Americano perde 45 kg comendo apenas vegetais à vontade


Benji Kurtz tinha testado todo tipo de dieta, sem sucesso. Inspirado por um documentário, passou a consumir vegetais e alimentos ricos em amido. Funcionou

REDAÇÃO ÉPOCA
29/07/2014 

Em maio de 2014, Benji Kurtz entrou em uma das pernas do maior jeans que já usou (Foto: Reprodução/Facebook)
Benji Kurtz sofria de obesidade severa. Com meros 1,65 metros de altura, o americano de 37 anos pesava 126 quilos. O sobrepeso trazia problemas à saúde e impunha dificuldades em tarefas cotidianas, simples para a maioria: em voos comerciais, o cinto de segurança não bastava, e Benji precisava pedir um extensor; comprar roupas era um problema: as lojas populares não vendiam nada para seu tamanho, suas roupas eram mais caras e vinham em poucas opções de cores e modelos.
Se Benji não emagrecia, não era por preguiça ou falta de tentativa. Durante anos, tentou dietas com baixo teor de carboidrato. Com elas, conseguia perder entre 13 e 18 Kg, logo recuperados.

A solução apareceu durante o Memorial Day de 2013. Na data, os americanos celebram a memória dos soldados mortos em guerras. Descansando em casa, Kurtz e a esposa assistiram a um documentário que falava sobre os princípios das dietas baseadas em vegetais. Forks overs Knives, o filme daquela tarde, defende a teoria de que humanos deveriam abandonar as carnes para viver melhor. O filme fez sucesso ao apresentar cientistas de renome cujas pesquisas reforçavam essa noção.  Isso bastou para Kurtz. Na ocasião, ele pesava 117 quilos. Decidiu dar uma chance à dieta.

Para colocar a nova dieta em prática, ele foi fundo na pesquisa. Assistiu conferências online, comprou livros e mais livros e passou a consumir os quatro grupos de alimentos recomendados pelo Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável, uma associação de médicos americana cujo objetivo, segundo diz, é promover a medicina preventiva – aquela que tenta evitar a ocorrência de doenças por meio da adoção de hábitos saudáveis. A associação recomenda uma dieta que privilegie o consumo de legumes, frutas, verduras e grãos integrais. Gradualmente, ele também reduziu o consumo de açúcares, sal e gorduras.

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Os resultados foram rápidos e Kurtz ganhou coragem para persistir na dieta. Seu peso baixou e também o colesterol regrediu, de 200 para 167. A pressão sanguínea baixou e até as taxas cobradas pelo plano de saúde caíram, acompanhando a melhora geral da saúde.

A dieta de Kurtz exigia atenção, mas não o fazia passar fome. Na verdade, ele podia comer tanto quanto quisesse, desde que consumisse os alimentos certos. Pela manhã, seu café consistia em vitamina de frutas batidas em leite de amêndoas. Para o almoço ou jantar, o prato favorito incluía vegetais cozidos no vapor, chili de lentilhas e batatas assadas, contou ele ao site da rede CNN.
 
Benji Kurtz em 2006 e em junho deste ano (Foto: Reprodução Facebook)

Depois de 1 ano e um mês seguindo essa nova alimentação, Kurtz perdeu 45 quilos, sem passar fome. O figurino mudou: as calças caíram mais de 30 números. Durante esse período, foi assessorado pelo médico John McDougall, um nutricionista californiano que passou os últimos 30 anos estudando as relações entre comida e doenças. Segundo ele, a chave da dieta está em entender que, ao longo de sua evolução, os humanos foram grandes consumidores de amido: aquele presente em batatas e raízes, por exemplo. Segundo o médico, ele funciona como um substituto mais saudável à carne.  A conclusão é controversa. Para Kurtz, a estratégia deu certo. Não quer dizer que funciona para todo mundo. Antes de se aventurar em novos tratamentos e fórmulas mágicas, melhor fazer como ele: buscar informação e o acompanhamento de um especialista. A quem se interessar, ele mantém um site especializado no assunto, em que narra sua experiência.

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