domingo, 3 de agosto de 2014

Ataque de Israel a escola da ONU mata nove pessoas em Gaza Trata-se do terceiro ataque israelense a uma escola da ONU em dez dias





REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIAS
03/08/2014 12h44



Palestino carrega uma das vítimas do ataque israelense a uma escola da ONU na cidade de Rafah na Faixa de Gaza. Foi o terceiro ataque a uma escola da ONU em 10 dias (Foto: EFE/EPA/STRINGER)


Pelo menos nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de um projétil israelense detonar na frente de uma escola da ONU na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. A escola servia de abrigo para cerca de 3 mil pessoas desabrigadas pelo conflito.
O ataque aconteceu às 10:50 (hora local), quando muitas das crianças brincavam próximo ao portão da escola, e compravam doces vendidos por moradores locais.

>>Mais uma escola bombardeada em Gaza, e ao menos 19 mortos

Segundo testemunhas, o míssil foi disparado por um dos drones israelenses que sobrevoa Rafah. A escola se transformara em um centro para refugiados desde o início da operação Margem Protetor. Os mortos, segundo o Guardian, incluem dois garotos de 10 e 13 anos, moradores da vizinhança, que vendiam biscoitos na porta do colégio.

Esse foi o terceiro ataque israelense a escolas da ONU em dez dias. Durante a atual ofensiva militar, projéteis do Exército israelense atingiram em pelo menos outras cinco ocasiões diferentes complexos da ONU, causando várias vítimas. No começo da semana, tanques israelense bombardearam um escola na cidade de Jabaliya. O secretário geral da ONU, Ban Ki-Monn condenou o ataque, que matou 16 pessoas.

RC

Enfim, nossa recompensa: "O Maranhão sem Sarney – pelo menos nas urnas"


Desde 1966, apenas um governador se elegeu contra a vontade de José Sarney. Neste ano, o grupo dá sinais claros de enfraquecimento com a aposentadoria de Sarney e a desistência de Roseana de disputar as eleições

Gabriel Castro, de São Luís

Revista em loja de São Luís destaca aposentadoria de Sarney
Revista em loja de São Luís destaca aposentadoria de Sarney - Gabriel Castro/VEJA
O município de Presidente Sarney parece uma versão maranhense das cidades do Velho Oeste americano: tudo se resume a uma empoeirada avenida principal, cortada por ruas onde o asfalto é raro, e bodes, bois e porcos pastam livremente. No dia em que o site de VEJA esteve na cidade, na última quarta-feira, uma camionete da Polícia Militar patrulhava incessantemente o ponto mais movimentado da cidade, como que em busca de suspeitos. Mas Presidente Sarney fica no Maranhão: ao mesmo tempo, dezenas de pessoas chegavam das áreas rurais amontoadas em paus de arara e se organizavam em uma longa fila do lado de fora da casa lotérica onde são distribuídos os recursos do Bolsa Família. 
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Grande parte da população de Presidente Sarney vive na área rural, de agricultura familiar e extrativismo. O analfabetismo está na casa dos 40%. A cidade é o melhor exemplo do que, 48 anos atrás, o recém-eleito governador José Sarney apontava como o dilema maranhense: "O Maranhão não suportava mais, nem queria, o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes, de suas fabulosas riquezas potenciais com a miséria, com a angústia, com a fome e o desespero".

