domingo, 18 de dezembro de 2022

As pessoas que imitam ou copiam outras procuram ser aceitas pelos outros

Você copia ou eles copiam você? Acredite ou não, tem suas vantagens, mas também grandes desvantagens.


Não me apercebi disso até que um dia a minha irmã e os meus amigos disseram-me que não era normal a minha melhor amiga ter-se tornado uma cópia idêntica de mim, como se fosse um clone. Ela usava os mesmos casacos, sapatos, blusas, comparava os mesmos acessórios e se maquiava igual; chegou até a ser namorada do meu cunhado na época.

Como uma abelha que se aproxima do mel, assim era minha amiga, 365 dias por ano e mais de 12 horas ela se encontrava em minha casa. Sua presença era tão óbvia que até meu pai a via como outra filha. Pouco a pouco, ganhou nosso carinho e amor, posso confessar que a amava como se fosse outra irmã; entretanto, as coisas mudaram ao prestar atenção em alguns de seus comportamentos estranhos.

Em algum momento, cresceu dentro de mim uma luta para recuperar minha identidade e minha própria personalidade, já que eu me sentia roubada. Foi difícil aceitar que ela não era o que eu pensava, já que era uma usurpadora. Não só desejava ter minha aparência física, mas queria ter minha família (meu pai e irmã), meus amigos e meu parceiro.
Imitar: algo que todos fazemos

O criminólogo e sociólogo francês Gabriel Tarde, em sua “Teoria da Imitação“, explica que as pessoas, de maneira consciente ou inconsciente, imitam as outras, fazem-no pelo desejo de refletir seus próprios anseios e serem aceitos.

Pode-se imitar por costume, por moda, por obediência, por educação, de maneira ingênua ou reflexiva. Imitar alguém começa por um laço social estreito, que se fortalece a partir dos gestos, atitudes ou movimentos.

Você pode até perceber que na sua relação de casal muitas vezes você consegue imitar certos comportamentos, gestos e atitudes do seu par. Fazemo-lo inconscientemente por sermos empáticos e desejarmos ser aceitos. O problema é quando imitar alguém chega a prejudicar a saúde física e emocional da pessoa, perdendo o controle da própria vida.

O mal
Uma pessoa que estuda todos os seus gestos, que copia seu sotaque ou vocabulário, que adota os mesmos hábitos, flerta com seus parceiros românticos imitando seu estilo e identidade, que copia seu mesmo look, compra os mesmos produtos, tenta entrar no seu grupo de amigos ou família e quer roubar as suas ideias, é totalmente prejudicial à sua saúde emocional.

Essas atitudes são insultuosas e assustadoras, pois podem interferir na sua vida diária e causar problemas desnecessários. Mas por que fazem isso?

1 Falta de segurança e baixa autoestima
Quando uma pessoa carece de segurança, é comum que imite alguém por quem tenha certa admiração, já que essa pessoa se converte no candidato perfeito para o que quer ser, absorvendo todos seus traços pessoais, seus gestos movimentos, frases e modo de falar.

O imitador deseja sentir essa segurança em si mesmo, já que não a encontra em seu interior; talvez, teve algum trauma na infância e por tal motivo deixou de acreditar que é capaz, assim, deseja fervorosamente converter-se nesse ídolo que admira.

Também a baixa autoestima fomenta a imitação de outra pessoa, pois deseja converter-se em alguém. O importante será trabalhar na autoconfiança para evitar imitar, já que pode prejudicar na tomada de decisões e na forma como resolvemos os problemas da vida.

2 Inveja e concorrência
Uma pessoa invejosa pelo seu sucesso fará o impossível para conseguir algo parecido com o que você tem, imitando tudo o que fizer. Em alguns casos, o imitador pode pensar que o seu sucesso esteja na forma como se veste, fala ou passa o tempo livre. Entretanto, é quase impossível que possam copiar suas conquistas pessoais fazendo exatamente o que você faz, já que cada pessoa é única e especial, já que agimos e pensamos diferente.

