quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Maurício de Sousa quer apresentar a Paul McCartney antigo projeto
Reprodução / Twitter
FAMOSIDADES
SÃO PAULO - Aproveitando a volta de Paul McCartney em turnê ao
Brasil, Maurício de Sousa aproveitou e postou em sua página do Twitter imagens
que desenhou nos anos 90, chamadas “Beatles 4 Kids”, em homenagem ao cantor.
Na época em que desenhou as imagens, o escritor e desenhista
chegou a contatar McCartney e Yoko Ono, detentores dos direitos autorais, para
obter um contrato que o permitisse desenvolver mundialmente o projeto. Porém,
não houve evolução.
Mesmo assim, Maurício não desistiu e espera que o ex-Beatle
veja as figuras na rede social e decida pela possibilidade de virar um
personagem de quadrinhos para a alegria dos seus milhões de fãs.
O MP de Florianópolis não tem mostrado muita agilidade no intuito DE IMPEDIR que danos aconteçam. Estão anos luz atrasados nos fatos, os que por ventura já estiver com a promotoria, é uma chorumela para desapegarem e fazerem a coisa andar. Sem contar que parecem aquele tipo de marido: são sempre os ultimos a saber dos fatos. E quando sabem, ou nada podem fazer, ou nada conseguem fazer, ou nada se interessam em fazer. E os processos apodrecem. Especialmente na 32a. promotoria, especializada em crimes ambientais e maus tratos à animais. Fingem que fazem algo. Ou seja: chovem no molhado.O que falta alem de BOA VONTADE E INTERESSE, é a bendita Questao de Ordem. Por exemplo, fazer cumprir suas proprias decisões, quando estas forem encaminhadas para delegacias, em busca de diligencias. Acredite Dr., a vida é como diz Zeca Baleiro: uma esfiha de carne. by Deise
by Everton Palaoro
@Palaoro_ND
Florianópolis
Ministério Público investiga denúncia
de crime ambiental em Jurerê Internacional
Promotor recebeu denúncia de que tocas de corujas estavam sendo fechadas com paus, pedras e areia. Área serve de estacionamento de boate
Daniel Queiroz/ND

Ambientalista denuncia que habitat das corujas está sendo destruído e tocas dos animais fechadas
O MP (Ministério Público) recebeu denúncia de crime ambiental em Jurerê Internacional. A representação foi protocolada nesta segunda-feira (23) pela ambientalista Mari Paines, 52. Segundo ela, tocas de corujas foram fechadas em um terreno ao lado de uma boate. A área é utilizada como estacionamento em dias de festa. O caso será analisado pelo promotor Sandro José Neis.
Mari explica que cerca de 30 corujas habitavam o terreno antes das tocas serem lacradas. Atualmente, a ambientalista não consegue contar mais de seis ao mesmo tempo. Nesta segunda-feira, no final da tarde, apenas três aves foram avistadas. Nas áreas, de propriedade de uma construtora, apenas quatro tocas ainda servem como ninho. Uma delas estava fechada com folhas e mato. “Elas podem ter morrido sufocadas”, lamentou.
O caso chegou até Mari por intermédio da amiga Maria Elisabeth Martins. Ela conta que há o caso começou há três semanas. “Quando percebi que as corujas estavam desaparecendo, me aproximei das tocas. Só aí percebi a barbárie que estava ocorrendo. Alguém fechou os buracos com tocos de pau, pedra e cobriu com areia”, explicou por email. O terreno fica no final da avenida Búzios. “Sempre que tem festa, o gramado é utilizado como estacionamento”, ressaltou Maria.
