sexta-feira, 1 de junho de 2018

Saída de Pedro Parente chega a suspender negociação das ações da Petrobras


TURBULÊNCIA
GIANE GUERRA
ZH - Porto Alegre

Pedro Parente pediu demissão da presidência da empresa

Pedro Parente implementou a política de preços na Petrobras José Cruz / Agência Brasil


Chegaram a ser suspensas as negociações das ações da Petrobras na B3, a bolsa de valores de São Paulo logo após a turbulência gerada pelo pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da estatal. A medida é tomada para evitar forte volatilidade nos preços. Apesar disso, o Ibovespa passou de alta para queda após a notícia.

- Bolsa suspende para que investidores não operem sem informação adequada - explica o sócio da gestora de fundos Quantitas Wagner Salaverry.

A negociação das ações foi retomada perto das 12h. Ainda assim, os papéis da Petrobras operavam com queda de cerca de 14% e aceleraram o tombo no início da tarde para uma desvalorizaçã de 20%.

Desde o início da greve dos caminhoneiros, a estatal tem registrado forte desvalorização nas ações, após altas que vinham ocorrendo. Tanto que acabou de zerar os ganhos nas preferenciais (PN), diz Salaverry. Voltou ao mesmo preço do início de 2018. Nas ordinárias (ON), ainda acumula alta de 12% no ano.

Diretor de operações da Mirae, Pablo Spyer avisa que as ADRs da Petrobras despencam nos Estados Unidos. Por volta de 11h40, a queda era de 9%. São os papéis da estatal negociados no mercado financeiro norte-americano.

Syper avisa também que o dólar disparou, renovando a máxima em R$ 3,7649. O mesmo ocorreu com o risco-país, que subia 3,6% no fim da manhã, negociado a 234 pontos. O indicador é muito observado por investidores estrangeiros. 

              Risco país disparou
              Reprodução Mirae


A permanência de Pedro Parente na presidência da Petrobras já era questionada desde o início da greve dos caminhoneiros. O executivo que implementou a política de preços de combustíveis, com ajustes praticamente diários nos valores nas refinarias. O mecanismo foi muito criticado durante os protestos.

No entanto, a política de preços agrada ao mercado financeiro. Além da insegurança sobre o comando da empresa, é o que provoca a queda nas ações da Petrobras. Lembrando que é uma das maiores companhias do país.

LEIA MAIS

Postos de Porto Alegre terão 48 horas para apresentar notas fiscais do diesel



Parente chegou a ceder quando foi anunciada a redução temporária de 10% nos preços do diesel. Disse que a Petrobras não era uma ilha e o corte no preço foi importante para o início das negociações do Governo Federal com os caminhoneiros. No entanto, quem conhecia o executivo sabia que não concordaria com mais interferências.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Petrobras eleva preço da gasolina nas refinarias após 5 quedas seguidas


Preço do litro subirá 0,74% a partir desta quinta-feira

(31), passando de R$ 1,9526 para R$ 1,9671.


Por Darlan Alvarenga, G1

Após 5 cortes seguidos, a Petrobras anunciou nesta quarta-feira (30) uma elevação no preço da gasolina nas refinarias. O preço do litro da gasolina subirá 0,74% a partir desta quinta-feira (31), passando de R$ 1,9526 para R$ 1,9671.
O último reajuste tinha sido anunciado na segunda-feira, quando houve redução de 2,84% no preço da gasolina. Em maio, já foram anunciadas 13 altas e 6 quedas no preço da gasolina.
Já o preço do diesel segue congelado em R$ 2,1016. Na quarta-feira da semana passada, a estatal reduziu em 10% o valor do combustível, comprometendo-se a manter o valor por 15 dias.
O repasse do corte para o valor pago pelos consumidores nas bombas depende dos donos dos postos. Os últimos cortes anunciados pela Petrobras não foram sentidos pelos consumidores, uma vez que o abastecimento no país ainda não foi normalizado e a distribuição continua sendo afetada pelos protestos dos caminhoneiros.
Evolução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias (Foto: Reprodução/Petrobras)
A Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços em 3 de julho do ano passado. Segundo a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Desde o início do formato, o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula alta de 49,71% e o do diesel, valorização de 55,09%, segundoo Valor Online.