3 Obsessão
Imitar os outros com uma certa obsessão pode caracterizar um stalker (perseguidor); essa pessoa desejará envolver-se na sua vida romântica e cada coisa que fizer, fará igual a você. Planeja como se envolver com seus amigos e ser uma cópia de você. O problema é que essas ações podem prejudicá-lo, colocando-o em risco ao roubar aquilo que lhe pertence.

Copiar ou imitar alguém nem sempre é algo ruim, pode ser algo interessante e lisonjeiro em alguns casos. No entanto, quando a pessoa que o imita chega a prejudicá-lo, o melhor é cortar essa atitude. 
www.familia.com.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Servidor do Tribunal de Justiça vazou investigação para neonazistas em SC

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a assessor jurídico que forneceu informações de inquérito para investigados  

BY VEJA





quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

O QUE VOCÊ HERDOU DOS SEUS FILHOS?




Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.
Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado
Herdei medo de morrer
Medo de trânsito
Medo da noite
E o único medo de perder verdadeiro
Mas herdei coragem também, Muita
De um, herdei a necessidade de desacelerar
De outro, herdei atenção difusa
E de ambos, sagacidade para responder questões difíceis
Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas
Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias E as gargalhadas mais incríveis
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas
Herdei força sobre-humana
Herdei sentidos mais apurados
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita "mãe"

Rita Almeida

Obs: Eu, Deise aprendi tb com os que poderia ter e não tive.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Deputado e radialista José Antonio Daudt foi morto por dois tiros, porém até hoje não se sabe quem é o autor dos disparos


CRIME SEM CASTIGO

Áudios, datas e números: caso Daudt completa 30 anos sem solução
02/06/2018 - 15h03min
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GZH
Deputado e radialista, José Antonio Daudt morreu no dia 5 de junho de 1988Banco de Dados ZH

No dia 4 de junho de 1988, o deputado e radialista José Antonio Daudt recebeu dois disparos de espingarda na Rua Quintino Bocaiúva, área nobre de Porto Alegre, por volta das 22h20min. À 0h40min de 5 de junho, Daudt morreu aos 48 anos após agonizar no Hospital de Pronto Socorro (HPS). O assassinato deu início a uma das maiores cobertura da Rádio Gaúcha. Em 2008, o crime prescreveu sem que o autor dos disparos fosse descoberto. Passados 30 anos, o assassino de Daudt segue impune.

A seguir, ouça os três episódios do Arquivo Gaúcha - A Memória Viva do Rádio, de 2015, projeto multiplataforma que recupera áudios do arquivo da emissora, lembrando importantes coberturas jornalísticas ao longo dos últimos 40 anos.





A VÍTIMA

José Antônio Daudt era um radialista bastante conhecido pelo público. Pautava sua atuação no rádio e na tevê com fortes denúncias e dava socos na mesa do estúdio enquanto falava. Em novembro de 1986, foi eleito deputado estadual. Marcou sua atuação legislativa criando a lei que proibiu o uso de aerossóis contendo clorofluorcarbono, substância prejudicial à camada de ozônio. Com o assassinato, fatos da vida pessoal do Daudt, até então desconhecidos do grande público, vieram à tona. Segundo relatos feitos à polícia, Daudt era homossexual e tinha vida sexual movimentada. Chegara a registrar, em depoimento na Assembléia, que tinha um filho biológico. Foi descoberto, porém, que se tratava de um jovem modelo que apenas morava com ele.
Principais datas

4 de junho de 1988 - deputado e radialista José Antonio Daudt, recebeu dois disparos de espingarda na Rua Quintino Bocaiúva, área nobre de Porto Alegre, por volta das 22h20min. Instantes antes de ser baleado, o deputado estacionou o Monza num posto próximo de casa e, sozinho, atravessou a Quintino rumo ao Edifício Cristine. Ao passar pelo portão do prédio, levava na mão esquerda um exemplar de Zero Hora dominical. Na direita, o 38 no coldre. Daudt era canhoto. O atirador teria fugido em um Monza cinza-claro.

5 de junho de 1988 - À 0h40min, Daudt morreu aos 48 anos após agonizar no Hospital de Pronto Socorro (HPS).

