quarta-feira, 10 de julho de 2013

Em meio à crise com a base, Lula se reúne com Dilma em Brasília


              Presidente do PT também participou do encontro
                         no Palácio da Alvorada nesta terça-feira




BRASÍLIA — No momento em que enfrenta uma crise em sua base aliada e queda em sua popularidade, a presidente Dilma Rousseff se reuniu na noite desta terça-feira com o ex-presidente Lula no Palácio da Alvorada.
O governo tem enfrentado críticas, inclusive do PT, quanto à articulação política e a comunicação. Dilma tem sido pressionada a fazer uma reforma ministerial. O presidente do PT, Rui Falcão, também participou da conversa.
Principal conselheiro político da presidente, Lula retornou de viagem à África e Alemanha, onde fez palestras. Ele submergiu desde que começaram as manifestações que tomaram conta das ruas do país.
Em meio aos protestos, o PT chegou a cancelar evento em Goiânia, no qual Lula era a estrela principal, para comemorar os dez anos do partido no governo federal




















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Com a agilidade de um cágado atolado, o Brasil vai mudando

Publicado em  às  hs.

tartarugaDuas notícias divulgadas ontem deve ter sido um balde de água fria na cabeça dos pessimistas, duas. O governo conseguiu recuperar quase R$ 11 milhões que estavam em contas mantidas na Suíça pelo ex-juiz Nicolau dos Santos Neto. O dinheiro que vai voltar aos cofres do Tesouro foi desviado pelo juiz durante a construção do Tribunal do Trabalho em São Paulo. Nicolau está preso em Tremembé.
Ontem a justiça do Pará, 1ª instância, condenou Jader Barbalho (PMDB) a devolver R$ 2,2 milhões à União. O dinheiro foi desviado da extinta Sudam, em um empréstimo que teria como finalidade investir na Agroindustrial de Cereais S/A, com sede em Cristalândia (TO). Barbalho, que é senador hoje, vai recorrer.
O Brasil está começando a mudar, com a agilidade de um cágado atolado, é verdade, mas está mudando.
Ainda falta muita gente em Tremembé.
by Prosa & Politica

Presidente não agradou os prefeitos que cobraram aumento dos repasses do Fundo de Participação das cidades

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A presidente Dilma Rousseff participa da XVI Marcha dos Prefeitos em Brasília, ao lado de Paulo ZIlcowski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios
Foto: André Coelho / Agência O Globo
A presidente Dilma Rousseff participa da XVI Marcha dos Prefeitos em Brasília, ao lado de Paulo ZIlcowski, presidente da Confederação Nacional dos MunicípiosAndré Coelho / Agência O Globo
BRASÍLIA - Embora tenha anunciado, nesta quarta-feira, o repasse de R$ 15,3 bilhões para os municípios, destinados a projetos e obras nas áreas de saúde e educação, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada na marcha dos prefeitos, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Na marcha do ano passado, a presidente também foi vaiada, ao dizer que qualquer mudança na distribuição dos royalties do petróleo não valeria para contratos em vigor.
— Estes vários anúncios estão unificados em uma certeza que o Brasil só pode ir para a frente se nós estivermos juntos e para estarmos jun tos é preciso uma federação forte — disse a presidente.
Dilma prometeu R$ 3 bilhões de ajuda aos municípios para custeio da saúde e da educação, que serão transferidos em duas parcelas — em agosto deste ano e abril de 2014. Também disse que vai aumentar o repasse do Programa de Atenção Básica (PAB), o que representará mais R$ 600 milhões ao ano. A presidente disse que serão repassados mais R$ 4 mil ao mês por equipes de saúde, o que custará R$ 3 bilhões. Outros R$ 5,5 bilhões para ampliar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Dilma, 11.800 postos serão ampliados, outros seis mil construídos e mais 225 UPAs. Na área de educação, R$ 3,2 bilhões para construir 2.000 creches.
O anúncio feito por Dilma, no entanto, não agradou de cheio os prefeitos que cobraram aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Muitos prefeitos fizeram sinal de negativo no fim do discurso da presidente. O FPM é formado por 23,5% da arrecadação do Imposto Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os prefeitos querem o aumento de dois pontos percentuais nesse índice.
— O tema da nossa marcha é o desequilíbrio financeiro dos municípios. Não é da senhora. Vem de décadas — disse o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, que também foi vaiado, depois do discurso de Dilma.
— Até parece que somos uma manada irracional. O companheiro ali está histérico. Ouve, por favor — gritou Ziulkoski, ao retornar ao palco.
— Eu não saio contente. Vocês acham que estou contente? Mas para que vaiar? O que vamos arrumar? Vamos pensar na eleição ou vamos pensar na nossa gestão? Não é o que queremos, mas foi o possível. Se não for assim, não vinha nada — completou Ziulkoski, desta vez, sendo aplaudido.
Ziulkoski explicou que os R$ 3 bilhões para custeio anunciados pela presidente representam 1,3% do FPM. Ele reconheceu que a medida é temporária e afirmou que continuará lutando pela mudança do índice.
Dilma anunciou também que o governo vai ampliar o programa Minha Casa Minha Vida para municípios com menos de 50 mil habitantes.
O Globo


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