Preços do diesel congelados nas refinarias

A Petrobras anunciou na semana passada que o preço do diesel comercializado em suas refinarias ficará inalterada por 15 dias, até 7 de junho. Após essa data, será aplicado o novo programa anunciado pelo governo, que prevê redução de R$ 0,46 no preço do litro por 60 dias e reajustes mensais após esse prazo.
Levantamento divulgado na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço médio do diesel e da gasolina continuaram a subir nas bombas, mesmo com as redução de preços nas refinarias.
O avanço do preço do diesel nos postos foi de 5,3%, passando de R$ 3,595 por litro para R$ R$ 3,788 na semana encerrada no dia 25. Já em relação ao preço médio da gasolina houve aumento de 3,52%, com o valor passando de R$ 4,284 por litro para R$ 4,435 em média. Foi o maior aumento semanal dos preços da gasolina desde julho de 2017, quando o governo anunciou o aumento dos impostos sobre os combustíveis.

Política de preços da Petrobras sob pressão

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (29), durante entrevista à emissora oficial TV Brasil, que pode reexaminar a política de preços da Petrobras. Na entrevista, Temer primeiro afirma não querer alterar a política da estatal. Em seguida, se refere à possibilidade de reexaminá-la.
O Palácio do Planalto divulgou nota nesta quarta-feira (30), entretanto, na qual afirmou que o governo vai “preservar” a política de preços da Petrobras.
A política de preços da Petrobras é um dos pontos criticados pela greve dos caminhoneiros e dos petroleiros. Desde julho do ano passado, a estatal promove os reajustes com base na variação do dólar e dos preços do petróleo no mercado internacional, e os preços para os consumidores dispararam bem acima da inflação.
As ações da Petrobras desabaram nos últimos dias e a companhia perdeu o posto de maior companhia da Bolsa em valor de mercado. A decisão de congelar o preço do diesel foi analisada pelos especialistas como um sinal de que a petroleira cedeu a pressões políticas e perdeu credibilidade.
Em oito pregões, desde o início da greve, a empresa chegou a perder R$ 126 bilhões. Nesta terça-feira, entretanto, as ações da petroleira fecharam em alta de 12%, recuperando parte das perdas dos últimos dias.
Por volta das 13h20, as ações preferenciais da Petrobras subiam 1,81%, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,8%.

Tendinite é a inflamação do tendão e gera dor em diferentes partes do corpo

A condição acontece geralmente devido a esforços repetitivos
 e prolongados, excesso de força ou posição viciosa

Foto: Getty Images
FOTO: GETTY IMAGES
Embora o nome seja comum, bastante gente ainda tem dúvida sobre o que é a tendinite. O problema, que pode acometer pessoas de todas as idades, é resumido como a inflamação de um ou mais tendões. Pode ocorrer em qualquer tendão do corpo, mas envolve com mais frequência os tendões dos ombros, cotovelos, mãos e punhos, tornozelos e pés.
José Ribamar Moreno, reumatologista, especialista em dor, mestre em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador responsável do Centro de Tratamento Intensivo da Dor (CTIDor), explica que a tendinite é uma doença caracterizada pela inflamação dos tendões, que são as estruturas que transmitem a tração muscular ao osso e permitem o movimento. “Podem ser pequenos, como nas mãos, ou grandes, como o tendão do calcanhar”, diz.
As causas da tendinite, de acordo com o especialista, quase sempre são mecânicas, por conta de esforços repetitivos e prolongados, excesso de força ou posição viciosa. “Podem ser também químicas, quando relacionadas à desidratação de tendões e músculos, além de alimentação inadequada, que pode provocar o acúmulo de toxinas no organismo”, diz.
Moreno destaca que os tendões dos membros inferiores próximos das articulações do tornozelo e joelho, como tendão de Aquiles e patelar, são os mais acometidos.
A tendinite muitas vezes está relacionada à profissão ou atividade do paciente, quando, por exemplo, ele faz movimentos repetitivos para desempenhar a sua função.
“Profissões ou atividades com muita carga ou impacto podem associar-se aos principais fatores desencadeantes que são o trauma ou trauma repetido do tendão”, destaca Moreno.
Exemplos de profissionais que podem ser afetados pela tendinite são: telefonistas, pianistas, bailarinos, atletas (tenistas, jogadores de futebol, voleibol e handebol), digitadores etc.