20 de agosto de 1990 - Antônio Carlos Dexheimer Pereira da Silva, colega da vítima na bancada do PMDB, vizinho de porta na Assembléia. Médico de Erechim, Dexheimer também estava em primeiro mandato. Dexheimer tinha arma de caça e automóvel semelhante ao visto na cena do crime. Para ampliar as coincidências, Daudt teria confidenciado, dois dias antes de morrer, que estava sendo seguido por Dexheimer. O motivo seria passional. Ele estaria com ciúme de Vera, de quem se separara havia três meses, imaginando que a ex-mulher se envolvera com Daudt. Dexheimer se tornou o principal suspeito do caso. No dia 20 agosto de 1990, ele sentou-se no banco dos réus no TJ. Por ser deputado, foi julgado por 21 desembargadores. Durante três dias, o Estado parou para acompanhar os debates, transmitidos ao vivo por rádio e TV. Pela primeira vez no país, um tribunal permitia a transmissão ao vivo da sessão.

23 de agosto de 1990 - Foram 14 votos pela absolvição (oito por falta de provas e seis por entender que o réu não cometeu o crime) contra sete pela condenação. O 14º voto de absolvição foi proferido às 2h de 23 de agosto de 1990 pelo desembargador Tupinambá do Nascimento:

– Até o ano de 2008, quando completar 20 anos do crime, ainda dá para encontrar quem matou.

5 de junho de 2008 - Após 20 anos, o crime prescreveu sem que o autor do assassinato fosse descoberto.

Números
A Polícia Civil ouviu 99 pessoas na fase de investigações
O inquérito nº 35/88 somou 762 páginas
Durante a fase de instrução do processo, por um ano, a Justiça ouviu 36 pessoas
Dividido em 21 volumes, o processo nº 688062058 tem 3.601 páginas
Três livros foram escritos sobre o crime: 1) A verdade no Caso Daudt, do delegado Eduardo Pinto de Carvalho, chefe de Polícia na época do crime; 2) A morte à Procura de um Autor, de Daltro de Aguiar Chaves, promotor de Justiça que recebeu o inquérito policial; 3) 800 Noites de Junho, do jornalista David Coimbra, que narra o episódio a partir da versão de Antônio Dexheimer.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

INSS deve paralisar atividades nesta quarta por falta de recursos

 Em ofício enviado pelo órgão ao governo federal, Previdência afirma não ter verba nem para serviços essenciais. Instituto nega

Por
Brasil Econômico|06/12/2022 
Martha Imenes


INSS pode parar de funcionar a partir de amanhã

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminhou ofício à Secretaria de Orçamento Federal afirmando que não tem verba para seguir operando sequer os serviços essenciais e deve paralisar as atividades nesta quarta-feira (7). A informação é da CNN Brasil.

Segundo o ofício obtido pela CNN, o órgão afirma que “a falta dos recursos causará grave prejuízo ao funcionamento desta Autarquia, ocasionando suspensões de contratos, a partir da próxima quarta-feira, dia 07/12/2022, bem como deslocamentos de servidores de forma imediata, impactando, consequentemente, no atendimento à população e na prestação dos serviços essenciais do INSS”.
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A paralisação deve afetar o funcionamento de agências, que podem até fechar. Além disso, deve haver suspensão de perícias, atrasos em pagamentos do INSS e interrupção de contratos com terceirizados.

O ofício foi encaminhado na sexta-feira (2) é assinado pelo presidente do INSS, Guilherme Gastaldello, e com o assunto o “impacto das restrições orçamentárias no âmbito do INSS”.

O INSS vem alertando sobre falta de pessoal e de recursos desde o meio do ano. Neste mês, a situação chegou ao extremo, colocando em risco até mesmo os pagamentos de aposentadorias em dezembro.

Isso fez com que o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, consultasse o TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a possibilidade de abrir créditos extraordinários para bancar algumas despesas relacionadas ao INSS.

O TCU, no entanto, alega que o endividamento para pagar despesas correntes pode resultar em ferimento da legislação fiscal.

O governo alega que a redução acelerada da fila de espera elevou o número de beneficiários e, portanto, aumentou o gasto acima do esperado. O buraco nas despesas obrigatórias é estimado em R$ 22,3 bilhões, dos quais 70% correspondem à Previdência.

