domingo, 13 de janeiro de 2013

Pós-Chávez deve ter governo colegiado



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"O senhor representa a ala militar da revolução bolivariana", lançou Patricia Villegas, da emissora estatal Telesur, ao militar reformado Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
"O presidente também. Ele veio de um quartel", devolveu Cabello, reivindicando o lugar dos militares no movimento criado pelo tenente-coronel Hugo Chávez no momento em que o esquerdista escolheu um civil, o vice-presidente Nicolás Maduro, como seu herdeiro político.
A cena é representativa de uma discussão de que nem o canal estatal se desvia completamente: como se comportam as alas chavistas ante a escolha de Maduro?
Chávez misturou ideias sobre união cívico-militar, identidade popular, retórica socialista, ode aos cubanos e até "cristianismo revolucionário", embalado numa gestão com ênfase na redistribuição de renda que lhe fez herói dos pobres. Num mundo sem ele, qual será a cara predominante do pós-chavismo?
Editoria de Arte/Folhapress
PÓS-CHAVISMO? Chavistas têm enorme capital eleitoral e dominam estrutura do Estado

Chavistas, ex-chavistas e analistas descrevem discrepâncias entre uma ala nacional-militarista desenvolvimentista e uma esquerda de retórica socialista e vínculos com Cuba --sem falar nos chavistas acidentais, oportunistas e empresários com negócios com o governo.
Mas todas essas facções entenderam que não sobrevivem sozinhas no curto nem no médio prazo. Por isso, chegaram a um "pacto de coesão" para estrear uma espécie de liderança colegiada na ausência de Chávez, nas palavras de Vladimir Villegas, ex-vice chanceler de Chávez que rompeu com ele em 2007.
"Chávez não pode ser substituído por uma liderança individual", disse à Folha. "Os grupos vão conviver. Se Chávez morre, vão passar por uma prova de fogo para sua unidade, mas nunca antes do novo processo eleitoral."
Ex-ministro do Interior e das Comunicações de Chávez, Jesse Chacón, da turma 1987 da academia militar --a mesma de Cabello--, diz que o chavismo errou ao "pensar que haveria mais tempo para fazer a engenharia institucional" da sucessão.
Afirma que Maduro "terá de ampliar o aspecto da liderança com a ajuda de todos os outros". "Não creio que surjam tensões agora. Por duas razões: pela maturidade política e por necessidade."
"Estive em algumas reuniões e há essa fluidez para entender que têm de repartir as responsabilidades", diz Chacón. E repartir o poder? "Em determinado momento terão de fazê-lo, porque ou exerces o poder ou não é poder."

PACTO DE HAVANA

Maduro e Cabello têm se referido ao pacto de unidade, que inclui altos nomes do chavismo e foi afinado nos primeiros dias do ano em Cuba, onde Chávez segue internado. À Telesur, o presidente da Assembleia descreveu o encontro citando Rafael Ramirez, presidente da estatal PDVSA, Cília Flores, procuradora-geral e mulher de Maduro, e Jorge Arreaza, genro de Chávez com acesso estratégico ao presidente ao acompanhá-lo em Havana.
"Eu, Nicolás [Maduro], Rafael, Cília Flores, Jorge Arreaza conversamos muito nesses dias. Os compromissos que assumimos neste momento são os mesmo que assumimos quando era uma criança e jurei no quartel entrar para o movimento revolucionário", disse.
Parte da imprensa da Venezuela e de Miami batizou a reunião de "Pacto de Havana". Segundo o "El Nuevo Herald", o acordo foi costurado pelo ditador Raúl Castro, um interessado direto na sobrevivência do chavismo dada a ajuda da Venezuela à ilha.
Em comunicado oficial divulgado ontem, Castro manifestou "confiança na capacidade do povo venezuelano e em suas instituições para vencer qualquer desafio".
Para Vladimir Villegas, que é irmão do ministro das Comunicações, Ernesto Villegas, seja qual for o arranjo, o futuro chavista depende de pragmatismo e moderação.
A nova geração não poderá contar com um trunfo de Chávez: sua conexão emocional com a população que lhe percebe como homem de boa fé sem responsabilidade direta pelos "erros" de seus auxiliares.
"Vão precisar ser um pouco mais pragmáticos a médio prazo. Esse discurso radical só Chávez pode sustentar", afirma Vladimir.