Sintomas que você não deve ignorar

Foto: Getty Images
FOTO: GETTY IMAGES
Mas, afinal, quais são os sinais que realmente estão associados à tendinite?
Abaixo, Moreno fala sobre os principais sintomas da tendinite nas diferentes partes do corpo:
Tendinite nos ombros (Tendinite do Bíceps)
  • Dor ao movimentar o braço ou os ombros, principalmente em movimentos acima do ombro.
  • Dor na palpação (toque) da região.
Tendinite no cotovelo (Tendinite de Tríceps)
  • Dor ao dobrar e/ou esticar o braço.
  • Rigidez no músculo e tendão da região do cotovelo.
  • Inchaço próximo ao cotovelo.
Tendinite nos joelhos
  • Dor e sensibilidade ao redor do tendão patelar e atrás dele.
  • Dor ao andar ou praticar atividade física.
  • Dor ao subir e descer escadas.
  • Dor ao dobrar ou esticar a perna.
  • Inchaço na região do joelho.
Tendinite no quadril
  • Dor no quadril, que pode irradiar para perna.
  • Dificuldade de movimentar a perna, caminhar, sentar ou deitar sobre o lado afetado.
  • Câimbras frequentes, principalmente após um tempo de repouso.
Tendinite nos pulsos e mãos
  • Dor local.
  • Edema.
  • Limitação dos movimentos das mãos.
Tendinite nos tornozelos e pés.
  • Edema e rigidez no tendão.
  • Dor intensa após o exercício.
  • Dor ao levantar os dedos do pé e/ou alongar.
  • Limitação da movimentação do tornozelo.

Causas da tendinite e fatores de risco

Vale destacar que o tendão não é elástico como o músculo, e nem tão forte quanto o osso. Dessa forma, em casos de sobrecarga, é a estrutura que costuma sofrer mais.
Moreno reforça que as causas da tendinite quase sempre são mecânicas: por conta de esforços repetitivos e prolongados, excesso de força ou posição viciosa. Mas podem ainda estar associadas à desidratação de tendões e músculos, e também à alimentação inadequada (que pode provocar o acúmulo de toxinas no organismo).
Existem alguns fatores de risco importantes. Moreno explica que são múltiplos os fatores que se associam e, em certo momento, apresentam os sintomas da tendinite. Os principais deles são:
  • Problemas posturais;
  • Movimentos repetitivos e prolongados;
  • Excesso de força;
  • Deformidades como encurtamento de um dos membros;
  • Deformidade do pé;
  • O uso de calçados inadequados;
  • Causas anatômicas locais;
  • Causas gerais, como sobrepeso ou obesidade, sedentarismo e baixo condicionamento aeróbico.
Tudo isso, de acordo com o especialista, pode provocar o quadro de lesão e inflamação do tendão, conhecido como tendinite.

Como a tendinite é diagnosticada?

Foto: Getty Images
FOTO: GETTY IMAGES
Moreno explica que o diagnóstico é feito com base no exame físico e relato do paciente. “O especialista irá procurar indícios de sensibilidade e dor nos locais indicados pelo paciente e fazer testes específicos para cada tendão. Exames de imagem podem ser solicitados para avaliar o grau da inflamação e confirma exame físico”, diz o reumatologista.
“Depois de atividades aeróbicas, os alongamentos são um tipo de preparo para se saber se cada parte do corpo está cumprindo o ângulo completo necessário para a prática do movimento naquele esporte e se está tudo bem, se não há limitação, dor ou alguma coisa que impeça a realização do movimento. Por exemplo, o ombro deve fazer uma movimentação de 180 graus”, acrescenta o especialista.
É importante procurar o médico quando notar os sinais associados à tendinite, especialmente quando eles persistirem. Na consulta, é necessário descrever todos os sintomas e aproveitar para tirar as dúvidas sobre o problema (por exemplo, perguntar se você pode ou não continuar fazendo determinada atividade etc.).

Quais são as opções de tratamento?