A paralisação se dá também por causa da “informação de que as demandas de créditos suplementares não serão atendidas em razão do cenário restritivo resultante da avaliação de receitas e despesas primárias do 5º bimestre”, diz o ofício.

Segundo Gastaldello, o Ministério do Trabalho “auxiliou com orçamento enquanto foi possível” e agora a Previdência vai adotar medidas de “caráter emergencial”.

Em nota enviada ao iG , o Ministério do Trabalho e Previdência e o INSS esclarecem que as restrições orçamentárias impostas neste fim de ano não ocasionarão interrupção dos serviços do INSS aos segurados. E que não haverá fechamento das unidades.

"O atendimento ao público está mantido. Reforçamos também que todos os pagamentos dos benefícios operacionalizados pelo INSS, como aposentadorias, pensões, benefícios por incapacidade, além dos assistenciais (como o BPC), entre outros, estão assegurados."


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Dimas Covas pede demissão do Instituto Butantan

De Gazeta Brasil
 

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Quando te chamarem de Louca.


Quando te disserem que és louca, lembre-se que, em 15 ou 16 de novembro, nasceu Joana de Castela, uma rainha que nunca foi louca. Nunca mais.
Joana foi casada com 16 anos com um cara que chamavam de bonito, embora não fosse (Segundo os retratos, era mais feio). O cara beneficiava desde o primeiro dia todas as damas da corte. Joana se irritava logicamente, porque exigia um respeito que a ela não lhe era dado. Nem como mulher, nem como rainha, nem como esposa. E é por isso que a chamavam louca.

Quando seu marido morreu, Joana reivindicou o trono de rainha de Castela que a ela estava destinado. Rei Fernando, seu próprio pai, não queria que Joana reinasse. Então ele decidiu que estava louca. E  trancou-a.

Joana, além disso, ainda era jovem e muito bonita. O rei temia que ela se casasse novamente e tivesse um homem que a apoiasse na luta pelo trono. Melhor trancar. Quando o seu filho Carlos foi visitá-la dizem que ela "encontrou graciosamente" o poder. Mentira. Carlos forçou-o a assinar e deixou-a lá: trancada.

Joana era uma mulher culta, que falava latim e escrevia poesia.Mas a história chamou-lhe Joana a Louca e não Joana a Prisioneira.Joana de Castela é uma de muitas mulheres a quem a história negou a sua verdadeira voz. Da próxima vez que te chamarem louca, pense que louca é a primeira coisa que se diz a uma mulher quando á ela quer silenciar.

LINDAS, LIVRES E LOUCAS

#MCSS

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Ataque armado: jovem invade escolas, mata 3 e deixa 11 feridos no E

As instituições de ensino situam-se em Coqueiral de Aracruz. Uma delas é a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti


25/11/2022 
Reprodução/Folha Vitória


Ao menos três pessoas morreram baleadas, na manhã desta sexta-feira (25/11), após ataques em duas escolas da região de Aracruz, no Espírito Santo. Outras 11 ficaram feridas e foram encaminhadas aos hospitais do município.

As instituições de ensino situam-se em Coqueiral de Aracruz. Uma delas é a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti. A outra é a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, antes conhecida como colégio Darwin. Informações preliminares apontam que funcionários ouviram tiros na rua pediram aos alunos que entrassem nas salas.

Momento em que ele sai da escola no ESReprodução

O suspeito entra em escola no Espírito Santo após quebrar um cadeadoReprodução

Há indícios de que o crime tenha sido orquestrado por um jovem armado. Ele usava roupas camufladas e conseguiu fugir em um carro, modelo Renault Duster dourado. As placas do veículo estavam cobertas. Moradores entraram em pânico, e a região teve a segurança reforçada.

