quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Roberto Gurgel pede cassação do mandato de Roseana Sarney

Edição do dia 07/08/2013

O pedido do procurador-geral da República também vale para o vice-governador, Washington Oliveira, do PT.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta quarta-feira (7) a cassação do mandato da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, do PMDB. O Tribunal Superior Eleitoral tem que examinar o pedido.
O pedido do procurador-geral da República também vale para o vice-governador, Washington Oliveira, do PT.
A eleição de Roseana Sarney ao governo em 2010 foi contestada na Justiça Eleitoral por suspeita de abuso de poder econômico e de autoridade.
Segundo o procurador, foram firmados convênios de caráter eleitoreiro, com a intenção de garantir alianças políticas.
Outra suposta irregularidade apontada pelo Ministério Público foi a distribuição gratuita de bens por meio de programa social, em ano de eleição. A decisão será do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
Em nota, a governadora disse que não conhece o teor do parecer do procurador-geral da República.
by G1

Milagre no TCU: 24 meses depois de ter festejado o 64º aniversário, o ministro vai comemorar a chegada aos 64 anos

07/08/2013
 às 19:50 \ Direto ao Ponto


Carreiro, aos 65 anos, em março de 2013, e aos 63 anos, em julho de 2013
Para aparentarem algumas horas a menos, os pais-da-pátria baseados em Brasília recorrem a incontáveis aplicações de botox e muitos tonéis de tintura preto-graúna. Para ficar 24 meses mais novo, o maranhense Raimundo Carreiro, ministro do Tribunal de Contas da União, precisou apenas de uma certidão de batismo da Paróquia de São Domingos do Azeitão. O documento informou que o mais ilustre filho do lugar nasceu não em 6 de setembro de 1946, mas em 6 de setembro de 1948.
Avalizada pelo juiz da comarca de São Raimundo das Mangabeiras, onde Carreiro foi criado e se elegeu vereador, a papelada rejuvenescedora fundamentou a ação encaminhada ao Tribunal de Justiça do Maranhão para oficializar a cirurgia no calendário gregoriano. Em junho passado, a decisão favorável permitiu ao requerente protagonizar um genuíno milagre brasileiro: daqui a quatro semanas, dois anos depois de ter comemorado o 64º aniversário, Raimundo Carreiro vai festejar de novo a chegada aos 64.
Até 2008, quando se aposentou do cargo de secretário-geral da Mesa do Senado, emprego que ganhou do padrinho José Sarney, ele parecia satisfeito com a idade que dizia terEngano, garantiu em entrevista aoEstadão. “Não alterei a data antes por falta de tempo e dinheiro”, alegou. Conseguiu o que faltava só depois de presenteado ─ por Sarney, naturalmente ─ com a vaga no TCU. Neste começo de agosto, tanto a direção do Senado quanto a presidência do tribunal comunicaram à nação que o caso se encerrou com os argumentos apresentados por Carreiro.
São justificativas menos convincentes que previsões de Guido Mantega. Até os gramados da Praça dos Três Poderes sabem que no Congresso e no TCU há mais dias de descanso do que de trabalho. E, se faltava dinheiro quando recebia os R$ 44 mil brutos pagos mensalmente ao secretário-geral do Senado, o que fez para bancar a nova certidão com o salário de R$ 26,6 mil que recebe um ministro? A elucidação do claro enigma nada tem a ver com muito trabalho e pouca renda. O afilhado de Sarney decidiu remoçar  para adiar a aposentadoria compulsória prevista para 2016 e, beneficiado pelo critério de antiguidade, presidir o TCU no biênio 2017/18.
A perspectiva é pouco animadora. Se faz o que fez com as contas que medem a própria vida, é bom nem pensar no que o ministro é capaz de fazer com as outras. Oremos.

