sábado, 7 de abril de 2012

euodeioopt.com.br by Deise




QUE VERGONHA BRASIL!!!

“O Cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte. Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies. Tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.”








Conflitos rondam 24 hidrelétricas na Amazônia
 

 

Ambientalistas, indígenas, ribeirinhos e promotores de Justiça se unem contra usinas. Governo considera que disputa é normal
(Liana Melo)


Antes mesmo de sair do papel, os grandes projetos de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já nascem maculados por conflitos socioambientais. Indígenas, ribeirinhos, ambientalistas, ONGs de direitos humanos, promotores e até prefeituras viraram uma espécie de pedra no sapato do governo, que elegeu o setor elétrico como força motriz da Amazônia Legal. O objetivo é dobrar a participação da região na geração elétrica do país, pulando de 10% para 20% em 2020.
Em maior ou menor intensidade, as 24 usinas hidrelétricas programadas para a região, que envolvem investimentos de, no mínimo, R$30 bilhões, estão envolvidas em conflitos. Deste total, metade está em construção e outras 12 em fase de outorga. O exemplo mais emblemático é o da hidrelétrica de Belo Monte, a maior usina em construção no país e carro-chefe do PAC. Só que as usinas de Teles Pires, Colíder, Sinope e São Manoel também estão na mira dos adversários das novas hidrelétricas.
- São tantos os interesses econômicos envolvidos em Belo Monte que fica difícil até saber contra quem estamos lutando. Não sabemos direito quem são os verdadeiros réus – admite o procurador Felício Pontes, do Ministério Público Federal (MPF), em Belém, e autor de cinco das 12 ações movidas contra o empreendimento. – Se o governo obedecesse a Constituição e cumprisse a legislação ambiental, talvez tivéssemos menos oposição.
Se depender de Pontes, a intenção do governo de turbinar a geração elétrica no país em mais 51.111.651 kW não será tarefa fácil. O inimigo comum é o PAC Energia, cuja estimativa de investimentos é de R$1,092 trilhão e somente em geração de energia elétrica estão previstos recursos da ordem de R$136,6 bilhões.
- É muito difícil ter unanimidade em qualquer projeto. Acho normal existirem grupos contra e a favor. Seria estranho se fosse diferente – avalia o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, minimizando o fato de Belo Monte ter ganho expressão internacional, na última semana, ao virar tema de uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), para discutir violação de direitos humanos.
Projetos atingem 132 terras indígenas na Amazônia
Dados do Conselho Tutelar de Altamira, onde está o canteiro de obras da usina, indicam que, nos últimos seis meses, a violência sexual contra crianças e adolescentes aumentou 138%. E a usina não é a única hidrelétrica a atingir terras indígenas. Já são 132 aldeias espalhadas pela Amazônia Legal afetadas por 127 projetos de energia elétrica, segundo levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
- A ocupação liderada pelos indígenas em Belo Monte, na última semana, foi a apenas a primeira de uma série – afirma Saulo Feitosa, secretário-adjunto do Cimi, apostando em novas ocupações.
No caso da usina de São Manoel, no Rio Teles Pires, na divisa entre o Pará e o Mato Grosso, o governo terá que traduzir os estudos de impacto ambiental da usina para as línguas indígenas dos povos afetados pela obra. A decisão foi tomada depois de os índios kayabis e mundurukus fazerem reféns funcionários da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Pode ser Libertador...ou não....by Deise

Justiça interdita Presídio Central a partir de 1º de maio

   

 

Réus já condenados, mesmo presos em     flagrante, serão levados a Charqueadas


Réus já condenados, mesmo presos em flagrante, serão levados a Charqueadas
Crédito: Fabiano do Amaral / CP


A Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre decidiu interditar temporariamente o Presídio Central. A medida entra em vigor a partir de 1º de maio. Réus já condenados serão proibidos de ingressar na unidade prisional.

A decisão se estende a pessoas presas em flagrante ou que tiverem prisão preventiva decretada. Nesses casos, os detidos serão mantidos por 12 horas no setor de triagem. Em seguida, terão que ser transferidos pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para outras unidades prisionais do Estado.

O juiz Sidinei Brzuska frisou que a medida já havia sido definida em 1995, mas só agora vai ser cumprida. O magistrado lembrou, ainda, que nos últimos anos a decisão começou ser acatada, quando houve a proibição da entrada de apenados do regime aberto, em 2010, e dos condenados do semiaberto, em 2011. Neste período, o Central reduziu a população carcerária de 5,3 mil para 4,6 mil apenados. Um levantamento da VEC realizado nos três primeiros meses deste ano apontou que só 73 presos não haviam condenados, revelou Brzuska.

Contatada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Susepe informou que os presos conduzidos ao Presídio Central serão encaminhados para a Penitenciária Modulada de Charqueadas ou para Penitenciária Estadual de Charqueadas (PEC).


2012 09h30

Presídio Central de Porto Alegre vive seu pior momento, afirma juiz

São 4.650 presos para uma capacidade de até 1,8 mil, segundo a Susepe.
Sujeira de banheiros é despejada a céu aberto, perto da área de visitas.

Roberta Salinet
RBS TV

Inaugurado em 1959, o Presídio Central de Porto Alegre, considerado o pior do Brasil de acordo com a CPI do Sistema Carcerário, enfrenta o momento mais crítico em sua história, segundo o juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções Criminais da capital gaúcha. Interditada desde 1995 pela superlotação, a penitenciária não tem mais condições sanitárias de funcionamento, de acordo com a Justiça. São 4.650 detentos nas celas, enquanto a capacidade máxima é para 1,8 mil. Nesta quinta-feira (5), autoridades realizaram uma inspeção no local.
"Eu, às vezes, me sinto desesperançado. Me falta até energia, porque essa é uma realidade que nós viemos convivendo há tantos anos e não se consegue um mínimo de melhora. Eu não sei mais o que fazer", desabafou o juiz durante a fiscalização.
Nos corredores do presídio, uma tela foi improvisada para separar apenados e servidores. Na cozinha, o espaço também é improvisado. No chão úmido, onde são depositados até alimentos, corre um esgoto. "Com uma simples olhada a gente vê a falta de condições de segurança para eles se alimentarem, e também a falta de higiene com relação à manipulação dos alimentos que abastecem todo o presídio. É totalmente insalubre”, avaliou a promotora Cynthia Jappur.
Considerado um dos piores setores do Presídio Central, a área de visitas recebe crianças e mulheres, que convivem com um ambiente precário. Isso porque o preso que está na cela, logo acima da parte destinada aos visitantes, dá descarga no banheiro e toda a sujeira cai direto no pátio, escorrendo pelas paredes.
O superintendente da Susepe, Gelson Treisleben, disse que a reforma do Central está em andamento e que 1,6 mil presos serão transferidos para três novos presídios até o fim deste ano.
saiba mais
  • Presos protestam contra falta de luz no Presídio Central de Porto Alegre

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