Segundo a Polícia Militar, o atirador é um adolescente, aluno do turno vespertino da Escola Estadual Primo Bitti. O rapaz estava com uma pistola carregada. Primeiramente, ele foi à escola onde estuda e invadiu a sala de professores.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Dez curiosidades sobre Erasmo Carlos, o Tremendão


Tremendão, como era conhecido desde os tempos da Jovem Guarda, morreu aos 81 anos após internação com um quadro de síndrome edemigênica

Por Redação Quem

22/11/2022 

Erasmo Carlos Acervo/Editora Globo

Erasmo Carlos foi um grande ícone da Jovem Guarda, movimento que representou ao lado de Roberto Carlos e Wanderléa. O cantor, que morreu nesta terça-feira (22) aos 81 anos, tem algumas curiosidades em sua trajetória, desde a criação por uma mãe solo, a amizade ainda na infância com Tim Maia, e a admiração por Elvis Presley, que inspirou seu estilo e sua música.

1. O artista nasceu no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e foi criado de forma solo por sua mãe. Somente na idade adulta e já famoso, Erasmo conheceu o pai.

2. Conheceu na infância ninguém menos do que Sebastião Rodrigues Maia, que mais tarde se tornou conhecido como Tim Maia. A paixão pelo rock and roll estreitou a relação dos dois na adolescência.

3. Em 1957, fez parte da banda The Sputniks, junto de Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos. O grupo foi desfeito após uma briga entre Tim e Roberto e Erasmo montou o grupo The Boys of Rock, que mais tarde teve o nome trocado para The Snakes. O grupo acompanhava tanto Roberto Carlos quanto Tim Maia em seus respectivos shows.
Erasmo Carlos, Gal Costa e Roberto Carlos — Foto: Reprodução do Instagram

4. O apelido Tremendão veio do nome da grife de roupas e acessórios que o cantor tinha na década de 1960.

5. Erasmo é pai de três filhos. Em 2014, um deles, Alexandre Pessoal, morreu aos 40 anos após sofrer um acidente de moto e ficar em coma induzido. O cantor falou em entrevista sobre a perda. "A dor fica, ela se acomoda, mas é um sofrimento para a vida toda. A pessoa não fica inteira de novo, vira um pedaço de si. Mas sigo vivendo, fazendo as mesmas coisas, sempre dentro de mim a saudade - o que não significa depressão, é diferente".

6. O artista começou a cantar na década de 1950, mas só ganhou seu primeiro Grammy Latino em 2014 por Gigante Gentil. Ele, que na mais recente premiação também foi reconhecido com outro prêmio, falou sobre a importância disso. "Esse prêmio já disputei várias vezes; foi o primeiro que ganhei. Parece ser um reconhecimento de trabalho, mas foi disputa mesmo, o que acaba virando incentivo".

7. A amizade de Erasmo com Roberto Carlos começou por uma paixão em comun: Elvis Presley. Além do astro do rock, ambos gostavam de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, e torciam para o Vasco da Gama.

8. Erasmo foi essencial para a mudança da Bossa Nova para Tropicália de Gal Costa. O cantor falou sobre a história da canção Meu nome é Gal, composta por ele e Roberto Carlos. "Gal é superimportante para mim. Ela sempre me prestigiou muito e eu fui importante na vida dela por ter tatuado nela a nova fase, de cantora de Bossa Nova para Tropicália. O nome que eu dei para a música que eu fiz em parceria com Roberto para ela é muito forte. 'Meu Nome é Gal' acabou virando nome de música, de filme... Ainda dei uma outra marca, 'Musa de Qualquer Estação', enaltecendo que Gal é uma obra de arte", contou.

Roberto Carlos e Erasmo Carlos, em 1970 — Foto: Acervo/Editora Globo

9. Em entrevista ao Irritando Fernanda Young, Erasmo revelou ter tido relações com mais de 1.150 mulheres. Atualmente ele era casado com Fernanda Passos, que era 49 anos mais jovem que ele.

10. Erasmo adotou o Carlos em seu nome artístico em homenagem ao Roberto Carlos e a Carlos Imperial. Foi com esse nome que lançou o compacto que teria o grande sucesso O Terror dos Namorados.
Erasmo Carlos e a mulher, Fernanda Passos — Foto: Reprodução/ Instagram

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Se fazem isso na democracia, imagine na ditadura

12/11/2016

A ditadura militar é um regime que tem na sua gênese a corrupção, porque não nasce de parto natural, mas por fórceps. Sem contar que o filho é fruto de estupro institucional. Quem acredita que algo gerado nestas condições pode ser melhor que a democracia deveria procurar tratamento. Imediatamente!