by folha de São paulo

Por algum motivo esta noticia, me lembrou Marta Suplicy. Acaso? Coincidência? Aposto no padrão. by Deise


Governo do Irã incentiva e subsidia cirurgias de mudança de sexo

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SQuando criança, Sara preferia jogar futebol com os meninos a brincar de boneca. Mocinha, ela passou a sofrer todo dia por ter que usar véu e roupas femininas.
Hoje com 17 anos, Sara diz ter certeza de que nasceu com o sexo errado. Se conseguir convencer as autoridades, ela ganhará permissão e subsídio para ser operada e adotar uma nova identidade, com nome masculino.
A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo errado.
Maryam Rahmanian
Mahsa (ao centro) viaja em ônibus no setor reservado às mulheres, no Irã
Mahsa (ao centro) viaja em ônibus no setor reservado às mulheres, no Irã
Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista mundial em mudança de sexo, após a Tailândia.
Oficialmente, gays não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007, de que "não há homossexuais no Irã". A homossexualidade nem consta da lei. Mas sodomia é passível de execução.
Já transexuais, aos olhos dessa mesma lei, são heterossexuais vítimas de uma doença curável mediante cirurgia.
Essa visão partiu do próprio fundador da república islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, que emitiu em 1984 um decreto tornando o procedimento lícito.
Khomeini comoveu-se com o caso de Feyreddun Molkara, um devoto xiita que o convencera de que era mulher presa em corpo de homem.
A bênção aos transexuais continuou após a morte de Khomeini, em 1989, apesar da objeção de alguns clérigos.
Prevaleceu a corrente que defende a mudança de sexo como prova de que o islã xiita, dominante no Irã, capta melhor a mensagem divina.
"Sunitas dizem que é mexer com a criação divina. [...] Mas ninguém está mudando o atributo na natureza criada por Deus. O humano continua humano", escreveu o clérigo Mohammad Mehdi Kariminia, simpatizante dos transexuais. "Trata-se apenas de sintonizar corpo e mente."

by Folha de São Paulo

Morro e nao vejo tudo. by Deise


Coreia luta contra importação de pílulas de carne humana


Desde agosto do ano passado, a alfândega interceptou 17.451 cápsulas ou pílulas contendo pó de carne seca, retirada de fetos ou bebês natimortos. Estas cápsulas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.

A Coreia do Sul intensificou a luta contra o contrabando de pílulas procedentes da China que contêm pó de carne humana, supostamente para curar doenças e melhorar o desempenho sexual, informou nesta terça-feira o governo de Seul.
Introduzir estes comprimidos no país viola a lei que proíbe produtos que "ferem a dignidade humana e os valores", declarou à AFP Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega.
A maioria deles veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji, e eram destinados a clientes sul-coreanos, de acordo com a Alfândega. Vários estavam escondidos em pacotes contendo medicamentos "regulares".
France Presse
Imagem fornecida pela alfândega sul-coreana mostra pílulas contrabandeadas
Imagem fornecida pela alfândega sul-coreana mostra pílulas contrabandeadas
As autoridades da Coreia do Sul aumentaram o controle dos voos provenientes de "certas regiões chinesas" e realizam uma análise muito mais rigorosa das bagagens, disse Kim Soo-Yeon.
Por enquanto, as pessoas detidas não pareciam pertencer a uma rede estabelecida. Muitos dos presos asseguraram desconhecer a composição desses "medicamentos".
Além do aspecto ético, a Alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nestas pílulas.
De acordo com o jornal Chosun Ilbo, essas cápsulas são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de € 27 a € 34).
A venda dessas cápsulas é baseada em uma superstição, segundo a qual engolir pedaços de crianças pequenas pode curar doenças ou dar grande força física.
CHINA
O governo chinês vai investigar as alegações de que pílulas contendo restos mortais humanos em pó estão sendo contrabandeados para a Coreia do Sul, afirmou nesta terça-feira a agência estatal de notícias Xinhua.
O porta-voz do Ministério chinês da Saúde, Deng Haihua, disse que uma investigação preliminar foi lançada ainda em agosto, mas sem encontrar evidências de que tais pílulas eram manufaturadas na China.
Deng ainda afirmou, em um comunicado oficial, que o governo iria investigar novas informações de contrabando desses produtos para a Coreia.
O comunicado não foi publicado no site do Ministério. O escritório do órgão público também não atendeu aos telefonemas da reportagem da AP para confirmação.

by Folha de Sao Paulo

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