domingo, 16 de setembro de 2012

Anotações para uma reedição da história universal da infâmia


Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.

Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.

Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Imediatamente recusado, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.

Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi expulsa. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares do PT lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia numa das bandeiras da campanha presidencial.

Entre o começo de janeiro de1995 e o fim de dezembro de2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo. Trecho: Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos. Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!

O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS? Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos. “Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha entoada há quase sete anos.

Faz sentido. Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos. É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.

Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse. O condutor do rebanho não tem semelhanças com o Lula do século passado, mas continua ouvindo o som dos balidos aprovadores. O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal. O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável. O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.

Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência. É inveja, Lula deu de gritar agora. O espelho reflete o contrário. Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.

Lula não esquece que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno. E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido".


by - Augusto Nunes
"PUBLICADO EM 10 DE NOVEMBRO DE 2009

Meu "modo de vista" sobre o Julgamento do Mensalão

Atendendo a pedidos, vou decepcionar alguns leitores e interromper meus artigos sobre Birigui para tratar agora sobre o julgamento do Mensalão. Ah, desculpem-me os advogados de defesa, mensalão não existiu, a movimentação não contabilizada de dinheiro. Soa melhor né. Muita gente está mais preocupada com os resultados pífios do Brasil nas Olimpíadas transmitidas pela Record e com o desfecho da estratégia da Nina na novela da Globo (esqueci o nome, mas vocês sabem, até brincam com isso no Facebook) Farei o papel do chato que conta o final do filme nas três situações.Primeiro a Novela: A Nina vai se ferrar mais uma vez, depois dá a volta por cima, muda sua opinião a respeito de sua vingança e acaba tudo bem com ela ficando com o Jorginho, O chifrudo Tufão terminará com sua antiga namorada, os pais dele voltarão a viver juntos e os antigos namorados deles se unirão. A Carminha se f... no final, terminando no lixão mais uma vez, o Max se ferra com seus rolos e com seus credores e os outros personagens não caíram tanto nas graças do povo. Ah, o Roni vai dormir com a Soraia, mas não se tornará hétero. Como sei disso sem assistir a um capítulo, fácil, é novela pô!

Nas Olimpíadas, talvez o Brasil tenha um desempenho pior do que o da outra vez, mas de qualquer maneira a cobertura é uma b... mesmo, então nem perco meu tempo. Agora sim, quanto ao julgamento dos 38 réus da Ação Penal 470, vulgo, Mensalão, vejo no final apenas um dos integrantes de cada núcleo de atuação sendo condenados, porém ainda assim, sem atingir a pena máxima, o que lhes conferirá o cumprimento da pena em regime aberto ou semi aberto. De qualquer forma, crime existiu, o dinheiro não será devolvido, os que perderam seus direitos políticos voltarão a disputar eleições em 2015 e provavelmente se elegerão. A única coisa realmente relevante que resultará deste julgamento é que ficará caracterizado que, houveram sim, crimes contra a população brasileira. Provas testemunhais da defesa são importantes, mas precisam ser corroboradas por provas técnicas, sobretudo em um julgamento como este que envolve interesses de pilantras, digo políticos.


Quem manja um pouco de jurisprudência sabe que a defesa, na maior parte, tentará desqualificar as acusações e ficará difícil identificar os autores dos crimes, pois nenhum foi burro o suficiente para deixar rastros, ou o que se chama de atos de ofício. Não há dúvida alguma de que o crime aconteceu, o dinheiro saiu do Banco do Brasil e não retornou, mas o pior que pode ocorrer no final do julgamento é o tribunal, por competência da defesa, não conseguir identificar os culpados devido a falta de atos de ofício. Aguardo ansioso as 38 horas reservadas à defesa dos réus em flagrante desproporção com as 5 horas que a promotoria teve para acusá-los. Aguardo, com mais ansiedade ainda, o depoimento de Roberto Jefferson que, desta vez, promete mudar sua declaração de que Lula não sabia de nada e era inocente sobre o que fazia seu Ministro da Casa Civil, José Dirceu. Infelizmente ele pode morrer antes... Câncer no pâncreas não é fácil...

Ah, lembrei o nome da novela, é "Avenida Brasil". Devia se chamar "Encruzilhada Brasil", tamanho o volume de exus que aparecem na tela como representantes da "nova classe média" brasileira. Descaradamente, o autor sugere que o pobre pode ganhar dinheiro, mas continuará sem classe, percebem! Voltarei a escrever sobre o mensalão depois que o julgamento ficar interessante. Quanto a novela... Abraços.

Movimentos sociais e partidos políticos realizam ato-festa em apoio a Chávez em SP


Evento político-cultural da “Campanha Brasil está com Chávez” reúne personalidades e apoiadores como MST, PT, PCdoB, CUT, UNE, PSOL, PSB, Levante Popular da Juventude e CTB

O evento ocorreu no último dia 05, a “Campanha Brasil está com Chávez” promove um ato-festa em solidariedade ao povo venezuelano e em apoio à eleição de Hugo Chávez, atual presidente da Venezuela. A atividade será realizada às 19h, na Casa de Portugal (Av. Liberdade, 602), em São Paulo (SP), e é aberta ao público.

O evento contou com um ato político com os dirigentes dos movimentos/partidos/organizações da Campanha, além de apresentações musicais do Brasil e da Venezuela. Já estão confirmadas as presenças de João Pedro Stédile, da Direção Nacional do MST; Fernando Morais, jornalista e escritor; Renato Rabelo, presidente do PCdoB; Valter Pomar, da Direção Nacional do PT; Nalu Farias, da Marcha Mundial de Mulheres; Dora Martins, juíza e integrante da Associação de Juízes para a Democracia; Ricardo Gebrim, da Coordenação Nacional da Consulta Popular; Socorro Gomes, presidenta do Cebrapaz.

A atração musical venezuelana do ato foi o grupo Tambores Bombayá (ouça uma música deles: http://bit.ly/NEssPe ), que apresentará o ritmo da percussão afro-venezuelana e da militância bolivariana para o Brasil. Já a atração brasileira será o Thobias, daVai-Vai, e a apresentação do cantor e compositor Pedro Munhoz, que compôs o jingle (ouça aqui: http://bit.ly/PSEJSj ) da Campanha brasileira em apoio a Chávez.

No ato também foi apresentado um vídeo com o depoimento de personalidades brasileiras que apóiam Chávez, como o ex-presidente Lula, o jornalista e escritor Eric Nepomuceno, e o jornalista e professor Denis de Morais.

A Campanha

Em 7 de outubro, acontecem eleições presidenciais na Venezuela. Para a campanha, o Brasil tem um papel político importante nessa disputa, uma vez que a direita venezuelana e brasileira buscam impedir a continuidade e aprofundamento da chamada Revolução Bolivariana. “O que está em jogo nas eleições da Venezuela é uma disputa de modelos para os povos latinoamericanos. A vitória de Chávez extrapola os marcos venezuelanos e se reveste de um caráter continental. A vitória de Chávez é a vitória da América Latina”, afirma João Pedro Stédile.

É por isso que partidos políticos, organizações sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis brasileiras criaram a “Campanha Brasil está com Chávez” (http://brasilcomchavez.wordpress.com), que conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Via Campesina, União da Juventude Socialista (UJS), Cebrapaz, Foro de São Paulo, Consulta Popular, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab).

Em Alta

Sincericídio de Luiz Inácio. Ou da cópia dele.

Sim, no dia 24 de março de 2026, durante a cerimônia de sanção do "PL Antifacção" (projeto de lei que endurece regras para facções...

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