Matéria do insuspeito, já que parceiro, O Globo, de 2015, dizia que a “União gastará R$ 3,8 bi com pagamento de pensões vitalícias a filhas de militares este ano”. Precisa desenhar?

A ditadura não surge do embate de ideias, mas da força bruta das armas em compadrio com a manipulação pelos grupos mafiomidiáticos, que serão seus parceiros e maiores beneficiários. Pensar que o silêncio sobre casos de corrupção é ausência de corrupção é de uma imbecilidade tão grande que não há adjetivos suficientes para qualificar tão baixo nível de cognição. Por exemplo, em protesto contra a PEC 241 foram ocupadas centenas de escolas e universidades por todo o país. Pense porque isso não interessa às velhas mídias? A Folha de São Paulo, envolvida na briga de bugio do PSDB, revelou que José Serra estava lavando 23 milhões na Suíça. Quantos minutos sobre isto viste no Jornal Nacional? Quantas capas da Veja? Viu alguma reportagem no Jornal Zero Hora? Pergunte-se, por quê!?

A única contribuição que regimes ditatoriais lega a pessoas desacostumadas à transparência é a ignorância. É uma espécie de embotamento que mata ou atrofia neurônios.

Se tudo isso não é suficiente para saber que nenhuma ditadura é boa, bastaria pensar quem são aqueles que apoiam golpes ditatoriais. Tome-se o exemplo da Rede Globo. Buscou por todas as formas dar o golpe em 1954. Não conseguiu. Mas não perdeu as esperanças. Graças ao golpe bem sucedido em 1964, a famiglia Marinho dona da Rede Globo é considerada a mais rica do Brasil pela Revista Forbes. Há dezenas de livros que explicam como a Rede Globo construiu seu império na ditadura. Posso citar duas fontes de cabeça para quem se interessar: Muito Além do Cidadão Kane e A História Secreta da Rede Globo.

Se você é gaúcho, nem precisa se interessar pela história da Rede Globo para entender como se captura capachos mediante distribuição de estatuetas. Embaixo do seu nariz está a RBS. Graças a ditadura a RBS tornou o RS e Santa Catarina sua capitania hereditária. Não por acaso só é considerado bom governante aqueles que se submetem aos seus interesses. Os demais não prestam.

Assim se explica porque não verás crítica à ditadura militar na velha mídia pelo simples fato de que eles, como vazou no famoso escândalo da Parabólica, não criticam parceiros. É até uma questão de gratidão. Então, para saber se está sendo enganado, basta observar para que lado apontam a Rede Globo e a RBS e seguir no sentido oposto. Não há erro, pode acreditar!

Se tudo isso não bastasse, pense no fato de que os militares são julgados por seus parceiros de farda. Imagine médico julgando médico, professor julgando professor, polícia julgando polícia. Bandido julgando bandido, mídia julgando mídia. Aliás, já viste um grupo de mídia, nem digo criticar, mas noticiar sobre outro grupo de mídia?! Captou!?


Por jloeffler – No dia 12/11/2016

Publicado em 11 de Novembro de 2016 às 08h51

O Superior Tribunal Militar (STM) aumentou a pena aplicada a quatro oficiais do Exército – três majores e um capitão-, acusados de montarem um esquema fraudulento, que desviou cerca de R$ 1,7 milhão do Centro de Pagamento do Exército (CPEx). O major, tido como chefe do esquema, vai cumprir quase 10 anos de reclusão, em regime fechado.

Em um voto extenso, o ministro relator, Cleonilson Nicácio Silva, disse que a conduta do major se revelou egoísta, com meios inescrupulosos e modus operandi improbo, o que implicou na majoração da pena aplicada.

Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, em de abril de 2002, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) identificou a realização de vários pagamentos, a pensionistas, processados indevidamente. Durante as investigações, foi constatada a implantação de mais de 50 pensionistas laranjas.

