terça-feira, 8 de maio de 2012

Delta usou Cachoeira até para monitorar TCU


A Delta Construções usou dos serviços do grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira para monitorar as investigações de superfaturamento em uma das mais importantes obras da empresa no Estado do Rio de Janeiro: a construção da nova sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostram o araponga Idalberto Matias Araújo, o Dadá, dando informações ao então diretor da empresa no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, sobre processo do Tribunal de Contas da União (TCU) que apurava sobrepreços e pagamentos em duplicidade na empreitada.

'Aquele outro negócio que você me pediu está bem adiantado. Aquele instituto lá do Rio de Janeiro, que estava no TCU, entendeu? E aí o pessoal foi lá e buscou', diz Dadá, em escuta de 9 de agosto do ano passado. 'Ah, entendi. Pois é. Dá notícia daquilo lá. Aquilo é muito importante da gente saber', responde Abreu.

O diálogo entre o araponga e o executivo da Delta ocorreu uma semana após a divulgação das conclusões de uma investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontava pagamentos irregulares na segunda fase da obra.

Segundo o relatório de auditoria anual de contas da CGU (n.º 201108819), houve um sobrepreço de R$ 23,5 milhões nos valores pagos à Delta. Também foi constatada uma cobrança em duplicidade avaliada em R$ 3,4 milhões.

Como a segunda fase da obra estava orçada em R$ 63,9 milhões, os valores pagos irregularmente à construtora - R$ 26,9 milhões - representavam 42% do total.

Em março, o TCU confirmou ter constatado sobrepreço no valor de R$ 20,9 milhões nos pagamentos feitos à Delta pela construção do Into e condicionou a liberação dos valores à apresentação de garantias. A decisão é preliminar e ainda cabe recurso.

No total, a obra da nova sede do Into, que fica no antigo prédio do Jornal do Brasil, zona portuária do Rio, consumiu R$ 198,10 milhões entre 2008 e 2012 - segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. A Delta recebeu R$ 192,8 milhões, o que corresponde a 97,36% do total desembolsado.

Os pagamentos saíram do Fundo Nacional de Saúde e representaram a segunda maior fonte de faturamento da construtora no governo federal entre 2008 e 2010. Apenas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) desembolsou mais em favor da Delta - principal executora de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Outro lado. Em nota, o Into informou que suspendeu os pagamentos à Delta em dezembro de 2010, depois que foi notificada pela CGU. 'Essa medida foi tomada oito meses antes da divulgação da auditoria anual de contas da própria CGU, em agosto de 2011. Com isso, evitou-se qualquer eventual dano aos cofres públicos. A decisão de suspensão dos pagamentos à construtora foi endossada pelo TCU.'

Também por nota, a Delta disse que desconhece 'completamente o assunto', ressaltando que, sempre que necessário, constitui advogados para representá-la no TCU e na CGU - 'órgãos de controle que se regem por regras, normas e ritos processuais rígidos', informa a empresa.

by Estadão

segunda-feira, 7 de maio de 2012

AXN mandando bem: "O Quarto Poder". Sugestivo e muito adequado para o atual momento.Tanto a historia de um como de outro. by Deise



  • Sinopse
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  • Narrativa sobre dois homens cujos destinos se cruzam por acaso. Um deles e o veterano reporter de TV Max Bracket (HOFFMAN). Penalizado por entrar em panico durante uma materia, e obrigado a cobrir o cotidiano de uma pequena cidade quando Sam Baily (TRAVOLTA), casado e pai de familia, descobre que foi despedido e entra em desespero, invadindo o museu com um rifle, fazendo varios refens. Bracket que por acaso estava no local, ve no episodio, sua grande chance de voltar ao topo.
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Poeminha do contra

Vexatorio para a Magistratura. Desprezivel para ambos os casos. No entanto o Juiz ainda me choca duplamente. Nem venham com o argumento que ele foi afastado. Pois de alguma forma ainda ostenta o título de juiz e deve ser com legitimidade. Caso contrario estaria na matéria EX juiz. Se o reporter errou, corrijam-no os interessados. E cobrem igualmente ética jornalistica. Nao tirei a materia de um pasquim de quinta. Me pego questionando o mais aterrorizante ainda que é a possibilidade nada remeota do tal juzi embora afastado das funções, tenho minhas duvidas se nao receberia alguma gratificante aposentadoria. Logo, vergonha para a classe de forma geral e nenhuma credibiilidade. Afinal, uma vez Rei, sempre Magestade. Quanto ao "professor" de futebol, tenho certeza que TREINADOR seria o adequado. Jamais irei inclui-lo no corpo docente. by Deise

