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Mostrando postagens de Novembro 9, 2014

Eu sei, mas não devia

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Marina Colasanti Menu da Autora
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E,…

Câmara aprova lei que permite exércitos estrangeiros atuarem no Brasil

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Por 24.04
A Venezuela prepara um plano com a assessoria de Cuba para criar um “exército guerrilheiro” que teria um milhão de militantes (Reprodução / Defesanet)
A Câmara dos Deputados aprovou ontem (23) Projeto de Lei Complementar 276/02, que autoriza o ministro da Defesa e os chefes das Forças Armadas a autorizar o trânsito e a permanência temporária de força estrangeiras no país. De autoria do Executivo, o projeto altera os casos previstos na legislação em que a competência para determinar o ingresso de forças estrangeiras é privativa da Presidência da República, independentemente de autorização do Congresso Nacional.

Pela projeto aprovado, o ministro da Defesa poderá autorizar o ingresso de forças armadas estrangeiras nos casos de missões de busca e salvamento; missões humanitárias; programas de treinamento ou aperfeiçoamento; transporte de pessoal, carga ou de apoio logístico.

O texto também autoriza o ministro da Defesa a permitir a entrada de forças em situações de “visita…

Arno Augustin: o malvado favorito de Dilma Rousseff

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Secretário do Tesouro deve permanecer no próximo governo da presidente com poder ainda maior: será a ponte entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda Ana Clara Costa   Arno Augustin, secretário do Tesouro (Rodrigo Pozzebom/ABr/VEJA) É sabido que Dilma Rousseff é severa com seus subordinados. Os que melhor se adaptam ao seu estilo de gestão são aqueles que ou se curvam às suas ideias, ou compartilham delas. O secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin faz ambas as coisas. Como na célebre animação Meu Malvado Favorito, toda vez que Dilma trama algo na economia, pode contar com Arno: ele é o seu 'minion' perfeito. Arno guarda as chaves do Tesouro Nacional desde 2007. No governo e, sobretudo, fora dele, as preces são para que sua temporada na administração federal termine este ano. Contudo, o caminho será inverso. O secretário deverá ganhar mais poder. Dilma o quer mais perto e, por isso, deve “promovê-lo” a assessor especial, com direito a sala no Palácio do Planalto…

Cigarro de maconha causa tumulto durante voo do RS para São Paulo

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"Senhores passageiros, pedimos a todos que permaneçam sentados após o pouso. Teremos um procedimento de segurança." A frase, ouvida na manhã de sexta-feira (7) pelo sistema de som do voo JJ 3297, da TAM, mal anunciava o cenário que estava por vir.

Eram 7h32 quando o avião, vindo de Porto Alegre, pousara em Guarulhos. Passaram cinco minutos. Dez. Vinte...

De repente, o comandante: "A Polícia Federal virá em poucos minutos. Um passageiro será detido por fato ocorrido com uma comissária."

Assédio? Abuso? Das últimas fileiras, perto de onde estava a reportagem da Folha, veio a resposta: uma comissária encontrara maconha no banheiro da aeronave e apontara um passageiro de 19 anos como o suposto "dono".

Foi o pontapé para que o movimento do "quero sair" virasse uma "minimarcha" da maconha à bordo.

"Toma uma atitude aí, tchê!", gritava um passageiro idoso, não sem um colega deixar de emendar, aos risos: "Mas é só um 'baseadinho!…

10 recados aos manifestantes anti-PT

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Milhares saíram pelas ruas de São Paulo no sábado, 1 de novembro, em protesto contra Dilma e o PT 1. Uma coisa é a denúncia (como a do acordo Venezuela/MST). Outra a investigação do caso. Outra a justificativa legal para uma ação militar. Outra a cobrança intelectual pela atenção dos militares. Outra a cobrança do povo nas ruas pela intervenção. A falta de senso das nuances e compreensão do jogo político faz com que uma minoria acredite que a mera denúncia já é motivo para exigir nas ruas a intervenção. Não é. É motivo para as pessoas exigirem nas ruas investigação, lançando ainda mais luz sobre a denúncia, o que automaticamente chama a atenção dos militares, que não precisam de “cartazinho” com o nome deles para saber o que devem fazer, se e quando a Constituição assim o permitir. Uma coisa de cada vez, portanto, ou os manifestantes serão inevitavelmente tachados de golpistas. Sei que alguns não se importam. Sei que não entendem que isto afasta a população do movimento, em vez de atr…