Superlua poderá ser vista neste domingo

Dessa vez, o evento será raro, pois a Lua estará ainda mais próxima da Terra (em 103 quilômetros)

Vanessa Daraya, de A Superlua, um fenômeno em que o satélite natural da Terra fica maior e mais brilhante do que o comum em uma Lua cheia, acontecerá no domingo (10).
Dessa vez, o evento será raro, pois a Lua estará ainda mais próxima da Terra (em 103 quilômetros).
O termo “Superlua” foi dado pelo astrônomo Richard Nole na década de 70.
O fenômeno acontece quando o nosso satélite natural chega ao seu ponto mais próximo da Terra.
Segundo o Prof. Gustavo Amaral Lanfranchi, coordenador do Mestrado em Astrofísica da Universidade Cruzeiro do Sul, o fenômeno acontece a cada 14 meses.
A Superlua é cientificamente chamada de “perigeu lunar” e acontece pois a órbita lunar tem o formato oval, e não de círculo.
O fenômeno oposto, quando a Lua fica mais afastada da Terra, é conhecido como apogeu.
As Luas cheias também variam de tamanho por causa da órbita oval.
O trajeto elíptico tem um lado (perigeu) cerca de 50 mil quilômetros mais perto da Terra do que o outro (apogeu).
Para um observador no planeta, o perigeu faz a Lua ficar 14% maior e 30% mais brilhante do que em um dia de lua cheia normal.
Segundo Lanfranchi, a Lua passa pelo perigeu e apogeu a cada órbita completa, ou seja, a cada 29 dias, aproximadamente.
Porém, quando a Lua atinge o perigeu durante a fase de Lua cheia, ela aparenta estar maior e mais brilhante do que o normal.
É isso que acontecerá no domingo. A Lua estará na fase cheia e passará pelo ponto mais próximo na sua órbita da Terra quase no mesmo horário (diferença de aproximadamente 30 minutos).
“Essa pequena diferença de tempo deve aumentar ainda mais o efeito da Superlua”, disse Lanfranchi a INFO.
Segundo Lanfranchi, a diferença no tamanho e no brilho da Lua pode ser mais bem observada no início da noite, quando a Lua ainda está perto do horizonte.
Esse fator facilita a comparação do tamanho da Lua ao tamanho de arvores, prédios, construções, entre outros. O efeito permanece durante toda a noite, mas perde a intensidade conforme a Lua se movimenta.
O ápice do perigeu lunar será às 17h43, quando a distância entre a Lua e a Terra será de 356.896 quilômetros. Porém, às 18h10, o satélite entrará na fase de Lua cheia. “Esses dois fatos que são raros: o perigeu junto com a entrada da lua cheia”, disse.
“Qualquer lugar alto onde se tenha uma boa vista do horizonte em direção ao leste (onde a Lua nasce) é um bom local para observação”, disse.
Lanfranchi afirma, ainda, que não há necessidade do horizonte estar livre, pois as árvores e as construções auxiliam na percepção do tamanho da Lua.
Apesar de a Lua passar pelo perigeu a cada 29 dias, a próxima vez que essa passagem irá coincidir com a Lua Cheia será somente em 28 de setembro de 2015, quando a diferença entre esses dois eventos será de 1 hora.
O fenômeno se repetirá também em 14 de novembro de 2016 (com diferença de 2 horas e meia).
“Mas uma aproximação com diferença de somente meia hora (como a do dia 10) ocorrerá novamente apenas em 25 de novembro de 2034”, disse.

A NASA divulga 8 imagens inéditas do espaço

As novas imagens foram obtidas pelo telescópio Chandra. As fotos foram capturadas entre os anos 2000 e 2010


A galáxia NGC 6946
NASA/CXC/MSSL/R.Soria et al, Optical: AURA/Gemini OBs
A NASA divulgou novas imagens inéditas obtidas pelo telescópio Chandra. As fotos foram capturadas entre os anos 2000 e 2010.


Esta é NGC 6946, uma galáxia de médio porte que está a cerca de 22 milhões de anos-luz da Terra. No século passado, ganhou o apelido de “Galáxia Fogos de Artifício" porque oito supernovas explodiram na região




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