Processado por agressão, Aloysio Ferreira é candidato a vice de Aécio

30/6/2014 14:38
Por Redação - de São Paulo
O senador Aloysio Nunes é um dos principais líderes do PSDB nacional, cotado para ser vice na chapa do presidenciável Aécio Neves
O senador Aloysio Nunes é um dos principais líderes do PSDB nacional, cotado para ser vice na chapa do presidenciável Aécio Neves
O senador paulista tucano Aloysio Nunes Ferreira foi escolhido pelo candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, para ser seu companheiro de chapa como candidato a vice-presidente. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo próprio Aécio em entrevista coletiva após reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. A definição do mineiro Aécio por Aloysio Nunes ocorreu para garantir um peso maior para São Paulo, maior colégio eleitoral do país, na campanha do PSDB. Esta é a primeira vez que o presidenciável tucano não é paulista – caso de Mario Covas (1989), José Serra (2002 e 2010) e Geraldo Alckmin (2006) – ou não tem sua base política no Estado – como Fernando Henrique Cardoso (eleito em 1994 e reeleito em 1998).
Um dos nomes mais cotados para ser vice na chapa tucana há vários meses, o senador paulista acabou sendo escolhido depois de muitas dúvidas de Aécio entre ele e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, que era a favorita na semana passada. Ferreira, no entanto, ainda terá que responder a um processo por agressão, movido contra ele por Rodrigo Grassi, que assina Rodrigo Pilha em seu blog, e foi agredido verbalmente durante uma entrevista ao parlamentar, em um dos corredores do Senado. Grassi adiantou à reportagem do Correio do Brasil que está em contato com seus advogados, para prosseguir na ação penal contra Nunes, após ter seu celular “autoritariamente apreendido sem ser lacrado pela polícia”, no Parlamento.
Ex-membro do Partido Comunista Brasileiro, nos tempos da ilegalidade do PCB, Aloysio participou da Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira contra a ditatura militar, e acabou se exilando no exterior quando soube que haveria um pedido de prisão preventiva contra ele. Na França, graduou-se em Economia Política e fez mestrado em Ciência Política pela Universidade de Paris. De volta do Brasil, pelo PMDB foi deputado estadual e vice-governador de São Paulo, eleito na chapa de Luiz Antônio Fleury Filho. Cooptado pela direita e já filiado ao PSDB, foi deputado federal e ocupou dois ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso: Secretaria Geral da Presidência e Justiça. Em 2010 foi eleito senador.
Aécio é no momento o principal adversário da presidente Dilma Rousseff, do PT, que busca a reeleição, reprisando a polarização entre tucanos e petistas existente desde a eleição de 1994.
Sombra de Serra
O último passo para a decisão foi dado por Aécio na noite de domingo, quando ele consultou, pelo telefone, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A interlocutores, disse que “só depois de ouvi-los” bateria o martelo.
Desde a formalização de sua pré-candidatura, pessoas próximas a Aécio apresentaram à imprensa diversos nomes como possíveis candidatos a vice do mineiro. Já estiveram na lista o ex-senador e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, o ex-governador José Serra e até FHC, que se apressou em dizer que, aos 83 anos, não seria mais candidato.
A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) também foi cotada para a vaga, mas as negociações não prosperaram. Até domingo, ela não havia sido contatada por Aécio para tratar do assunto. Nos últimos dias, o presidenciável tucano deu pistas de que poderia trazer “uma surpresa”. A aliados, chegou a dizer que tinha um terceiro nome “em sua cabeça”, além de Aloysio e Ellen Gracie, e depois, em agenda no Nordeste, afirmou que sua vice poderia ser uma mulher.
No fim de domingo, no entanto, sinalizou ter feito a opção mais segura e com maior amparo dentro do PSDB e entre os partidos aliados.

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