Operação militar em presídio deixa 50 mortos na Venezuela


26 de Janeiro de 2013 
Presos resistem à operação militar e realizam motim no presídio de Uribana. Segundo vice-presidente do país, caso será investigado. Presídio conta com más condições sanitárias e altos índices de violência.
Uma operação militar para desarmar os internos do presídio de Uribana, nesta sexta-feira (25/01) no oeste da Venezuela, deixou pelo menos 50 mortos e cerca de 90 feridos. Os números foram confirmados por Ruy Medina, diretor do Hospital Central de Barquisimeto, para onde os feridos foram levados. Segundo ele, a maioria dos presos apresentava ferimentos causados por armas de fogo.
O vice-presidente Nicolas Maduro – recém-chegado de sua última visita ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, internado em Cuba – classificou o incidente como "trágico". Em declarações dadas neste sábado, ele garantiu que as autoridades do país estão investigando o caso.
A ministra para Serviços Penitenciários, Iris Varela, contou que nos últimos dias sua equipe havia recebido informações sobre enfrentamentos entre grupos inimigos dentro da penitenciária. Por isso, então, uma brigada da Guarda Nacional foi chamada para fazer a revista.
"Dadas as violentas ocorrências no presídio de Uribana, houve a ncessidade de se fazer uma inspeção para desarmar completamente a população carcerária", afirmou Varela.
No entanto, ela se recusou a dar um saldo oficial de mortes, provocadas pela reação dos presos à revista militar, seguida de um motim. Canais de televisão mostravam imagens de tropas cercando o presídio enquanto internos com roupas cobertas de sangue eram removidos do prédio.
Segundo dados do Observatório Venezuelano de Prisões, cerca de 1,4 mil pessoas estão presas em Uribana, que só tem capacidade para 850. O presídio conta com más condições sanitárias e altos índices de violência.
by Terra

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