Foto: Getty Images
FOTO: GETTY IMAGES
Moreno destaca que o tratamento deve ser feito imediatamente com gelo no local por 40 minutos de 3 a 6 vezes por dia, analgésicos e anti-inflamatórios por 5 dias. “Existem também as terapias físicas analgésicas, como a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS, na sigla em inglês)”, diz.
”É importante buscar uma fisioterapia monitorada para estabilização da articulação, dos tendões e músculos envolvidos na função e no movimento do membro afetado. Em casos graves com roturas (rupturas), dor incapacitante e déficit de função, o tratamento só deve ser realizado por um especialista”, ressalta Moreno.
Vale destacar que medicamentos só devem ser tomados se prescritos pelo médico. “A automedicação pode mascarar sintomas, por isso é importante ter um tratamento adequado e bem orientado desde o começo, principalmente em atletas profissionais”, diz o especialista.
“A tendinite pode levar à dor na região do corpo, além de incapacitação, perda de massa muscular, perda de massa óssea, dor crônica e, algumas vezes, incapacitação permanente, nos casos mais graves”, alerta Moreno.

Tratamentos alternativos

Moreno ressalta que as terapias físicas, como colocar bolsa de gelo envolta em toalha fina úmida 3 vezes por dia, por 40 minutos, por 2 semanas, são fundamentais.
“O calor por ultrassom ou ondas curtas, manipulação fisioterápica, exercícios terapêuticos assimétricos, acupuntura e eletroestimulação transcutânea também são importantes no tratamento das tendinites”, acrescenta o especialista.

Como prevenir a tendinite?

Foto: Getty Images
FOTO: GETTY IMAGES
1. Procurar ajuda médica. “A melhor maneira de se evitar a tendinite é, após se sentir a dor ou qualquer sintoma que lembre uma lesão muscular ou de tendão, procurar um especialista e iniciar um tratamento bem prescrito que envolva redução da dor e dos sintomas e reabilitação intensiva e acelerada. Médicos especialistas na área de dor e ortopedistas são os mais indicados”, explica Moreno.
2. Reduzir a carga nos esportes e manter alto condicionamento. “Para quem pratica esportes, a melhor forma de prevenção é tentar reduzir a carga sobre os tendões dos membros inferiores e manter alto condicionamento aeróbico, visto que os tendões não têm vasos sanguíneos e precisam de muito oxigênio para funcionar bem e se regenerarem rápido. Um dos fatores fundamentais para se manter o alto fluxo sanguíneo e, com isso, a boa oxigenação dos tendões, é hidratação ou até hiper-hidratação nos casos de esportes mais extenuantes”, orienta o especialista.
3. Alongar-se. Fazer alongamentos antes e depois dos exercícios físicos também é recomendado.
4. Evitar movimentos repetitivos, prolongados, excesso de força ou posição viciosa.“É necessário retirar todos os fatores locais que podem propiciar o surgimento de lesões e evitar acidentes e traumas diretos”, destaca Moreno. Um hábito importante que pode ser adotado, por exemplo, é fazer mais pausas durante o trabalho.
Por fim, vale lembrar que somente um médico poderá dizer qual é o tipo de tratamento mais indicado para o seu caso, se será ou não necessária a utilização de medicamento. O importante é seguir sempre à risca as orientações do profissional e nunca se automedicar (o que poderia mascarar os sintomas da tendinite).

PF deflagra Operação Registro Espúrio e mira Paulinho da Força, Jovair, Wilson e Jefferson

Os três deputados e o presidente nacional do PTB, delator do Mensalão, são investigados por suposta ligação com organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro em esquema no Ministério do Trabalho 


Fabio Serapião e Breno Pires/BRASÍLIA, Julia Affonso e Fausto Macedo
30 Maio 2018 | 07h27


Paulinho da Força, Jovair Arantes, Wilson Filho e Roberto Jefferson. Fotos: Estadão e Gustavo Lima/Câmara dos Deputados


A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 30, a fase ostensiva da Operação Registro Espúrio, investigação sobre suposto esquema de concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Três deputados federais estão sob investigação: Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB). Os gabinetes dos parlamentares na Câmara são alvo de buscas da PF.

O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e famoso por sua delação no processo do Mensalão, também é investigado.