O Butantã das 21 horas

TER, 06 DE AGOSTO DE 2013 

por Angela Dutra de Menezes


Ana Maria Ramalho e seus docinhos são testemunhas: desisti de assistir a novela “Amor à vida” por me bastarem os canalhas da vida real. Não preciso perder parte das noites com mais baixarias.
Acontece que, na sexta-feira passada – ou terá sido quinta? –, resolvi jantar quando o Telejornal terminou e não troquei de canal, como faço diariamente. Gastei na cozinha tempo suficiente para colocar no micro-ondas minha agradável refeição de poucas calorias. Não entrarei em detalhes, prefiro poupar o distinto público. Voltando ao que interessa, quando retornei ao meu escritório carregando a bandeja, dei de cara com o Antônio Fagundes recitando um texto de tanta, mas tanta agressividade, tanta falta de respeito, tanto desamor ao filho, tudo tão horrível que – acreditem, é raro, mas acontece – perdi a fome.
Não pude suportar. Peguei o controle remoto e despachei aquela cena dantesca de dentro da minha casa. Já que estava em estado de choque, aproveitei a descarga de adrenalina para assistir um suave filme de vampiros sangrentos. Prefiro mil vezes os vampiros àquele pai ensandecido, gritando barbaridades para um filho adulto e indefeso. Não espanta que a personagem de Mateus Solano seja psicopata. O que menos surpreende no Félix - que, felizmente, desistiu de salgar a Santa Ceia - é a homossexualidade. Afinal, na minha modesta opinião, nasce-se homo ou hétero, destino decidido quando Deus joga dados com o universo.  Ao menos para mim, a sexualidade alheia não faz a menor diferença. Afinal, homos e héteros são igualmente bons ou maus seres humanos. Eu gosto das pessoas boas. E o prazer delas não é problema meu.
Desvio-me do assunto. Queria somente afirmar que a personagem de Mateus Solano é como é – cruel, mentiroso, fofoqueiro, invejoso, desonesto, crápula – por ter o pai que tem. Ninguém, educado pela víbora do médico vivido por Antônio Fagundes, conseguiria manter o caráter íntegro. Gente, é inacreditável. Mas a personagem do Fagundes, que massacrou o filho por não concordar com a sua vida sexual é, ele mesmo, o pai do próprio neto. Relacionou-se com uma prostituta a quem engravidou e, depois, casou-a com o filho. Assim, em sua cabeça doente, provou a macheza do herdeiro.
A Susana Vieira, que representa a mulher do Antônio Fagundes, apresenta-se como uma perua bem intencionada. Até certo ponto. O Mateus Solano, que o Fagundes pensa ser seu filho, é, na verdade, filho de um médico ou advogado, sei lá, que também trabalha no hospital maluco onde doutores e enfermeiros roubam crianças e trocam exames de sangue com a mesma desenvoltura com que nós bebemos água.
A outra filha do casal, a Paola Oliveira, é filha apenas do Fagundes, que destruiu a vida da mãe dela. Para se vingar, mais de vinte anos depois, a Vanessa Giácomo - no papel de uma sobrinha periguete da infeliz senhora paraplégica, encarnada pela Lúcia Veríssimo - infiltra-se na família Khoury, torna-se amante do Fagundes-patriraca-Khoury e dá o golpe para herdar o hospital, que não é psiquiátrico apesar de só abrigar loucos. Detalhe: a abnegada Susana Vieira criou a Paola de Oliveira como sua filha por saber que o corno do marido não desconfia que o  filho dele não é dele.
Para quem supõe que tanta calamidade é suficiente, tem mais. A Elizabeth Savalla cafetina a própria filha, a hilária Tatá Werneck. Não passa um capítulo sem a Savalla inventar um plano mirabolante, que expõe a moça a situações vexatórias, mas, talvez, faça-a conseguir um homem rico. Quando deixa a menina em paz, Savalla gasta o seu tempo com o médico/advogado - o tal, pai do Mateus Solano. Este senhor, riquíssimo, sofreu um acidente de carro e perdeu a memória. Só que a memória voltou e ele continua, numa boa, dividindo-se entre a personalidade de milionário e a de vendedor de cachorro-quente. Descobriu que a vida dupla o faz feliz. Danem-se os sentimentos dos outros.
Poderia me alongar, mas não há espaço. Encerro com o casal gay representado pelo Thiago Fragoso e o Marcello Antony. Na luta para terem um filho, pensam em barriga de aluguel. Até que a amiga Daniela Winits – nem em novela essa moça perde a mania de engravidar - se oferece em sacrifício.  Mas, quando o bebe nascer, ela não o entregará aos pais e ainda levará, de troco, um dos companheiros felizes. Disse que acabei? Ah, como sou modesta. Esqueci do trio Fernanda Machado& Ricardo Tozzi& Marina Ruy Barbosa.  Para não escapar do climão pré-apocalipse de “Amor à vida”, a personagem de Fernanda arma para cima da super rica Marina, que sofre de câncer terminal – linda menina, fez muito bem em se recusar a raspar a belíssima cabeleira apenas para satisfazer o ego do autor. Já que a mocinha vai morrer, sua pseudo amiga dá um jeito de casá-la com a personagem de Tozzi. Na verdade, namorado da personagem da Fernanda. Assim, ambos, Machado&Tozzi,  herdarão a fortuna da Ruy Barbosa quando ela bater as botas. Aliás, no capítulo de ontem, parte desta armação começou a ser desmascarada. Só pode haver mais malandragem pela frente. Parece que vamos ter sessões-espiritismo e o fantasma da Marina Ruy Barbosa não deixará o casal de picaretas em paz.
Realmente, uma novela que começa com o cantor Daniel assassinando uma linda música do Gonzaguinha, só podia acabar no Butantã.
Ah, meu Deus, será que cumpri direitinho a missão impossível de explicar a edificante história de “Horror à vida”?

Angela Dutra de Menezes é escritora e jornalista

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