segunda-feira, 16 de abril de 2012

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‘Clube Nextel’ para manter conversas com o bicheiro

 

Ingresso entre os VIPs era celebrado pelos integrantes da cúpula da organização

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BRASÍLIA - O senador Demóstenes Torres (GO) não era o único a usar um Nextel habilitado nos Estados Unidos para manter conversas secretas com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Todos os integrantes da cúpula da organização usavam o aparelho, supostamente à prova de grampo, para falar com o chefe Cachoeira. A existência do “clube Nextel”, uma espécie de distinção dentro da organização, é descrita em conversas do próprio grupo, captadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.


Em 28 de junho de 2011, a polícia registrou uma curiosa conversa entre o então chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado da PF de Goiás, Deuselino Valadares, e Gleyb Ferreira da Cruz, um dos sócios de Cachoeira. No diálogo, Gleyb celebra a entrada de Deuselino na lista de VIPs da organização.
- Aí jovem, boa noite, bem-vindo ao clube Nextel (risadas) - saúda Gleyb.
Aparentemente satisfeito com o crescimento, o delegado confirma o ingresso no seleto grupo.
- Bem-vindo ao Nextel clube. E aí ? - diz o delegado.
Na sequência da conversa pelo Nextel, o sócio de Cachoeira diz que estava saindo de uma reunião “maravilhosa” em Brasília.
- Hã! Beleza. Tava roubando aí ou tava fazendo o quê ? - pergunta o delegado.
Na sequência da conversa, os dois falam sobre uma sociedade, lucros e movimentação financeira da Delta. A Polícia Federal descobriu a existência do clube Nextel na Operação Vegas, concluída em 2009 e remetida, desde então, à Procuradoria Geral da República. As investigações, reiniciadas em 2010 na Operação Monte Carlo, confirmaram que, mesmo depois de tanto tempo, o grupo continuava usando o rádio Nextel com a ilusão de que o equipamento era à prova de grampo.
Segundo relatório da PF, o uso do Nextel teria sido sugerido pelo delegado da PF Fernando Byron e pelo sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá. Para o delegado Matheus Mela, coordenador da Monte Carlo, o erro do clube VIP foi fundamental para a obtenção de provas contra a organização. Foi a partir de escutas sobre os rádios Nextel que a polícia interceptou diálogos em que Demóstenes Torres e outros políticos tramam negócios com Cachoeira.
Até a entrada no clube Nextel, Deuselino Valadares era um ícone dentro da Polícia Federal. Ele foi um dos principais investigadores do escândalo da Sudam, no início da década passada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/clube-nextel-para-manter-conversas-com-bicheiro-4488376#ixzz1sDh3OZB1
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Da série: Poha, Dorileo!

by  Prosa e Politica

 

A coluna Aparte do jornal A Gazeta é uma fonte inesgotável de vergonha alheia desde que o dono do jornal, Dorileo Leal, foi arregimentado por Antero Paes de Barros para ser seu candidato a prefeitura de Cuiabá. Filiado no PMDB e contando com apoio do governado Silval Barbosa, Dorileo tem usado esse espaço para puxar o saco do governo.
A nota de hoje é óteeeema.

O governador Silval Barbosa acionou a cúpula do seu partido em Brasília para lhe acompanhar nas audiências a serem realizadas em ministérios que vêm protelando, mesmo com ordem expressa da presidente Dilma Rousseff, decisões e liberações sobre obras como a recuperação de ferrovias. Além do presidente do Senado, José Sarney, Silval estará com o líder do governo, senador Eduardo Braga.

1 – Silval Barbosa não é assim essa relevância nacional toda.
2 – Não há recurso para ferrovia alguma, isso já foi dito por Juliana Monteiro de Carvalho – secretária de Fiscalização de Obras do TCU e por José Eduardo Castello, presidente da Valec, em audiência no senado (aqui).
3 – E para fechar a nota com chave de ouro: Sarney está internado desde sexta-feira à noite, de onde jamais deveria sair.
Poha, Dorileo, puxa mas não repuxa.

SPA de Mossoró

                                             Da coluna de Mônica Bergamo
                                                                  Folha


O empresário Carlinhos Cachoeira emagreceu quase 15 quilos na prisão de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Deprimido, não consegue se alimentar direito e chegou a passar mal há alguns dias, precisando de ajuda médica. Sua mulher, Andressa, que o visita uma vez por semana, tem feito relatos que preocupam amigos e familiares.
No presídio, o cabelo de Cachoeira foi raspado. Ele fica trancafiado sozinho numa cela por 22 horas seguidas. Tem direito a duas horas de sol. Só lê publicações disponíveis na biblioteca do lugar e não vê quase ninguém.
Pelas regras da penitenciária de Mossoró, Andressa, quando o visita, deve falar com ele pelo interfone. Os dois precisam ficar separados por uma parede de vidro.

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