Dirceu é 'rebaixado' de posto no trabalho, informa jornal

Brasília

Segundo 'O Globo', ex-ministro agora é digitador de fichas. Mudança se deu por pressão do Conselho Regional de Biblioteconomia de Brasília

Dirceu chega a prédio onde fica o escritório onde vai trabalhar durante o dia. À noite, volta para cadeia
Dirceu chega a prédio onde fica o escritório onde trabalha durante o dia. À noite, volta para cadeia (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
Contratado para colocar em ordem o fichário – ainda não digitalizado – do escritório do advogado José Gerardo Grossi, em Brasília, o mensaleiro José Dirceu foi “rebaixado” de posto por pressão do Conselho Regional de Biblioteconomia, informa nesta sexta-feira o jornal O Globo. Isso porque o ex-ministro-chefe da Casa Civil exercia funções que só podem ser atribuídas a um bibliotecário formado. Agora, Dirceu é apenas um digitador de fichas. De acordo com o jornal, o ex-ministro já confidenciou a amigos que está descontente com a nova função, que considera "um tédio".
Para empregar Dirceu, Grossi se comprometeu com a Justiça a manter o mensaleiro condenadoem uma sala isolada dos demais advogados e visitantes, sem acesso à internet nem telefonemas. Na função de auxiliar administrativo, o ex-ministro recebe um salário de 2.100 reais mensais.
Autointitulado “amigo há mais de 20 anos” do petista, Grossi visitou Dirceu na prisão no começo do ano para lhe oferecer emprego. Antes, o ex-ministro havia apresentado uma proposta de trabalho para ganhar 20.000 reais mensais como gerente de um hotel em Brasília – desistiu, depois da revelação que o hotel estava em nome de um laranja. Dirceu aceitou a proposta de Grossi. Além de passar pelo menos oito horas longe da cela de segunda a sexta-feira, poderá abater um dia de pena a cada três de trabalho, conforme determina a Lei de Execução Penal. Mas esbarrava na resistência do então relator do mensalão e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que deixou o caso em junho. Com a saída de Barbosa da relatoria, o caso foi analisado pelo plenário da corte, que decidiu autorizar os condenados em regime semiaberto, como Dirceu, a trabalhar antes de cumprir um sexto da pena.

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