Baixos salários fazem o Exército perder oficiais — inclusive majores e capitães

Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras: centro de excelência forma oficiais e, depois, muitos deles se sentem compelidos a deixar o Exército por questões salariais (Foto: Agência Brasil)
Até o final de julho, nada menos do que 101 oficiais de carreira pediram demissão do Exército Brasileiro, entre eles 26 formados na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), reconhecido centro de excelência.
Não há levantamentos disponíveis sobre esse total, mas estima-se que na esmagadora maioria dos casos a desistência da carreira militar — outrora caminho seguro para uma vida sem grandes atribulações econômicas — se deve aos baixos salários pagos às Forças Armadas.
A média de saída do Exército é neste ano de 14,4 oficiais por mês, sendo 3,7 provenientes das Agulhas Negras.
Entre os que deram baixa definitiva, há dois majores, 12 capitães e 11 tenentes.
Segundo informa o blog Montedo.com, um dos muitos dedicados a informações sobre as Forças Armadas e os militares, “nesse ritmo, teremos 173 oficiais fora do Exército Brasileiro até o final do ano, sendo 44 [provenientes] da AMAN”.
Os dados do blog Montedo foram colhidos nos Boletins do Exército, emitidos pela Secretaria Geral, órgão responsável por dar divulgação aos atos administrativos. O levantamento foi realizado por um capitão.
No momento, não tenho informações concretas a respeito, mas o panorama, proporcionalmente ao tamanho das duas Forças, deve estar ocorrendo também na Força Aérea (que tradicionalmente perde pilotos treinados para a aviação comercial) e na Marinha.
by Ricardo Setti

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