandra Peres.
Animal ficou mais dócil com o tempo (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)Animal ficou mais dócil com o tempo
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)
Pela idade avançada e o histórico de cativeiros não adequados, a leoa apresentou diversos problemas de saúde. “Ela estava com uma lesão no olho e tinha uma suposta infecção no ouvido. Pedimos auxílio ao Zoológico de São Paulo para que pudessemos anestesiá-la. É um animal idoso, que tem problemas de artrose. Ela recebeu anestesia para que a gente pudesse colher sangue, ver os dentes, ultrassonografia, fazer um check-up geral”, diz a veterinária.
Profissionais estimam que a leoa tenha cerca de 20 anos, que é considerada uma idade avançada para um animal de sua espécie. “Um leão vive de 15 a 30 anos. Os de cativeiro vivem mais, porque não precisam caçar para comer nem lutar pelo território, só tomam chuva e sol se querem. Você oferece tudo que o animal necessita, é vermifugado e vacinado periodicamente e tudo isso faz com que a longevidade se estenda”, explica Sandra.
Por ter chegado com idade avançada ao Horto de São Vicente, Chiara é considerada a mais arredia, porém, após um tratamento, ela tem se tornado mais dócil e amigável. “No ano passado foi feito um trabalho de condicionamento dos leões. E a partir desse condicionamento, ela passou a chegar na grade quando a gente chama. É uma aproximação dos leões com a equipe para facilitar na alimentação, manejo, chegar perto sem a necessidade de uma anestesia. Ela tem atendido pelo nome, desce pela grade quando precisamos dar medicação via oral. Está mais próxima da gente”, explica a veterinária Tatiane Inoyama.
Com a aparência mais sadia, a leoa agora divide a jaula com seu filhote e atrai muitos olhares no parque. “O aspecto dela está melhor. Ela tem se alimentado bem, come cerca de 3,5 quilos de carne por dia, além da suplementação de vitaminas. Em dezembro de 2006, ela teve um casal de filhotes. Agora está separada da 'filha', porque ambas estão no cio. Mas em breve, Chiara deve se juntar ao macho, que é o companheiro dela”, conta Tatiane.
Chiara se mostra imponente aos visitantes (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)Chiara se mostra imponente aos visitantes (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

Cientistas descobrem como estresse pode levar a ataque cardíaco e AVC

22/06/2014 17h19 - Atualizado em 22/06/2014 17h32

Estresse leva à superprodução de células de defesa, os glóbulos brancos.

Excesso delas se acumula na parede das artérias e dificulta circulação.

Da France Presse
Cientistas afirmaram neste domingo (22) ter descoberto como o estresse crônico leva a ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs): provocando a superprodução de glóbulos brancos, células de defesa do organismo, que em excesso podem ser prejudiciais à saúde.
O excedente de células se acumula nas paredes das artérias, reduz o fluxo sanguíneo e favorece a formação de coágulos que bloqueiam ou interrompem a circulação.
Os glóbulos brancos "são importantes para combater e curar infecções, mas se você os têm em excesso ou se estiverem no lugar errado, podem ser nocivos", afirmou o coautor do estudo, Matthias Nahrendorf, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston.
Há muito tempo os médicos sabiam que o estresse crônico leva a doenças cardiovasculares, mas não entendiam o mecanismo.
Modelo de estresse
Para descobrir este vínculo, Nahrendorf e uma equipe de pesquisadores estudaram 29 residentes médicos que trabalham em uma unidade de cuidados intensivos. Esse ambiente de trabalho é considerado um modelo para a exposição ao estresse crônico, por conta do ritmo acelerado e da grande responsabilidade de tomar decisões de vida e morte.
Ao comparar amostras sanguíneas retiradas durante as horas de trabalho e de folga, assim como os resultados de percepção de estresse de questionários, os cientistas encontraram um vínculo entre o estresse e o sistema imunológico.
Eles notaram, particularmente, que o estresse ativa células-tronco da medula espinhal, que por sua vez levam à superprodução de glóbulos brancos, também chamados de leucócitos.
Os glóbulos brancos, cruciais na cicatrização de ferimentos e no combate a infecções, podem se voltar contra o próprio organismo, com consequências devastadoras para pessoas com doenças como arteriosclerose, ou seja, o espessamento das paredes das artérias provocado pelo acúmulo de placas.
Ratos
Em seguida, o estudo foi feito com ratos de laboratório, que foram expostos ao equivalente do estresse para roedores, como a superlotação ou a movimentação da gaiola.
A equipe selecionou os camundongos com propensão a arteriosclerose. Eles descobriram que o excesso de glóbulos brancos produzidos em função do estresse se concentrou na parte interna das artérias e impulsionou o acúmulo de placas.
"Aqui, elas (as células) liberam enzimas que amolecem o tecido conectivo e levam ao rompimento da placa", afirmou Nahrendorf. "Esta é a causa frequente de infarto do miocárdio e do derrame", prosseguiu.
Ele acrescentou que os leucócitos são apenas parte do problema. Outros fatores, como colesterol e pressão elevados, tabagismo e propensão genética também contribuem para um risco maior de ataque cardíaco e AVC. "O estresse deve levar estes fatores à beira do abismo", disse o cientista à AFP.
AVC 1 (Foto: Arte/G1)

