segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Beba, mate e fique livre.

Blog do Miro
Por Frei Betto, no sítio da Adital:

Nas últimas semanas, a mídia registrou inúmeros casos de acidentes de trânsito com mortes, provocadas por motoristas embriagados. Foram presos e, graças à fiança, em seguida soltos. Detalhe: sem que suas carteiras de motoristas tenham sido apreendidas. Alguns, aliás, nem possuíam habilitação para dirigir.O Brasil é o país da impunidade. As leis são feitas apenas para os pobres – que não têm dinheiro para pagar advogados e fianças.
Da classe média para cima, nenhum assassino do volante se encontra preso. Nem condenado em última instância. São 57 mortes por dia, no Brasil, associadas ao alcoolismo.
Vale, pois, a pergunta: quem é a próxima vítima?
O Brasil é também o país do paradoxo. Há intensa campanha contra o tabagismo. Daqui a pouco haverão de proibir, como nos EUA, até fumar em local público. E, não demora, dentro de casa, sob pretexto de que incomoda os vizinhos…
A publicidade de cigarros desapareceu da mídia. As embalagens de tabaco trazem fotos horripilantes dos efeitos deletérios do produto. Ora, o alcoolismo mata mais que o tabagismo.
 É o terceiro fator de morte no mundo, precedido pelo câncer e doenças cardíacas.
Por que não se proíbe publicidade de bebidas?Apenas na cidade de São Paulo, em 2010 ocorreram 1.357 mortes no trânsito e 7.007 atropelamentos. O número de motoristas embriagados, parados em blitzen da PM, subiu 38% de janeiro a setembro deste ano, comparado a todo o ano de 2010.
 Entre jovens de 13 a 19 anos envolvidos em acidentes de trânsito, 45% ingeriram bebida alcoólica.
 Os dados são alarmantes: 68,7% dos brasileiros ingerem álcool. Nos hospitais psiquiátricos, 90% das internações são de dependentes de álcool.
 Os motoristas bêbados são responsáveis por 65% dos acidentes de trânsito. E o Ministério da Saúde gasta, por ano, via SUS, mais de R$ 1 bilhão em tratamentos e internações causados por álcool.
Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas e Psicotrópicos, vinculado à Faculdade Paulista de Medicina, entre estudantes do primeiro e segundo graus da rede estadual de São Paulo, 70,4% se iniciam na bebida entre 10 e 12 anos.
Nos EUA o índice, para a mesma faixa etária, é de 50,2%.
Volta a pergunta que não quer calar, e o governo, o Conar e as agências de publicidade não querem responder: por que não se aplicam as leis de proibição do tabagismo ao álcool?
A resposta existe, o que não existe é a coragem de fechar a torneira do mar de dinheiro que as empresas de bebidas alcoólicas despejam na publicidade.
 E o mais grave: associa-se álcool a celebridades, como jogadores de futebol e cantores, que fascinam os mais jovens e atraem legião de fãs.
Uma grande emissora de TV anuncia uma série de programas antitabagistas. Quando veremos algo semelhante em relação ao consumo de álcool?
Nunca tive notícia de acidentes de trânsito causados pelo vício de fumar, agressão doméstica decorrente da aspiração da fumaça de tabaco, internação psiquiátrica por dependência de cigarro.
 Todos nós, porém, conhecemos casos relacionados ao alcoolismo. E haja publicidade de cerveja no horário nobre!
Para os jovens, a cerveja é a porta de entrada no consumo de bebidas etílicas.O cigarro prejudica quem fuma e quem está próximo ao fumante. O álcool, misturado com volante, gera acidentes que envolvem passageiros do veículo causador do acidente, passageiros dos veículos atingidos por ele e pedestres, além de danos à via pública.Álcool em excesso transtorna os reflexos.
Associado ao volante, é perigo na certa.
Mas não se preocupe.
Você está no Brasil.
Confia que jamais terá o azar de ser parado por uma blitz da lei seca. Se acontecer, oferecerá uma grana aos fiscais, na esperança de que sejam corruptos. Caso não sejam, se recusará a pôr a boca no bafômetro.
Se for detido, convocará a família e o advogado, pagará fiança e logo estará na rua. Com a carteira de habilitação no bolso.
Pronto para se dependurar no volante e repetir a façanha.
Viva o Brasil e a impunidade!
E azar das vítimas por viverem num país como o nosso!