O contraste continua. Em 2014, as casas de pau a pique continuam existindo por todo o território maranhense. O Estado tem o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Mas, hoje, às vésperas de se aposentar, o outrora jovem político se tornou o maior símbolo daquilo que dizia combater. Desde 1966, apenas um governador se elegeu contra a vontade de Sarney: Jackson Lago, em 2006. Ele não concluiu o mandato porque foi retirado do posto pela Justiça Eleitoral. Quem assumiu o cargo foi Roseana Sarney. O nome de Sarney, seus parentes e aliados está presente em incontáveis escolas, pontes, rodovias, avenidas, hospitais, fóruns e municípios – além de Presidente Sarney, existe a cidade de Governador Edison Lobão.
Na pobreza, Presidente Sarney se iguala à maior parte dos municípios do Maranhão. Obviamente, o ex-governador não inventou a miséria no Estado. Mas, em cinco décadas, ele e seu grupo político foram incapazes de dar aos municípios maranhenses um padrão de vida digno. Ao mesmo tempo, recorreram a métodos condenáveis de cooptação política. Sarney assumiu o cargo como um renovador: era um jovem político de boa formação intelectual e pouco ligado aos coronéis. Aos poucos, ele concentrou um poder muito superior ao dos cargos que ocupava. 
As eleições deste ano ficarão marcadas pela aposentadoria do ex-presidente da República, que se preparava para disputar mais um mandato no Senado quando anunciou sua desistência em meio a um prognóstico de incertezas na disputa. O cenário já foi melhor para Sarney. A filha dele, Roseana, vai concluir em dezembro seu mandato de governadora e também ficará foradessas eleições. O favorito para sucedê-la é um adversário histórico da família.
O nome que pode derrotar o grupo de Sarney é o de Flávio Dino (PC do B), um ex-juiz federal que aparece com uma larga vantagem nas pesquisas de intenção de voto. Ele tem a seu lado partidos de peso, como PSDB e PP, e atrai até mesmo uma ala considerável do PT – que, oficialmente, apoia Lobão Filho (PMDB).
"Nós queremos derrotar o Sarney como um caminho para o Estado crescer. É um poder familiar, patriarcal, patrimonialista e oligárquico impede que o Estado desenvolva suas potencialidades", diz o candidato comunista, que conta com apoio de PSB, PP e PSDB.
Já Lobão Filho, herdeiro político do grupo de Sarney, não teme entrar para a história como o responsável por uma derrota emblemática. "Tenho 195 prefeitos dos 217, tenho o dobro de tempo de televisão, sou muito mais preparado que o candidato adversário. Quando começar a campanha de verdade,  tenho  absoluta certeza da vitória do meu grupo político", diz ele.
A perda de influência de Sarney é nítida. Entretanto, não foi resultado de uma reviravolta súbita, nem de uma revolução política no Estado. A decadência ocorre de forma lenta e constante. Um fator importante é a simples renovação de eleitores. Edrielle de Cássia, por exemplo, tem 17 anos e é estudante em Presidente Sarney. Mas o primeiro voto dela será é de Flávio Dino. "O Sarney nunca fez nada pela nossa cidade", diz ela. 
Lobão Filho, apesar de herdeiro de uma figura influente no Estado, também não é tão popular quanto os integrantes do clã Sarney. "Se fosse a Roseana, era mais fácil. Mas não conheço o Lobão", diz a balconista Valdelice Chagas, da cidade de Central do Maranhão.
Há também os que se desiludiram com o grupo de Sarney, como o fisioterapeuta Frederico de Araújo, que vive em Pinheiro – terra-natal do ex-presidente: "Sempre votei neles, mas chega uma hora em que é preciso mudar". 
Os eleitores fiéis ao ex-presidente, entretanto, ainda são muito numerosos. "É igual casamento. Você pode se desentender com sua mulher de vez em quando. Mas ruim com ela, pior sem ela", diz a funcionária pública Maria das Virgens Nogueira, moradora de Pinheiro e fiel defensora de Sarney.
Independentemente do resultado das eleições deste ano, a popularidade de José Sarney deve continuar em declínio. Mas popularidade em queda não significa ostracismo. O homem mais poderoso do Maranhão continua exercitando muito bem uma prática típica dos coronéis do começo do século XX: o suporte ao presidente do momento em troca de sua lealdade incondicional no Estado. Por isso, muito tempo ainda vai se passar até que a influência de Sarney suma da política brasileira. Mesmo com o o ex-presidente fora do poder público, ele manterá seus indicados em estatais, continuará tendo grande poder nas decisões do PMDB e manterá sua influência no Judiciário. Mas a História é escrita sobretudo a partir de eventos simbólicos, e as eleições de 2014 podem ficar marcadas como a derrocada do homem mais poderoso do Maranhão.
by Veja

Sedentarismo é o maior vilão da epidemia de obesidade nos EUA

Obesidade

Estudo mostrou que aumento do peso da população foi acompanhado por redução na prática de exercícios, mas não por piora na alimentação

Sedentarismo: estudo aponta a falta de atividade física como principal causadora da epidemia de obesidade americana
Sedentarismo: estudo aponta a falta de atividade física como principal causadora da epidemia de obesidade americana(Thinkstock/VEJA)
O principal culpado pela atual epidemia de obesidade nos Estados Unidos não é a má alimentação, mas sim o sedentarismo. É o que conclui uma nova pesquisa da Universidade Stanford, que analisou dados coletados durante vinte anos por um levantamento nacional de saúde.
Os pesquisadores observaram que, durante esse período, os americanos diminuíram significativamente os seus níveis de atividade física, ao passo que o índice de massa corporal (IMC) médio da população aumentou. Por outro lado, a quantidade de calorias consumidas permaneceu estável.
CONHEÇA O CASO

Título original: Move More, Eat Less:It’s Time for Americans to Get Serious about Exercise​