Jogadores e técnicos criticam gramado e Fifa suspende treinos. O 'padrão Dilma' é horrível

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

 

Capitão belga, Kompany declarou que campos na Bélgica são melhores que os apresentados no Brasil


Os gramados da Copa do Mundo se transformam em uma dor de cabeça para a Fifa. Os jogadores da Bélgica se queixaram do campo do Maracanã e alertam que, na Europa, as condições são melhores que no Rio. Em Belo Horizonte e em Curitiba a Fifa proibiu seleções de treinar nos estádios da Copa para não afetar os campos, já em situação delicada. O Chile ainda disse que a Fifa não deveria permitir que um jogo fosse disputado no gramado do Itaquerão.

"O gramado não tem a mesma qualidade dos campos que temos na Europa", declarou Kompany, capitão do time belga, depois da partida contra a Rússia.

O Maracanã recebeu apenas três jogos na Copa por enquanto. Mas vários trechos do campo já estão seriamente desgastados. Na pequena área de ambos os gols, a grama da lugar a um local escuro. Com sementes da Dinamarca e um custo de cerca de R$ 100 mil por mês para ser mantida, a grama do estádio do Rio foi alvo de críticas por parte de praticamente todos os jogadores belgas que passaram pelos jornalistas depois do jogo.

Alderweireld, o zagueiro do time, foi um dos que se queixou. "Estava muito dura. Mas temos de conviver com isso", declarou. "No primeiro jogo, contra Argélia, o gramado estava bem melhor", indicou. A partida ocorreu em Belo Horizonte. Alex Witsel também criticou a grama. "A grama não é das melhores e hoje não estava bem. O campo estava seco", disse. O Maracanã vai receber mais quatro jogos nesta Copa do Mundo. O próximo ocorre na quarta-feira, entre França e Equador. Mas o estádio também será palco da grande final.

Não é apenas o Maracanã que é criticado. O técnico do Chile, Jorge Sampaoli, atacou o gramado do Itaquerão. "Está muito deteriorado. A Fifa não deveria permitir que equipes treinassem nos estádios da Copa e principalmente não deveria permitir que um jogo tão importante como esse fosse realizado em um gramado tão ruim", disse.

Neste domingo, em Curitiba, Espanha e Austrália foram impedidas de reconhecer o estádio por conta da condição precária do gramado.

Há três dias, o time da Argentina foi impedido de treinar no estádio de Belo Horizonte. Os organizadores da partida consideraram que um treino do time de Lionel Messi, seguido por um treino do Irã teria um impacto negativo sobre a grama.

A Fifa alegou que isso era "normal" e que a proibiçaão também acontece tanto na Europa como em Copas passadas. "Isso é algo apenas para preservar a grama", declarou Delia Fischer, porta.voz da Fifa. "Tomamos essas medidas em 2006 e em 2010", justificou.


Jogadores e técnicos criticam gramado e Fifa suspende treinos
Estádio recebeu partida entre Bélgica e Rússia, mas foi criticada
Fábio Motta/Estadão

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