@Palaoro_ND
Florianópolis
Ministério Público investiga denúncia
de crime ambiental em Jurerê Internacional
Promotor recebeu denúncia de que tocas de corujas estavam sendo fechadas com paus, pedras e areia. Área serve de estacionamento de boate
Daniel Queiroz/ND
Ambientalista denuncia que habitat das corujas está sendo destruído e tocas dos animais fechadas
O MP (Ministério Público) recebeu denúncia de crime ambiental em Jurerê Internacional. A representação foi protocolada nesta segunda-feira (23) pela ambientalista Mari Paines, 52. Segundo ela, tocas de corujas foram fechadas em um terreno ao lado de uma boate. A área é utilizada como estacionamento em dias de festa. O caso será analisado pelo promotor Sandro José Neis.
Mari explica que cerca de 30 corujas habitavam o terreno antes das tocas serem lacradas. Atualmente, a ambientalista não consegue contar mais de seis ao mesmo tempo. Nesta segunda-feira, no final da tarde, apenas três aves foram avistadas. Nas áreas, de propriedade de uma construtora, apenas quatro tocas ainda servem como ninho. Uma delas estava fechada com folhas e mato. “Elas podem ter morrido sufocadas”, lamentou.
O caso chegou até Mari por intermédio da amiga Maria Elisabeth Martins. Ela conta que há o caso começou há três semanas. “Quando percebi que as corujas estavam desaparecendo, me aproximei das tocas. Só aí percebi a barbárie que estava ocorrendo. Alguém fechou os buracos com tocos de pau, pedra e cobriu com areia”, explicou por email. O terreno fica no final da avenida Búzios. “Sempre que tem festa, o gramado é utilizado como estacionamento”, ressaltou Maria.
Foto: Daniel Queiroz/ND
As duas amigas contam que procuraram os órgãos ambientais e a polícia, mas nada foi feito. Nesta segunda-feira, resolveram pedir ajuda da Justiça. Elas também protestam nas redes sociais. No facebook, atualizam diariamente as fotos do caso. Mari explicou que sabe que a área é particular e que em breve receberá um empreendimento imobiliário. “Eles tem que contratar uma empresa especializada e encontrar um habitat adequado para as corujinhas”, alertou.
Os proprietários da área não foram encontrados para comentar o assunto.
Lugares incriveis; Porque que sonhar não custa nada. by Deise
by MIB
Ilha de Okinawa

Também é chamada como Oquinaua. E em uchinaguchi (dialeto local) é chamado de Uchinā. Sem dúvidas nenhuma, Okinawa é um Paraíso perdido no Japão!
Veneza - "A cidade Romance"

Veneza é uma cidade e comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Tem cerca de 271 009 habitantes e é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. A comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km², incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km². Faz fronteira com Campagna Lupia, Cavallino-Treporti, Chioggia, Jesolo, Marcon, Martellago, Mira, Mogliano Veneto (TV), Musile di Piave, Quarto d'Altino, Scorzè, Spinea. A parte de Veneza em terra firme é a fracção comunal de Mestre.
Pamukkale
Pamukkale ("castelo de algodão", em turco) é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina, situado próximo a Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino. Foi declarado Património Mundial da UNESCO juntamente com Hierápolis em 1988.
As cavernas submersas das Bahamas
As cavernas submersas das Bahamas
Os buracos azuis oceânicos - como são chamadas as cavernas submersas que são encontradas ao largo dos continentes - são considerados o equivalente científico da Tumba de Tutankhamon, tão valiosas são as informações ali encontradas. Uma expedição realizada nas cavidades que ficam em Andros, Abaco, e outras cinco ilhas das Bahamas, resultou em uma coleta de dados científicos que devem aumentar o conhecimento existente atualmente nas áreas de geologia, biologia, paleontologia, arqueologia e astrobiologia, que é a ciência que estuda a vida em outros planetas.
"Praia de Jodogahama" - IWATE
A região de Tohoku é composta por seis províncias (Aomori, Iwate, Miyagi, Fukushima, Yamagata e Akita) e banhada pelas águas do Oceano Pacífico e do Mar do Japão, e nela existem 15 praias que estão listadas entre as cem mais belas do arquipélago.