Juiz aposentado é preso acusado

de estuprar garoto de 11 anos

     
BELO HORIZONTE - O juiz aposentado Mário José Pinto da Rocha, de 65 anos, foi preso em flagrante em Belo Horizonte acusado de estuprar um garoto de 11 anos. O menino foi encontrado na casa do ex-magistrado, na região da Pampulha. Rocha, segundo a Polícia Civil, já era investigado porque havia sido denunciado pelo mesmo crime.
A prisão ocorreu na noite de ontem, domingo, após vizinhos denunciarem o suspeito. O próprio acusado, que mantém escritório de advocacia na capital mineira, permitiu a entrada dos policiais, que encontraram a criança escondida debaixo da cama do ex-juiz. O menino cuida de carros no bairro onde mora Rocha e confirmou que havia acabado de manter relações sexuais com o suspeito.
O menino contou também que não foi a primeira vez que o fato ocorreu e que o ex-juiz pagava cerca de R$ 15 por relação. De acordo com a polícia, Rocha já teria sido preso duas vezes por atentado violento ao pudor. Ele foi exonerado do cargo de juiz em 2003, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não informou o motivo. No escritório de Rocha, ninguém atendeu as ligações da reportagem nesta segunda-feira.
Algumas horas após a prisão, já na manhã de hoje, um professor de futebol também foi preso suspeito de abusar de um garoto de 12 anos. A mãe do menino foi quem fez a denúncia.

by Estadão

Alguem saberia me responder algo básico? Tipo: entre os crimes que enquadraram Cachoeira, se não me engano está formação de quadrilha. Certo. Quadrilha é acima de 4. Até 3 creio que é associação. Se Cachoeira fazia parte de uma Quadrilha, e para SER quadrilha precisa dos outros. Cade os "campanheiros"???? Realmente. Morro de inveja de Ali Babá. by Deise

 

Comentário meu: Encontrei a primeira versão. Vamos ver até o final. Sinal que meu questionamento tem procedencia. É no mímino absurdo. Para não dizer b i z a r r o.

PT acha que
Gurgel ‘destruiu
provas’ da Vegas

Diante da recusa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de depor na CPI mista de Cachoeira, integrantes do PT difundem uma suspeita grave e até improvável, a de que ele teria “destruído provas” da Operação Vegas, da PF, que revelaria esquema de corrupção de autoridades e até suposta compra de sentenças. Petistas o acusam de não tomar providências, apesar de saber do escândalo desde 2009.

Como é sabido as máscaras caem. E por muito tempo é possivel a troca. No entanto chega um ponto que é impossivel arrancar a mascara, sem que com ela venha a própria pele. by Deise

TV Record Desmascara a VEJA em rede nacional. Jornalistas da revista agia a mando do contraventor preso, Carlos Cachoeira.
https://twitter.com/@CPIdaVeja


Portal de Notícias da Record - R7: "Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília"
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CPI da Veja. Dias a Merval:
vale-tudo não vale nada

Saiu na Carta Capital, de Mauricio
Dias, na imperdível “Rosa dos Ventos”:
Veja, um caso sério


Dias se vale da contribuição do professor Marcus Figueiredo, da Uerj, que desde 1996 estuda a midia brasileira e concluiu que “… há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia.”

Completa Dias:

Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.
“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.

Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.

No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.

Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.

Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.

A imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.

A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”.







                        Na foto, Merval (D) com imortais. Jornalista bandido ...

Em tempo: não deixe de ler “A voz da Veja e de Cachoeira leva Robert(o) à porta da cadeia”. E “sem Robert(o) e a Globo, a CPI será uma farsa”.