A promotoria informou que fichas-cadastro implantadas no Sistema de Pagamento do Exército tinham erros grosseiros, como pensionistas e instituidores não cadastrados no sistema da Seção de Inativos e Pensionistas (SIP), processos não localizados, contas invertidas e valores indevidos, inexistência de desconto de Imposto de Renda, melhoria de pensão e pensão ainda não julgada, saques de parcelas remuneratórias não cumulativas, alteração de compensação orgânica com base na mudança de posto de referência e inexistência no banco de dados do CPEx dos endereços desses pensionistas.

Perícia -Os peritos de informática constataram que as pessoas haviam sido implantadas supostamente no Comando da 1ª Região Militar (Cmdo 1ª RM), situado no Estado do Rio de Janeiro. Todavia, após a análise dos arquivos, comprovou-se que as implantações estavam associadas ao Órgão Pagador da 15ª Circunscrição de Serviço Militar (15ª CSM), situado no Estado do Paraná.

Foram implantados, de forma irregular, 54 pensionistas fantasmas. Todas as contas bancárias identificadas nos cadastros dos falsos pensionistas foram abertas na Caixa Econômica Federal, em agências situadas principalmente nos Estados de Pernambuco e da Paraíba, sendo que todas, com exceção de três contas, foram abertas no primeiro trimestre de 2002. Dos 54 falsos pensionistas, apenas quatro não tiveram seus nomes utilizados na execução de qualquer pagamento, disse a denúncia.

Os peritos de informática verificaram que, para a realização da fraude, foi necessária a criação de programas, que alteravam as rotinas previstas feitas dentro do Sistema de Pagamento de Pessoal do Exército (SIAPES) e com códigos pessoais de militares do próprio CPex.

Duas frentes criminosas

Em depoimento, um sargento da unidade militar afirmou que fez as modificações, cumprindo ordem verbal de um major, utilizando planilhas que lhe foram entregues por ele, também, por outro oficial, o major chefe do esquema. Depois das inserções das planilhas, os arquivos de pagamento eram transferidos para o computador de grande porte, instalado no Centro Integrado de Telemática do Exército (CITEx).

Dos pensionistas que receberam pagamentos irregulares do Exército, verificou-se que muitos eram parentes por afinidade de um dos oficiais, residentes principalmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba.

Ainda de acordo com Ministério Público, a fraude foi feita em duas frentes: a primeira, realizada no CPEx, foi responsável pelo planejamento e pela execução das mudanças na rotina de pagamento do Exército por parte dos oficiais; e a segunda, em algumas cidades dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, onde foram recrutadas diversas pessoas, para abrirem contas de caderneta de poupança na Caixa Econômica Federal, com a promessa de receberem um benefício do Governo ou um emprego futuro, dentre outros argumentos apresentados, sob a condição de não ficarem com a posse dos cartões magnéticos.

Esse recrutamento, informou a promotoria, teve a participação direta de seis civis, todos cunhados de um dos militares do CPEx, e, ainda, a participação de outros dois civis. O grupo ficava com a posse dos cartões magnéticos das contas de poupança dos falsos pensionistas, possibilitando os diversos saques e movimentações bancárias que foram realizados.

De acordo com o laudo pericial contábil, foram desviados para as contas de poupança dos falsos pensionistas o montante de R$ 1.767.924,13, sendo revertido para o CPEx a quantia de R$ 971.886,23, restando como prejuízo para o Exército Brasileiro o valor original de R$ 796.037,90. Ainda de acordo com o Ministério Público, com os valores corrigidos, a fraude causou um prejuízo de R$ 3,4 milhões, em valores atuais.

Dos diversos saques efetuados nas contas dos falsos pensionistas, vários foram filmados pelas câmaras da Caixa Econômica Federal , o que possibilitou a identificação de alguns dos autores dos saques, bem como de algumas movimentações financeiras, realizadas nessas contas dos réus.

Denúncia -Diante das provas coletadas, o Ministério Público Militar (MPM) denunciou diversos militares e civis, que foram identificados como integrantes do esquema criminoso operado dentro do quartel do Exército. O Cpex é o órgão do Exército responsável pelo pagamentos de todos os militares da Força, pensionistas e servidores civis.