A praia de Jodogahama está entre elas.Jodagahama significa ¨Terra da Praia Pura¨,
e esse nome foi dado por um padre chamado Reikyo , que se admirou com a beleza singular desse pequeno paraíso, referindo-se a ele ¨o puro paraíso da terra do Buda¨
Situada em Myako, província de Iwate, esta praia pode ser considerada uma das mais bonitas da região de Tohoku.
"White Island" - NOVA ZELÂNDIA

Em poucos lugares no mundo você vai poder visitar um vulcão ativo como na Nova Zelândia. O motivo é simples. Basta olhar na foto acima que vai notar que uma parte da borda da cratera cedeu, e portanto ao desembarcar, literalmente caminha-se direto para dentro sem ter que escalar nenhuma encosta. O mais difícil de tudo porém, é passar por escrito o que se sente quando se está no coração de um vulcão ativo. Por esse motivo, consideramos a White Island o destino turístico número um da Nova Zelândia. Não se trata de uma aventura, mas de algo absolutamente extraordinário que pode ser feito por pessoas de qualquer idade, só não sendo recomendável para crianças pequenas, ou para quem tem problemas físicos, tais como asma, ou dificuldades de locomoção.
"Waimangu Volcanic Valley" - NOVA ZELÂNDIA
A praia de Jodogahama está entre elas.Jodagahama significa ¨Terra da Praia Pura¨,
e esse nome foi dado por um padre chamado Reikyo , que se admirou com a beleza singular desse pequeno paraíso, referindo-se a ele ¨o puro paraíso da terra do Buda¨
Situada em Myako, província de Iwate, esta praia pode ser considerada uma das mais bonitas da região de Tohoku.
"White Island" - NOVA ZELÂNDIA
Em poucos lugares no mundo você vai poder visitar um vulcão ativo como na Nova Zelândia. O motivo é simples. Basta olhar na foto acima que vai notar que uma parte da borda da cratera cedeu, e portanto ao desembarcar, literalmente caminha-se direto para dentro sem ter que escalar nenhuma encosta. O mais difícil de tudo porém, é passar por escrito o que se sente quando se está no coração de um vulcão ativo. Por esse motivo, consideramos a White Island o destino turístico número um da Nova Zelândia. Não se trata de uma aventura, mas de algo absolutamente extraordinário que pode ser feito por pessoas de qualquer idade, só não sendo recomendável para crianças pequenas, ou para quem tem problemas físicos, tais como asma, ou dificuldades de locomoção.
"Waimangu Volcanic Valley" - NOVA ZELÂNDIA
Em poucos lugares no mundo você vai poder visitar um vulcão ativo como na Nova Zelândia. O motivo é simples. Basta olhar na foto acima que vai notar que uma parte da borda da cratera cedeu, e portanto ao desembarcar, literalmente caminha-se direto para dentro sem ter que escalar nenhuma encosta. O mais difícil de tudo porém, é passar por escrito o que se sente quando se está no coração de um vulcão ativo. Por esse motivo, consideramos a White Island o destino turístico número um da Nova Zelândia. Não se trata de uma aventura, mas de algo absolutamente extraordinário que pode ser feito por pessoas de qualquer idade, só não sendo recomendável para crianças pequenas, ou para quem tem problemas físicos, tais como asma, ou dificuldades de locomoção.
Itsukushima (ou Miyajima) no Japão é considerado um dos mais belos e famosos santuários do mundo, um lugar de paisagem natural extraordinária. Situado na província de Hiroshima , foi construído sobre a água em 593 D.C, porém teve sua existência confirmada a partir de 811 D.C.Não dá para falar desse santuário xintoísta sem citar um dos símbolos que identificam a arquitetura oriental, o grande Torii e a beleza dos edifícios de oração (Haiden) e santuários flutuando nas águas. Olhar para esse lugar traz uma paz incrível!
