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Mostrando postagens de Outubro 9, 2016

O SUL NÃO É O MEU PAÍS: BRASÍLIA SABE E ABUSA DISSO

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Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal Semana passada, enquanto os brasileiros escolhiam seus prefeitos e vereadores, ocorria, paralelamente, uma votação que já virou lugar-comum na região Sul: um plebiscito propondo a separação dos três estadosmeridionais do restante do país. Mais importante do que repercutir o resultado – 95,74% dos 616.917 votantes optaram pelo “sim” – é debater por que, volta e meia, alguém levanta essa possibilidade que contraria o texto constitucional. Seria preconceito com as demais regiões? Arrogância? Suicídio (especialmente tratando-se do Rio Grande do Sul e suas finanças combalidas por Tarso Genro)? Não creio. A resposta, a meu ver, passa pela excessivamente restrita autonomia de estados e municípios em relação à União Federal, seja no que tange à desarrazoada destinação da riqueza por eles criada, seja no tocante à limitada prerrogativa dos governos locais para instituir leis. O Brasil adota o princípio federativo, em decorrência do qual não …

Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI

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Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em …
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O que acontece no cérebro durante um déjà vu? Por que parece que já vivemos aquilo?Share on twitterShare on pinterest ESCRITO PORJAQUELINE RODRIGUES SIPHOTOGRAPHY/ISTOCK A expressão déjà vu vem de “já visto”, em francês. É a ligeira sensação ou impressão de que você está vivendo algo repetido, que já experimentou exatamente dessa forma, nesse lugar, ou com essas pessoas. Estudos nos EUA e na Europa indicam que até dois terços das pessoas tiveram déjà vu pelo menos uma vez na vida. Quem está sujeito? "Os resultados das pesquisas com pacientes que respondem questionários sobre seus déja vus, mostram que os mais jovens e viajados são os mais propensos a senti-los”, diz o psiquiatra Chris Moulin, da Universidade de Leeds, na Inglaterra. Primeiro, porque os mais novos têm uma vida menos rotineira. Costumam variar de cenário, o que os deixa mais propensos a viver déjà vu ao enfrentarem novas experiências ou o desconhecido, por exemplo. E o fato de os jovens viajarem e …