Changes.

Today I'm going to change
Rummaging through my drawers
Play out feelings
And resentment fools.
Make cleaning the closet
Remove cobwebs and moths
And anguish of my mind
Stop Suffering
For such tiny things
Stop being a girl
To be a woman!
Today I'm going to change
For courage in the balance
I deliver what I believe
To be who I am without fear.
Dancing and singing in the habit
And have no dark corners
To keep my secrets
Stop saying:
"I have no time for life
Screaming inside of me
Set me free! "
Today I'm going to change
Exit out of me
And do not use only the heart
Stop charging the failures
Loosening the ties
And hold the bonds of reason!
flying free
With all my faults
So I can release
My rights
And do not charge this life
Directions and decisions or Not!
Today I need
and will change
Split time
And add in the wind
All things
I have dreamed
conquer,
Because I am woman
As any one
With questions and solutions
Hits and misses
Love and lovelessness.
Soft as the gull
And cruel as a lion
Quiet and peaceful
But at the same time
Irreverent and revolutionary!
Happy and unhappy
Realistic and dreamy
Submissive by condition
But regardless of opinion,

Because I am woman
With all the inconsistencies
What we do
A strong weaker sex!

Today I'm going to change
Rummaging through my drawers
Play out feelings
And resentment fools.

Make cleaning the closet
Remove cobwebs and moths
And anguish of my mind
Stop Suffering
For such tiny things
Stop being a girl
To be a woman!
I will change!
I'll change for real!
I will change!
I need!
I need to change!

 

 

 


Dilma e as “folhices” da Folha

                                                                                                                                      13/11/2011 22:06

Blog do Miro


 
                        Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Afora a “casquinha” manipulatória da capa, colocando uma caricatura de Dilma com “cara de repreensão” do lado da manchete que afirma que “58% dos alunos da USP aprovam a PM do campus”, a matéria de hoje da Folha é um livrinho ilustrado para crianças, daqueles que faz lembrar a piada sobre Assis Chateaubriand dizendo a um diagramador “moderninho”: “meu filho, você sabe quanto custa um centímetro no meu jornal?”
São sete historinhas que demonstrariam ao leitores como Dilma é autoritária, grosseira e intolerante. E sete conselhos para quem for tratar com ela.Vejam: ela teve o desplante de reclamar de um dos militares que funciona na ajudância de ordens por não haver um guarda-chuva quando saía para a abertura da Assembléia Geral da ONU.
Ou de querer que, sobre economia, fale o Ministro da Economia. O ministro das Relações Exteriores é colocado na posição de alguém que estaria mais preocupado com a “adaptação da família” de um representante diplomático brasileiro a Washington do que com a posição do país na OEA.
Os “conselhos” aos interlocutores da presidente são um primor: “conheça o tema do qual vai tratar”…Jesus, será possível o contrário? Será que o Dr. Frias chama seus auxiliares para ou vir um “ah, chefe, eu pedi uma reunião com o senhor mas não tive tempo de estudar o que ia dizer-lhe”…
Tem mais: aconselha os ministros a não darem palpite sobre outras áreas de governo. Já imaginaram o que aconteceria com todos mundo falando o que quer sobre os outros?
Nem precisa imaginar um governo, pense apenas num time de futebol onde os atacantes saem dando entrevistas dizendo como deve jogar a defesa ou criticando o goleiro. Ou um zagueiro dizendo que a defesa está bem, mas os atacantes jogam mal…
Enfim, duas páginas destinadas, exclusivamente, a firmar uma impressão de pessoa rude.E que a condição feminina faria com que, na presidência, uma mulher pudesse ser considerada uma dispersiva e deixasse de lado os temas de governo para ficar se preocupando com futilidades e que isso precisa ser “midiaticamente” anulado por uma imagem autoritária.O pior é que, pelo tipo de historinhas selecionado, tem toda a pinta de ser escrito com a “ajuda luxuosa” de quem acha que os fatos são nada e a imagem na mídia é tudo. Ou que pensa que um Governo é algo como “A Fazenda” ou o “Big Brother Brasil”.Não sei porque, mas tive a impressão de estar lendo duas páginas daquela antiga seção de anedotas que as “Seleções do Reader´s Digest” usava para completar os espaços vazios no final de alguma matéria.

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