A PF informou que cerca de 320 policiais federais estão cumprindo 64 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva e 15 de prisão temporária, além de outras medidas cautelares.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo, e estão sendo cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.
As medidas cautelares diversas da prisão solicitadas pela Procuradoria-Geral da República são a proibição de ir ao Ministério do Trabalho e de contatar outros investigados da Operação Registro Espúrio. Elas só serão aplicadas a dois dos três parlamentares — PGR e a PF não informaram quais deputados sofreram essas restrições.

“Após cerca de um ano, as investigações revelaram um amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”, informa nota da PF.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

COM A PALAVRA, O PTB

A Direção Nacional do PTB afirma que jamais participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho e declara que, se for comprovado na Justiça o envolvimento de petebistas no referido esquema investigado pela Polícia Federal, os culpados, se houver, devem assumir suas responsabilidades perante a sociedade.

O PTB reitera apoio ao trabalho da Polícia Federal – ontem, hoje e sempre -, em especial neste grave momento da vida nacional.

Brasília, 30 de maio de 2018

*Roberto Jefferson*
*Presidente Nacional do PTB*

COM A PALAVRA, A FORÇA SINDICAL

A Força Sindical vem a público esclarecer que a operação da Polícia Federal nas dependências da central objetiva a busca e apreensão de documentos, o que a Força Sindical disponibilizou, sem qualquer restrição, e o que mais se fizer necessário para o cumprimento da ordem legal.

A Força Sindical, que representa dois mil sindicatos em todo o Brasil e 13 milhões de trabalhadores, sempre esteve à frente da luta nas grandes conquistas trabalhistas, e está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos.

Vale lembrar que ontem a Organização Internacional do Trabalho – OIT acatou a denúncia, assinada pelas seis maiores centrais sindicais, que acusa o Brasil de promover uma reforma trabalhista que penaliza os trabalhadores e viola direitos, além de perseguir os sindicatos como forma de desmontar o movimento sindical.

Não vamos permitir que criminalizem o movimento sindical como forma de enfraquecer a luta dos trabalhadores.

Ressaltamos, ainda, que continuamos a apoiar as legítimas greves dos caminhoneiros e petroleiros.

João Carlos Gonçalves, Juruna
Secretário-geral da Força Sindical


COM A PALAVRA, PAULINHO DA FORÇA


O Deputado Paulo Pereira da Silva é o maior defensor da pauta trabalhista no Congresso Nacional. Já foi investigado em diversas oportunidades e sempre conseguiu provar que as denúncias foram fruto de pessoas incomodadas com sua atuação contundente na defesa incansável do trabalhador brasileiro. A citação do Deputado na Operação Registro Espúrio deflagrada hoje pela Polícia Federal não possui nenhum fundamento senão criminalizar o movimento sindical como um todo. O Deputado desconhece em absoluto os fatos investigados e esclarece que o Partido Solidariedade não é o responsável pelas indicações no Ministério do Trabalho. O Deputado continua a disposição das autoridades e confia plenamente no trabalho da justiça para o completo esclarecimento dos fatos. 

Governo agora pede multa de R$ 339 milhões a transportadoras

Petição da AGU eleva para R$ 272,3 mi o valor cobrado de 96 empresas que já haviam sido punidas por bloqueios e pede R$ 67,2 mi de outras 9 companhias

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição adicional, nesta quarta-feira, 30, cobrando R$ 67,2 milhões em multas de outras nove transportadoras que descumpriram decisão liminar da Corte e não desobstruíram rodovias afetadas pela paralisação dos caminhoneiros.
PUBLICIDADE

Segundo a AGU, “o valor cobrado das 96 empresas que já constavam na primeira relação de companhias que desobedeceram a determinação do Supremo subiu de R$ 141,4 milhões para R$ 272,3 milhões, uma vez que veículos de muitas delas continuaram impedindo o livre tráfego nas rodovias”.
“No total, portanto, o montante de multas aplicadas e cobradas na Justiça já chega a R$ 339 milhões”, afirma a AGU, por meio de nota.
Nesta quarta-feira, 30, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que 96 empresas transportadores paguem em até 15 dias multas somadas em R$ 141,4 milhões por terem desrespeitado sua decisão da última sexta-feira, em relação a greve dos caminhoneiros.
Ao atender pedido da União na semana passada, o ministro determinou multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem na interdição de vias.
O novo pedido da AGU pede para que a multa seja ampliada.