Onde foi divulgada: periódico The American Journal of Medicine​

Quem fez: Uri Ladabaum, Ajitha Mannalithara, Parvathi Myer e Gurkirpal Singh,

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade Stanford, Estados Unidos

Resultado: A epidemia de obesidade dos EUA ocorreu com o aumento do sedentarismo entre a população, e não com mudanças na alimentação.
Para se ter uma ideia, em 2010 mais da metade (51,7%) das mulheres adultas do país eram consideradas sedentárias, ou seja, não praticavam nenhuma atividade física nas horas vagas. É mais que o dobro da taxa de sedentarismo registrada em 1994, que foi de 19,1%. Os homens, embora se exercitem mais do que as mulheres, também apresentaram um aumento na prevalência de sedentarismo, de 11,4% em 1994 para 43,5% em 2010.
Durante esse intervalo de tempo, o IMC médio da dos americanos cresceu 0,37% ao ano, sendo que o aumento mais acentuado aconteceu entre mulheres mais jovens. Além disso, a circunferência abdominal da população feminina aumentou 0,37% por ano e a da masculina, 0,27%.
O total de calorias consumidas ao dia, no entanto, não teve alterações significativas ao longo desse tempo. “A nível populacional, encontramos uma relação significativa entre aumento do IMC e da circunferência abdominal e o sedentarismo, mas não a ingestão calórica”, diz Uri Ladabaum, professor da Faculdade de Medicina de Stanford e coordenador da pesquisa. Segundo ele, porém, isso não significa que uma má alimentação não provoca a obesidade, mas sim que o sedentarismo é o maior causador do aumento do problema nos Estados Unidos.
O estudo foi publicado nesta semana no periódico The American Journal of Medicine.

Cinco passos para sair do sedentarismo
Avalie o seu físico

Passar por uma avaliação de flexibilidade, fôlego, força muscular e composição corporal é importante para medir o progresso que virá com a prática de exercícios. Esse teste pode ser feito por um profissional de educação física. Já pessoas sedentárias com mais de 40 anos ou que tenham algum fator de risco, como sobrepeso e hipertensão, devem agendar uma consulta com um médico antes de iniciar uma atividade física. "Há recursos que traçam o perfil do indivíduo e permitem dizer se ele pode fazer exercícios mais intensos ou se deve optar pelos moderados", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros. Trata-se de testes como o cardiopulmonar, que mede a aptidão cardiorrespiratória, e o ergométrico, que avalia o coração em situação de stress, geralmente com o paciente se movimentando em uma esteira ou bicicleta estacionária.

Estabeleça metas realistas

Ter objetivos ao iniciar uma atividade física é motivador – desde que eles sejam realistas. "Uma pessoa que decidir perder 10 quilos em dois meses dificilmente vai conseguir alcançar a meta e, de certo, vai desistir do compromisso", diz Renato Dutra. O ideal, segundo o educador físico, é estabelecer objetivos de curto (um a três meses), médio (quatro a seis meses) e longo prazo (um a dois anos). "Metas possíveis para um sedentário são, por exemplo, emagrecer 1 quilo em dois meses ou, em um mês, correr 10 minutos ou subir um lance de escada sem se sentir tão cansado." Um dos melhores estímulos é enxergar os resultados.

Escolha um exercício prazeroso

É comum que corrida e musculação, pela difusão e pela praticidade, sejam as primeiras opções na hora de escolher um exercício. Mas isso não quer dizer que elas sejam prazerosas para todo mundo. A regra é experimentar diferentes modalidades até encontrar a mais agradável. "Para sair do sedentarismo, a pessoa deverá buscar um exercício com o qual se identifique", diz Renato Dutra. "Só assim ela descobrirá que, em vez de musculação, prefere pilates, ou que se sai melhor na dança do que na corrida.

Comece devagar

Pessoas que não estão acostumadas a se exercitar devem começar uma atividade física aos poucos, com uma intensidade leve e respeitando os limites do corpo. Isso vai ajudar a evitar lesões e diminuirá as chances de o indivíduo se sentir desestimulado com o exercício. Variar as modalidades também é uma medida que ajuda a espantar o desânimo. "Faça, por exemplo, musculação em um dia, um exercício aeróbico no outro e uma aula de alongamento no dia seguinte”, diz o educador físico Renato Dutra.  

Persista nos novos hábitos

É normal que uma pessoa decida se exercitar duas vezes por semana, mas, logo no início, um imprevisto a impeça de cumprir esse objetivo. "Ela não pode desanimar por causa disso. Se não deu, deve tentar de novo na outra semana. Para criar um hábito, é preciso investir nele, reforçando determinados comportamentos. Uma pessoa que sempre foi sedentária não pode ser tão exigente consigo mesma”, afirma Dutra

by Veja

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