Agindo em co-autoria, sustentou a acusação, os réus obtiveram vantagem pecuniária ilícita em prejuízo do Exército Brasileiro, que foi mantido em erro, mediante modificações fraudulentas nos programas do Sistema de Pagamento; crimes de estelionato praticados pelos civis, crimes de receptação e peculato, por parte dos militares.

Todos foram denunciados à Justiça Militar da União (JMU), na Auditoria de Brasília, em 21 de janeiro de 2003. E, desde então, o processo se arrastou com inúmeros recursos, inclusive pedidos diversos de perícias. Somente a Sessão de julgamento foi adiada 17 vezes, muitas delas em virtudes do não comparecimento dos réus ou de suas defesas.

Julgamento -Em Sessão de 25 de novembro de 2014, o Conselho Especial de Justiça da 1ª Auditoria da 11ª CJM julgou e condenou quatros oficiais do Exército e dois civis. O major, considerado chefe do esquema, recebeu a pena de cinco anos e cinco meses de reclusão. Um outro major foi condenado à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão; um capitão e outro major, ambos, à pena de três anos e nove meses de reclusão, todos por estelionato, crime previstos artigo 251 do Código penal Militar, em regime semiaberto e o direito de apelar em liberdade.

Dois civis também foram condenados à pena de três anos de reclusão, também por peculato. Foram absolvidos, um capitão, um subtenente, dois sargentos e dois civis por não terem cometido crime algum, decidiu os juízes de primeiro grau.

Inconformadas com as condenações, as defesas dos quatros oficiais resolveram apelar junto ao Superior Tribunal Militar (STM).

Ao analisar o recurso, nesta terça-feira (9), em um julgamento longo, de mais de 8 horas de duração e finalizados às 22h30, e com 14 recursos preliminares, o relator, ministro Cleonilson Nicácio Silva, resolver manter as condenações e aumentar a pena aplicada a todos os quatro oficiais.

Em seu voto, o ministro destacou a participação de um deles, o major tido como chefe do esquema montado dentro do CPex para desvio de dinheiro público. A defesa do oficial pediu a absolvição dele, sustentando a (…) falta de prova material do cometimento da infração (…) ao argumento de que (…) não há nada, nestes autos, que demonstre que o acusado (…) tenha, de alguma forma, causado qualquer prejuízo ao erário pela inclusão de falsos pensionistas no sistema de pagamento (…).

Para o relator, a defesa não tinha razão, uma vez que foram comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do réu. Ele sustentou também que os autos comprovam que o acusado foi um dos idealizadores e principais executores da empreitada criminosa. Afinal, ordenou a criação de programas que alteravam a rotina de pagamento da Força Terrestre, possibilitando a inclusão de falsos pensionistas.

Além de manter a condenação, o ministro decidiu por aumentar a pena imposta ao major para 9 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão e definiu o regime fechado para o cumprimento da pena.

Sopesaram em seu desfavor a intensidade do dolo ou grau da culpa, o modo de execução, os motivos determinantes e a insensibilidade, a indiferença ou o arrependimento após o crime. Impõe-se o reconhecimento desfavorável dessa circunstância, afinal, o réu manipulou seus subordinados para a criação de programas de informática que alteravam a rotina do pagamento dos pensionistas do Exército Brasileiro, evidenciando o elevado juízo de censura de sua conduta.

O acusado agiu de forma premeditada, organizando e planejando a prática delituosa, atuando, até mesmo, na cooptação de indivíduos humildes para que abrissem contas correntes na Caixa Econômica Federal com objetivo de receber indevidamente importâncias em prejuízo da Administração Militar, fundamentou o relator.

O segundo major, foi condenado à pena de 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado; o terceiro major, à pena de pena de 5 anos de reclusão, em regime semiaberto e o capitão, à pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto.

Os demais ministros do STM, por maioria, acompanharam o voto do relator, que manteve a condenação e exasperou a pena impostos aos militares do Exército.

Fonte: Superior Tribunal Militar

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