"CARNARVON NATIONAL PARK" - AUSTRÁLIA
O Carnarvon National Park é um local bastante interessante na Austrália, porém é indicado somente para aqueles que estão sem pressa em viajar de carro, e estejam dispostos à se embrenhar pelo interior conhecendo áreas rurais, passando por muitas fazendas, e depois pelo Outback por mais de 2000 km (ida e volta) a partir de Brisbane no estado de Queensland. O parque é um Oásis no meio do semi-árido, e tem muita coisa interessante para ver.
O Carnavon National Park é dividido em várias sessões com um total de 280.000 hectares, e a sessão chamada Carnarvon Gorge, é a mais fácil de se chegar por estrada. O grande lance desse parque, é que durante milhões de anos ficou submerso quando então o mar cobria grande parte da Austrália.
O Carnavon National Park é dividido em várias sessões com um total de 280.000 hectares, e a sessão chamada Carnarvon Gorge, é a mais fácil de se chegar por estrada. O grande lance desse parque, é que durante milhões de anos ficou submerso quando então o mar cobria grande parte da Austrália.
"Ilha de Bora Bora"
Bora Bora é, com certeza, uma das ilhas mais lindas do planeta, ela é encantadora, deslumbrante, paradisíaca. Se existe um Deus, ele fez esse local com muito capricho. A ilha vive quase exclusivamente do turismo, tem vários resorts de luxo, e olha...!!! são locais de deixar qualquer um com vontade de ir lá.
Bora Bora é uma ilha do grupo das Ilhas de Sotavento do arquipélago de Sociedade, na Polinésia Francesa, um território ultra-marino francês, localizado no Oceano Pacífico. A ilha, situada a cerca de 230 Km a noroeste de Papeete (Taiti), encontra-se rodeada por uma laguna delimitada por um recife de coral de onde sobressaem algumas pequenas ilhotas, os motus. No interior deste arco erguem-se dois picos, o Monte Pahia e o Monte Otemanu, este último com 727 m de altitude (o ponto mais alto da ilha), reminiscências de um vulcão, entretanto extinto. O nome original da ilha em língua taitiana, Pora Pora, pode ser traduzido como Nascida em primeiro.
Em Agosto de 2007 a sua população rondava as 8.880 pessoas.
"Angkor" - Ruínas de um grande império
Bora Bora é uma ilha do grupo das Ilhas de Sotavento do arquipélago de Sociedade, na Polinésia Francesa, um território ultra-marino francês, localizado no Oceano Pacífico. A ilha, situada a cerca de 230 Km a noroeste de Papeete (Taiti), encontra-se rodeada por uma laguna delimitada por um recife de coral de onde sobressaem algumas pequenas ilhotas, os motus. No interior deste arco erguem-se dois picos, o Monte Pahia e o Monte Otemanu, este último com 727 m de altitude (o ponto mais alto da ilha), reminiscências de um vulcão, entretanto extinto. O nome original da ilha em língua taitiana, Pora Pora, pode ser traduzido como Nascida em primeiro.
Em Agosto de 2007 a sua população rondava as 8.880 pessoas.
"Angkor" - Ruínas de um grande império
Angkor é um complexo de ruínas das antigas cidades do Império Khmer que dominou a região do Camboja entre os séculos IX e XV. As ruínas estão localizadas no meio das florestas ao norte do Grande Lago e faz parte do Patrimônio Mundial (UNESCO). O ponto de partida para as ruínas é a cidade de Siem Reap. Cerca de um milhão de turistas os visitam a cada ano.
Kandovan" - A cidade nas pedras
A Lenda diz que os primeiros habitantes da Kandovan mudaram para lá para escapar dos invasores mongóis, eles cavaram esconderijos na rocha vulcânica e, finalmente, acabou por transformá-los em casas permanentes.
