"Sofri muito pelos trabalhos. Muito mais pelos cárceres, e muitíssimo mais pelos açoites.
Muitas vezes estive em perigo de morte, cinco vezes recebi dos que ajudei 39 golpes de açoite. Tres vezes fui batida com varas, fui apedrejada, naufraguei passando noites perdidas em alto mar".
__________________________Mas eu sobrevivi. E estou aqui.
____________________________________________E os dados continuam rolando.
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança, o amor;
mas a maior de todas é o amor.
Debaixo d'água tudo era mais bonito Mais azul, mais colorido Só faltava respirar Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto Sereno, confortável, amado, completo Sem chão, sem teto, sem contato com o ar Mas tinha que respirar Todo dia Todo dia, todo dia Todo dia Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por encanto sem sorriso e sem pranto Sem lamento e sem saber o quanto Esse momento poderia durar Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar Mas tinha que respirar Todo dia Todo dia, todo dia todo dia Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo Aliviado, sem perdão e sem pecado Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito Mais azul, mais colorido Só faltava respirar Mas tinha que respirar Todo dia
Agora que agora é nunca Agora posso recuar Agora sinto minha tumba Agora o peito a retumbar Agora a última resposta Agora quartos de hospitais Agora abrem uma porta Agora não se chora mais Agora a chuva evapora Agora ainda não choveu Agora tenho mais memória Agora tenho o que foi meu Agora passa a paisagem Agora não me despedi Agora compro uma passagem Agora ainda estou aqui Agora sinto muita sede Agora já é madrugada Agora diante da parede Agora falta uma palavra Agora o vento no cabelo Agora toda minha roupa Agora volta pro novelo Agora a língua em minha boca Agora meu avô já vive Agora meu filho nasceu Agora o filho que não tive Agora a criança sou eu Agora sinto um gosto doce Agora vejo a cor azul Agora a mão de quem me trouxe Agora é só meu corpo nu Agora eu nasço lá de fora Agora minha mãe é o ar Agora eu vivo na barriga Agora eu brigo pra voltar Agora Agora Agora