Agora, os escombros

Jornal do Brasil

Tereza Cruvinel

Depois de quebrar a espinha do governo, que se rendeu em pânico no domingo à noite, atendendo a todos os pleitos, a greve caminhoneira persistia ontem, por vários motivos. Entre eles, a existência de focos seduzidos por agentes da extrema-direita com a pregação de que a resistência derrubará Temer e trará o golpe militar. Isso é real, sobram evidências. Outro motivo, a percepção de que o acordo negociado, apesar do custo altíssimo, é uma meia-sola, pois o problema voltará. Vai estourar no colo do próximo governo mas os candidatos a presidente se esconderam, fugiram do assunto. Mau sinal.
A normalização da vida será lenta num país que esteve à beira do infarto, com as artérias vitais bloqueadas. Se o governo não tivesse errado tanto, a greve justa poderia ter sido mais curta, com menor custo e a restauração mais rápida. Houve a indiferença inicial aos pedidos de negociação, nos dias 14 e 16, depois a precipitação na quinta-feira, 24, quando o Planalto fechou um acordo sem garantias, com parte das entidades. Na sexta-feira Temer falou grosso, mandando tropas às estradas, e no domingo falou fino, entregando os pontos.
Agora vêm os problemas para tirar do papel o acordo que não passa de uma pinguela. Num movimento disperso e sem comando unificado, caminhoneiros renitentes diziam ontem que o desconto de R$ 0,46 no preço do diesel era pouco mas a maioria quer ver logo é o resultado na bomba. Não será fácil para o governo garantir que os donos de postos observem a diferença trazida pela não cobrança da CIDE e do PIS-Cofins. A Petrobras poderia ajudar, sem que isso significasse ingerência. Sob Dilma, e depois sob Temer, os bancos privados continuaram cobrando juros altíssimos apesar da queda na taxa Selic. Baixando seus juros, os bancos públicos (CEF e Banco do Brasil) ajudaram a puxar para baixo as taxas dos outros. A BR Distribuidora, em sua rede de postos, poderia seguir o exemplo. Os distribuidores privados terão que também honrar o acordo ou perderão clientes. 
O Senado entrou pela noite votando matérias que trancam a pauta para chegar logo às MPs do acordo mas haverá uma batalha. A oposição proporá a busca de outras fontes de recursos para bancar o subsídio do diesel, como antecipa o senador Lindbergh Farias, do PT. “PIS-Cofins são contribuições que financiam a seguridade social. Então, em vez de tirar dos mais pobres, proporemos elevar de 20% para 25% a contribuição sobre o lucro dos bancos. E ainda suspender, até o final deste ano, a isenção fiscal dada às petroleiras, e só isso garantirá uma receita de quase R$ 8 bilhões”. Como a base do governo, de esgarçada passou a rota nesta crise, haverá peleja. Qualquer sinal de rompimento do acordo pode virar faísca. 
A votação da MP que proíbe a cobrança de pedágio de caminhões vazios será problemática mas este problema será empurrado. As concessionárias privadas de rodovias estaduais ou federais vão exigir mudanças em seus contratos, que não previam esta perda de receita. Muito provavelmente, vão pedir aumento no preço dos pedágios. Pagaremos todos.
O acordo é meia-sola porque apenas ganha tempo. Depois do congelamento do preço do diesel por 60 dias, com desconto de R$ 0,46, os aumentos serão mensais até o final do governo, o que custará o rombo de R$ 10 bilhões. Mas para depois, não há solução. Uma ação popular foi apresentada ao MPF ontem por várias entidades pedindo a suspensão do leilão do pré-sal marcado para o dia 7 de junho e mudança na política de preços da Petrobras. O fogo contra Pedro Parente continua alto, agora com nova denúncia envolvendo um sócio. A Comissão Geral que o Congresso fará hoje, com a participação dele e do ministro Moreira Franco, será termômetro da nova temperatura política.
Sobre tudo isso, sobre o que farão se eleitos nesta área, e mesmo sobre a conspiração golpista, que parece muito amadora, não vimos os presidenciáveis se pronunciar.





































DST pouco conhecida preocupa especialistas

A 'Mycoplasma genitalium' (MG), bactéria causadora de doença sexualmente transmissível, já tem mostrado resistência aos antibióti...