Longsheng – Plantações de Arroz
No sul da China, mais especificamente na província de Guanxi próximo a cidade de Guilin, a China guarda mais uma de suas lindas paisagens, as plantações de arroz de Longsheng. O cultivo de arroz no topo, através de enegenhosos sistemas de irrigação, criam uma paisagem deslumbrante!
O cultivo nas montanhas começou em função do deslocamente de parte dos habitantes para essa região, a cerca de 500 anos. Em virtude do terreno motanhoso iniciaram o cultivo nas montanhas. Ainda para que houvesse maior aproveitamento das terras, as casas foram construídas nas áreas menos férteis, deixando as mais férteis para as plantações.
O cultivo nas montanhas começou em função do deslocamente de parte dos habitantes para essa região, a cerca de 500 anos. Em virtude do terreno motanhoso iniciaram o cultivo nas montanhas. Ainda para que houvesse maior aproveitamento das terras, as casas foram construídas nas áreas menos férteis, deixando as mais férteis para as plantações.
Funai alerta para risco de genocídio de índios isolados no Acre
by racismoambiental
Avanço da exploração entre o Brasil e o Peru pode levar a genocídio entre índios da região
byJoão Fellet, BBC Brasil
O avanço da exploração econômica na fronteira entre o Brasil e o Peru ameaça causar um genocídio entre índios que vivem isolados na região, segundo organizações indígenas e indigenistas ouvidas pela BBC Brasil.
Estimados em algumas centenas pelo escritório da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Rio Branco (AC), esses índios – em sua maioria falantes das línguas pano e aruak – vivem nas cabeceiras de rios na fronteira, atravessando-a livremente.
No entanto, segundo indigenistas, a exploração de madeira e o tráfico de drogas estão deslocando esses povos, que, em contato com outras populações (indígenas ou não), poderão ser dizimados por doenças ou confrontos armados.
“Notamos que há mudanças nas rotas dos isolados, que têm avançado além dos espaços que costumavam frequentar, por conta da pressão que sofrem do lado peruano”, diz a coordenadora da Funai em Rio Branco, Maria Evanízia dos Santos.
“Índios contatados estão preocupados, e muitas aldeias se mudaram por conta da proximidade, para evitar confrontos”.
O quadro, diz Santos, se agravará caso obras planejadas por governantes locais saiam do papel. Há planos de construir uma estrada entre as cidades peruanas de Puerto Esperanza e Iñapari, margeando a fronteira com o Brasil, e de fazer uma rodovia ou uma ferrovia entre Cruzeiro do Sul (AC) e Pucallpa, no Peru. Ambas as obras cruzariam territórios de índios isolados.
“Se eles forem espremidos, vão para cima dos manchineri da TI (Terra Indígena) Mamoadate, que vão se defender. Como há histórico de conflitos, não é leviano falar em risco de genocídio”, diz o coordenador-substituto da Funai em Rio Branco, Juan Scalia.
O termo também é citado por indígenas peruanos: “Se a estrada de Puerto Esperanza a Iñapari sair, haverá um genocídio”, afirma Jaime Corisepa, presidente da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (Fenamad), principal movimento indígena do Departamento (Estado) de Madre de Dios.
Risco de conflitos
As pressões sofridas por índios isolados no território peruano e seus possíveis efeitos no Brasil já fizeram com que o presidente da Funai, Márcio Meira, procurasse a embaixada do Peru em busca de providências. Paralelamente, movimentos como a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) têm promovido encontros com índios brasileiros contatados para conscientizá-los sobre as ameaças sofridas pelos isolados e desencorajar conflitos.
“Eles percebem que os isolados estão vivendo o tempo das correrias de seus avós, que fugiam dos empresários da seringa”, diz Marcela Vecchione, consultora da CPI-Acre. Ela se refere à violência sofrida pelos índios da região durante o ciclo da borracha, entre o fim do século 19 e início do 20.