Em tempo2: como diz o
delegado Protógenes, jornalista bandido bandido é.
 by Paulo Henrique Amorim

domingo, 6 de maio de 2012

Veiculado hoje no Jornal Estado De São Paulo

Maioria da CPI quer convocação de governadores

Enquete feita pelo Estado com os 32 titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira mostra que será infrutífera a tentativa de blindagem dos partidos aos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); e Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e ao empresário Fernando Cavendish, da Delta Construções. A maioria disse ser favorável à convocação imediata do quarteto.
Dos 32 integrantes da comissão, 7 senadores e 9 deputados defendem essa posição, somando 16 votos. Como o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), só vota para desempatar, ele não conseguiria mudar o resultado de uma eventual convocação dos governadores e do empresário, mesmo que optasse por dar seu voto. No máximo, empataria o placar. Vital disse ao Estado que, por ser presidente da CPI, não revelaria seu voto.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), também é cauteloso. Ao afirmar que não há tema proibido para as investigações, defende que, antes da convocação dos governadores e do empresário, sejam analisados os documentos das Operações Vegas e Monte Carlo. As duas ações da Polícia Federal desvendaram o esquema de corrupção e tráfico de influência montado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Seguem o raciocínio de Cunha mais quatro senadores e seis deputados. 'Eu quero, sim, convocar governadores e o empresário Cavendish. Mas, primeiro, quero olhar os documentos até para saber o que vou perguntar', disse o senador Humberto Costa (PT-PE), também relator do processo de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado. Demóstenes está sendo acusado de mentir no plenário do Senado por ter negado qualquer ligação com Cachoeira. Mas cerca de 300 conversas entre os dois constam das gravações feitas pela PF, e a situação do senador é a pior possível ante seus pares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Uma caixa de óleo de peroba nao bastaria. Um deboche é a palavra certa. by Deise

Perillo articula apuração 'chapa-branca'


Aliados do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), operam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) 'chapa-branca' na Assembleia Legislativa do Estado para investigar os desdobramentos da Operação Monte Carlo. Os deputados negam a intenção de fazer uma apuração mais contida, mas dizem não ver motivos para convocar pessoas próximas a Perillo que foram afastadas do governo após denúncias.
Um exemplo é a ex-chefe de gabinete do governador, Eliane Pinheiro, flagrada em escutas da operação. Segundo a Policia Federal, ela recebia informações sigilosas de operações policiais e repassava aos investigados.
'Eu, por exemplo, não chamaria a Eliane, ex-chefe de gabinete. Ao que consta, ela fez uma ligação ao prefeito de Águas Lindas para avisá-lo de que estaria acontecendo uma operação policial no município', sustentou o deputado Helder Valin (PSDB), líder do governo. Lembrado de que Eliane foi uma das pessoas que ganharam do grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira um rádio Nextel que pensavam ser à prova de grampo, Valin emendou: 'São 60 rádios. Pelo menos a informação que chegou pela imprensa. Nós teríamos que chamar as 60 pessoas que tinham esse rádio?'
Em relação a Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran que deixou o cargo por suspeita de ligação com Cachoeira, Valin começou a isentá-lo - 'Não vi diretamente alguma coisa que...' -, mas logo mudou o discurso. 'Olha, também não vejo nenhum problema de chamá-lo. Quem não deve não teme.'
O parlamentar, no entanto, fez questão de ressaltar que, como líder do governo, não fará parte da CPI e que, portanto, os nomes a serem convocados não dependem dele.
O deputado negou informação relatada por duas pessoas de que, em reunião com oito deputados da oposição, havia proposto que abrandassem o discurso em troca de que prefeitos de cidades importantes comandadas pelo PT e pelo PMDB não fossem convocados à comissão. 'Não, essa conversa nunca existiu. Conversei em plenário com alguns deputados sobre alguns possíveis procedimentos da CPI, mas foi uma conversa informal, em tom de brincadeira.'

Deboche

O deputado Luis César Bueno (PT) afirma que aliados de Perillo trabalham para tirar da CPI o foco em questões estaduais para levá-lo às prefeituras de oposição, o que fez o petista sustentar que a comissão corre o risco de virar uma 'CPI do deboche'. 'Essa CPI chapa-branca, da forma como está estabelecida, pode ser a CPI do deboche, porque está tentando focar contratos da empresa Delta com as prefeituras e tirar do foco as autoridades constituídas do Estado que estão ligadas ao crime organizado', sustenta. 'Os deputados desta Casa enfatizam muito que vão investigar as prefeituras, principalmente as comandadas pelo PT e pelo PMDB'.
Bueno diz que a vontade da oposição de convocar autoridades estaduais para depor deve ser barrada pela maioria governista. 'Vamos para a CPI para convocar as autoridades do Estado, principalmente as que foram presas ou estão sendo investigadas. Mas como não temos maioria, acreditamos que os nossos requerimentos podem não ser aprovados.' A CPI escolherá relator e presidente nesta semana.

