sábado, 21 de junho de 2014

Jovem disputado por universidades dos EUA escolhe Stanford




20/06/2014 08h00 - Atualizado em 20/06/2014 08h00

Estudante de Ourinhos (SP) prefere estudar no Vale do Silício, na Califórnia.
Em todas as universidades, Jessé foi aprovado com bolsas de estudos.

Mariana BonoraDo G1 Bauru e Marília


Jessé tem 17 anos e mora em Ourinhos
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Após ser aprovado em sete universidades - seis delas, norte-americanas - o estudante Jessé Leonardo Justino, de 17 anos, se prepara para estudar na Califórnia. O jovem optou pela Stanford; a localização e o investimento em pesquisa foram diferenciais na escolha de Jessé.

“A Stanford é uma das melhores faculdades do mundo e fica bem no Vale do Silício, local onde professores e alunos já criaram empresas multinacionais na área de informática. Além disso, recebi uma bolsa de estudos excelente”, conta. Em todas as universidades, Jessé foi aprovado com bolsas de estudos.

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Seis universidades dos Estados Unidos disputam aluno de Ourinhos

“Fiquei em dúvida entre três universidades: New York University, Columbia e a Stanford”, completa. Ele ainda foi aprovado no Skidmore College, em Saratoga Springs, Nova Iorque; Middlebury College, que fica em Middlebury, Vermont e Minerva University, que fica em São Francisco.

Além das universidades americanas, ele também foi aprovado no curso de medicina da Universidade Unioeste, que fica em Francisco Beltrão (PR). As aprovações são resultado de anos de dedicação aos estudos. Jessé estudou até o quarto ano do ensino fundamental em escola pública e fez do quinto ao nono ano, além do ensino médio, em escola particular, mas com bolsa de estudos. Além disso, o estudante foi selecionado para participar de um curso intensivo de inglês com bolsa parcial.

Inglês e bicicleta

O bom inglês, aliás, é um dos pré-requisitos para estudar no exterior e ele vem praticando bastante nos últimos meses para se preparar para a nova vida na Califórnia. “Além disso, estou pesquisando sobre as aulas que escolherei e andando bastante de bicicleta, porque em Stanford tudo é muito longe e sem a bicicleta é bem difícil chegar aos lugares”, conta. As aulas na universidade começam em setembro deste ano.

Apesar de ter conseguido uma excelente bolsa de estudos, a família de Jessé viu que enfrentaria dificuldades para mantê-lo nos Estados Unidos, por isso o jovem faz parte de um grupo de 15 estudantes, que foram aprovados nas melhores universidades do mundo, e busca financiamento coletivo para que possa realizar esse sonho de estudar no exterior.

“Eu fui aprovado com bolsa, mas a minha família não tem condições de arcar com todas as despesas, por isso nós nos reunimos nesse projeto de financiamento coletivo. Qualquer pessoa que se identificar com a causa pode contribuir”, explica. Faltando 26 dias para o término do prazo de contribuição, Jessé já conseguiu um valor acima do estipulado na meta do projeto e obteve a ajuda de quase 100 pessoas. A contribuição pode ser feita por meio da internet e mais informações podem ser obtidas no site do projeto.


Estudante terá que optar por uma universidade americana (Foto: Reprodução/TV TEM)


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Teorias demográficas: Malthusianos, neomalthusianos e reformistas


Ângelo Tiago de Miranda
  • Pavel Novak/Creative commons
    Rua de Katmandu, capital do Nepal, país densidade demográfica de 184 habitantes por Km2
    Rua de Katmandu, capital do Nepal, país densidade demográfica de 184 habitantes por Km2
Inúmeras teorias foram elaboradas para tentar explicar o crescimento populacional. Dentre elas, é comum se destacarem três, que estão profundamente inter-relacionadas: a malthusiana, a neomalthusiana e a reformista.

Teoria Malthusiana

A teoria demográfica formulada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus(1776-1834) foi publicada em 1798, no livro Ensaio sobre o princípio da população.
Segundo Malthus, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...).
Assim, segundo a visão de Malthus, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.
Malthus chegou a propor como única solução - para o problema da defasagem entre população e alimentos - o que ele chamou de "sujeição moral", ou seja, a própria população deveria adotar uma postura de privação voluntária dos desejos sexuais, com o objetivo de reduzir a natalidade, equilibrando o crescimento demográfico com a possibilidade de expansão da produção de alimentos.
Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas idéias são consideradas ultrapassadas pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a falta de alimentos diminuindo o número de nascimentos entre a população mundial, mas redistribuindo a riqueza produzida no mundo.
Na realidade, ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e, consequentemente, má distribuição nos países pobres. Porém, em nenhum momento a população cresceu conforme o cálculo de Malthus.

Teoria Neomalthusiana

É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana.
O neomalthusianismo somente se firmou entre os estudiosos da demografia após aSegunda Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias ligadas ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse.
Os neomalthusianos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo.
Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.
Algumas medidas adotadas por entidades mundiais (ONU, FMI, Banco Mundial, UNICEF, entre outros) nos países subdesenvolvidos, ajustadas a cada população, são exemplos de políticas de controle de natalidade: esterilização em massa de populações pobres (como foi feito na Índia e na Colômbia); distribuição gratuita de anticoncepcionais; assistência médica para uso de dispositivos intrauterinos (DIUs); divulgação de um modelo de família bem-sucedida, com no máximo dois filhos, em programas de televisão, na publicidade e no cinema.

Teoria Reformista

As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega o princípio malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os reformistas, é a pobreza que gera a superpopulação.
De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso a educação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população.
Neste caso, é necessário explicar a origem da pobreza: os reformistas atribuem sua origem à má divisão de renda na sociedade, ocasionada, sobretudo, pela exploração a que os países desenvolvidos submetem os países subdesenvolvidos. Assim, a má distribuição de renda geraria a pobreza - e esta, por sua vez, geraria a superpopulação.
Outra crítica dos estudiosos reformistas aos malthusianos diz respeito ao crescimento da produção. Como vimos, para Malthus esta crescia em ritmo inferior ao da população. Para os reformistas, contudo, isso também não é verdadeiro, pois, com o início da revolução industrial e a consequente revolução tecnológica, tanto a agricultura quanto a indústria aumentaram sua capacidade produtiva, resolvendo, dessa forma, o problema da produção.
Os reformistas defendem que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais - na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda, visando o acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.
Ângelo Tiago de Miranda é geógrafo, professor de geografia e estudante do curso de licenciatura em pedagogia.

Esse anel preto surgiu misteriosamente no céu na Inglaterra e, em seguida, desapareceu





Isso é bizarro. Uma menina de 16 anos de idade viu um anel negro gigante no céu da Inglaterra e registrou em vídeo. Depois de três minutos flutuando como uma nuvem, o anel preto desapareceu completamente. Até agora, os especialistas não têm idéia do que se trata.

O anel preto apareceu sobre Leamington Spa, Warwickshire, e os meteorologistas estão dizendo que a aparição não tem nada a ver com o clima, enquanto os bombeiros estão dizendo que não havia incêndios no momento perto do local. Todo mundo está confuso.

 

A explicação mais lógica é que era uma espécie de anel de fumaça (embora ninguém sabe de onde veio). Ou talvez seja um bando de abelhas em um ritual suicida. Ninguém sabe.

by blogblux

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