Acredita-se que os índios isolados sejam remanescentes de grupos massacrados e perseguidos durante aquele período. Com o declínio da extração de borracha, eles voltaram a seus territórios.
“Sabemos que eles estão bem, têm comida suficiente e vivem em malocas bem cuidadas”, diz Santos, da Funai, citando informações colhidas em expedições do órgão. Numa delas, em março de 2010, um avião sobrevoou uma aldeia de índios isolados, que atiraram flechas contra a aeronave. As fotos estamparam jornais do mundo todo.
Encontros
Embora a expressão índios isolados possa sugerir grupos que vivam completamente alheios ao mundo exterior, há numerosos relatos de encontros entre essas populações e índios contatados, bem como de encontros entre índios isolados e não-indígenas que habitam o entorno de seus territórios.
Muitos desses encontros resultaram em conflitos, o que rendeu aos isolados o apelido de “índios brabos” na região. Em 1986 e 1987, segundo relato do sertanista da Funai José Carlos Meirelles, o acirramento dos conflitos levou índios kaxinawá e ashaninka contatados a pedirem que o governo “amansasse os brabos”.
Em resposta, a Funai criou em 1988 o Departamento de Índios Isolados, cuja missão é proteger esses povos sem promover nenhuma relação. Desde então, a política da Funai estabelece que só haverá contato com esses indígenas se eles desejarem.
No entanto, têm se tornado cada vez mais constantes os relatos da presença de índios isolados em áreas ocupadas por indígenas contatados ou comunidades de agricultores e pescadores.
Em informativo publicado em dezembro de 2010 pela CPI-Acre, indígenas e ribeirinhos entrevistados dizem que índios isolados furtaram seus pertences, como roupas, utensílios domésticos e ferramentas. Os saques, segundo o informe, têm sido especialmente frequentes no município de Jordão (AC). Um deles, em 2009, ocorreu em vilarejo a cinco horas de caminhada da sede da prefeitura.
Também na publicação da CPI-Acre, Getúlio Kaxinawá, um dos principais líderes indígenas do rio Jordão, relata a morte de um “brabo” por caçadores não-índios, em 2000. “Sei também que em maio de 1996 os brabos mataram duas mulheres lá na colocação Tabocal (…), a dona Maria das Dores (47 anos) e sua filha Aldeniza (13 anos). A filha, atingida por várias flechadas, uma delas na garganta, morreu nessa colocação e a mãe, com uma flechada na barriga, só morreu quase dois meses depois num hospital de Rio Branco”.
Kaxinawá relata ainda um ataque dos “brabos” que resultou na morte do dono de um seringal, em 1997, e de ofensiva empreendida pelo grupo contra uma comunidade de não-índios: “Cercaram a sede do (seringal) Alegria, fazendo muito medo a todos os moradores de lá. Eles também cercaram e flecharam uma escola lá no alto Tarauacá e depois a maioria dos moradores se retirou de lá por causa da vingança dos brabos”.
Exploração de petróleo
Além das ameaças impostas pelas estradas, por madeireiros e traficantes, ONGs alertam para os riscos da exploração petrolífera na região fronteiriça. No lado peruano, vários lotes já foram cedidos a empresas privadas para a prospecção dos bens.
A ONG Survival International afirma que o governo peruano está permitindo que as empresas avancem sobre territórios de índios isolados, violando diretriz da ONU que defende a proteção dessas áreas.
A organização diz que, em 1980, ações semelhantes provocaram a morte de quase metade dos membros do povo nahua. À época, funcionários da Shell abriram caminhos na terra indígena em que a comunidade vivia isolada, disseminando doenças entre seus integrantes, segundo a ONG.
Também há preocupações quanto à exploração de petróleo e gás do lado brasileiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve concluir neste ano testes sísmicos para avaliar a viabilidade de extrair os recursos.
http://amazonia.org.br/2012/04/funai-alerta-para-risco-de-genocidio-de-indios-isolados-no-acre/
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