Um esquema que ficará na Historia Brasileira. Pelo numero de envolvidos e cifras cujos zeros é inimaginável o calculo final. Porem nao consigo compreender: Se a PF sabia disso, porque esperou tanto tempo???? Até onde iria isso e porque agora apareceu? Este esquema nao foi montado em minutos. Observemos os numero citados nas informações que chegam a 22 dialógos das mesmas pessoas. Um exagero convenhamos. qual o objetivo? A certeza, da certeza, da certeza, da....?????? Estou entendendo que por anos a PF acompanhou passivamente esta imensa quadrilha ir se formando e aumentado o numero de envolvidos e as cifras se perdendo e não estancou o processo???? Em quanto tempo isso tudo que esta sendo divulgado? Esta quantidade de gravaçoes estava sendo feita e as autoridades policiais sabedoras deixaram isso ficar fora de controle por que????? Não consigo achar lógica para isso.Não consigo entender o Demostenes desfilando no senado e recebendo proventos enquanto o Cachoeira está preso. (Por favor, nao estou pleiteando a soltura do Cachoeira. Muito antes a prisao igualmente de Demóstenes. que para enfeiar ainda mais o quadro é Delegado Federal) Nao consigo entender que criminosos sejam julgados por parlamentares. Se roubaram a nação e a investigação é fruto da PF, por que julgamento atraves de CPMI???? O que a Policia Federal levanta, e prova nao tem validade????? E preciso que seja confirmado as denuncias com gravaçoes, com provas apresentadas pela POLICIA FEDERAL, pelos colegas dos envolvidos???? Porque o Cachoeira está preso o restante não???? Se as gravaçoes o compromentem nao são as mesmas que citam inumeros e infinitos outros nomes e cifras?????Isso é uma pandorga. Um circo. Um espetáculo realmente inesquecivel por toda sua conotação apodrecida e imoral. No entanto nós, os expectadores, não estamos encontrando motivo algum para rir. by Deise

Polícia Federal liga número

 2 da Delta a Cachoeira

A estratégia da construtora Delta de jogar sobre seu ex-diretor Cláudio Abreu toda a responsabilidade pelos desvios identificados na Operação Monte Carlo esbarra no farto material de investigação que a Polícia Federal tem sobre outros integrantes da cúpula da empresa.
O inquérito, que tramita na 11.ª Vara Criminal Federal de Goiás, mostra que Carlos Pacheco, diretor executivo licenciado da Delta - o número dois da construtora -, e Heraldo Puccini Neto, responsável pela empresa na Região Sudeste e considerado foragido da Justiça, mantiveram contato frequente com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outros integrantes de sua organização entre março e agosto do ano passado.
A PF também identifica referências ao dono da empresa, Fernando Cavendish - que se licenciou da presidência do conselho da construtora há 10 dias -, em conversas de Cachoeira com Abreu e com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Nas gravações feitas pela PF, Pacheco é citado em pelo menos 22 diálogos do contraventor e de seus aliados. Dois encontros foram agendados entre ele e Cachoeira, indicam gravações realizadas em junho e julho do ano passado. Em 15 de junho, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez informa a Cachoeira que está chegando na casa do contraventor 'acompanhado de Cláudio, Heraldo e Pacheco'.
Pacheco também teria se oferecido como sócio de Cachoeira na compra de um terreno. Em 15 de agosto de 2011, Abreu leva um suposto recado do diretor ao contraventor: 'Falei que você tava comprando. Ele tá querendo entrar com você na compra da área'. Cachoeira propõe parcerias na construção de imóveis do Programa Minha Casa, Minha vida: 'Fala lá com o Pacheco, vê se ele tem interesse'.
O contraventor também demonstra intimidade ao falar do número dois da Delta. Em conversa com Abreu no dia 1.º de junho de 2011, Cachoeira manda: 'Amanhã, você dá uma cacetada no Pacheco porque não entrou nada viu? Tudo atrasado, tudo atrasado'. No dia seguinte, Cachoeira pede a Abreu que mande um avião a Brasília para levar Demóstenes ao encontro de Pacheco em Goiânia.

by  O Estado de S. Paulo.

Em Alta

Leite posa de bom mocinho, mas cai a máscara

Parabéns governador, que agora quer aparecer como o herói, cobrando ações do governo federal até mesmo se for preciso brigar. Brigar com que...

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