Com melhora de Dilma, ações da Petrobras despencam na Bolsa

Mercado de capitais

Mesmo movimento de baixa é visto em outros papéis ligados ao governo, como os do Banco do Brasil e da Eletrobras

O "Kit eleições" é formado por empresas estatais
O "Kit eleições" é formado por empresas estatais (Reinaldo Canato/VEJA)
As ações do chamado "kit eleições", jargão usado pelo mercado financeiro para se referir às empresas estatais, fecharam com forte desvalorização na BM&FBovespa nesta quinta-feira, pressionadas por especulações eleitorais, em especial a melhora do desempenho da presidente Dilma nas pesquisas Ibope e Datafolha. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras caíram 4,74%, enquanto os papéis do Banco do Brasil recuaram 5,34%. Já as ações ordinárias da Eletrobras, estatal do setor elétrico, caíram 4,35%. Com isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,68%, para 60.800 pontos.
Assim como em outros pregões nos últimos meses, os movimentos na bolsa brasileira estão muito ligados ao cenário eleitoral. O avanço da presidente Dilma Rousseff na última pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada na quarta-feira, foi interpretado pelo mercado como uma possível continuidade da atual política econômica. O levantamento mostrou que Dilma oscilou um ponto para cima, para 35%, mas mantendo o empate técnico com a candidata do PSB, Marina Silva, cuja estimativa aponta para 34% das intenções de voto. Marina, contudo, venceria Dilma em um eventual segundo turno, com uma diferença de 7 pontos percentuais, contra 10 pontos percentuais no levantamento anterior, realizado no fim de agosto.
Não é novidade que o mercado financeiro está reagindo positivamente a uma mudança no governo federal. Nos últimos dois meses, quando começou a ficar clara a perspectiva de que a presidente Dilma não venceria em primeiro turno, o Ibovespa subiu mais de 7%. Desde março, período em que os investidores começaram a movimentar a bolsa devido ao cenário eleitoral, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras subiram 56% e as ordinárias (ON, com direito a voto)  tiveram alta de 51%. Contudo, todas as ações do "kit eleições" acumulam valorizações de dois dígitos nesses cinco meses. 
Em agosto, a Bovespa teve o melhor desempenho para o mês desde 2003, ao registrar valorização de 9,78%. Os papéis do chamado "kit eleições", composto por empresas estatais, tiveram uma contribuição importante para o avanço acumulado do mês. As ações preferenciais da Petrobras encerraram agosto com avanço acumulado de 22,25%, enquanto as ordinárias subiram 23,07%. O Banco do Brasil subiu 26,55%, enquanto a Eletrobras PN avançou 13,41% e ON ganhou 30,4%. O peso total dos papéis dessas estatais no índice é de 15%. 
Câmbio — Também impulsionado pela cena eleitoral, o dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira. A moeda norte-americana subiu 0,32%, a 2,2434 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares.
VEJA
Pesquisa Datafolha 3/9/2014

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