sábado, 6 de abril de 2013

'Eles subiram e foram matando dezenas', lembra sobrevivente


Missionário Francis Lins tinha 25 anos e estava

 preso havia 5 quando ocorreu a tragédia

06 de abril de 2013 | 17h 59
Bruno Paes Manso, Danielle Villela, Diego Cardoso e Luciano Bottini
O missionário Francis Lins, de 45 anos, estava no Pavilhão 9 do Carandiru no dia 2 de outubro de 1992. Tinha 25 anos e estava, havia 5, preso por assalto a mão armada, homicídio qualificado e furto qualificado. Antes de ser preso, levou diversos tiros que lhe deixaram marcas no corpo. Depois de sobreviver ao massacre, passou a atuar em evangelização e a viajar pelas igrejas do interior para contar sua história. Chamava o Carandiru de “a casa do diabo velho”, um lugar muito difícil de sobreviver.
Como começou o massacre?Foi uma briga entre dois presos. O Braba e o Coelho. Um esfaqueou o outro. Aconteceu do nada, não foi premeditado.
E depois?Um deles foi para a enfermaria e o outro se apresentou na carceragem, numa cela de disciplina. Só que os amigos do ferido compraram a briga e tentaram invadir a carceragem. Os funcionários abandonaram o pavilhão achando que era uma rebelião. Aí começou o quebra-quebra. Os presos passaram a andar com facas e madeira, para se defender na briga.
Onde o senhor estava?No quinto pavimento, na cela dos crentes. Depois de dois anos na prisão, eu virei evangélico.
Quando chegou a Tropa de Choque, o que ocorreu?Eles deram rajada de metralhadora no portão, subiram e foram matando dezenas de vidas. Eles vieram cantando: “O Choque chegou. Vocês pediram e o Fleury mandou”. Os presos foram tirando a roupa, nus, para mostrar que não iriam enfrentar a polícia. Porque preso não enfrenta a Tropa de Choque. Como ele vai enfrentar se tem faca e a polícia metralhadora? Por meia hora eles mataram gente.
A PM agiu em legítima defesa?Não. Os presos jogaram as facas no pátio, ficaram nus e entraram para as celas, em sinal de rendimento.
Quando o senhor encontrou a PM?Eu estava na cela e eles me mandaram sair arrastando de barriga. Me deram chutes, eu vi corpos empilhados. Fiquei quatro horas no pátio interno, pelado e com a mão na cabeça.
O senhor teve de ajudar a carregar corpos?Não. Eu vi muitos presos sendo obrigados a carregar, mas não foi o meu caso. Quando a gente estava no pátio, eles mandavam presos subirem as escadas. A gente ouvia rajada de metralhadoras e os presos não desciam mais. Dois amigos meus do Carandiru estão enterrados aqui (no Cemitério de Guaianases, na zona leste, onde a entrevista foi concedida).
by Estadão

Drica Moraes e Mariana Lima se beijam em estreia de peça


Confira na galeria outros famosos que deram um selinho em colegas do mesmo sexo

iG Gente 

Drica Moraes e Mariana Lima. Foto: Divulgação
Depois de uma longa batalha contra um câncer, Drica Moraes retornou aos palcos com a peça “A Primeira Vista”, ao lado de Mariana Lima . Na estreia do espetáculo, nessa sexta-feira (5), em São Paulo, a dupla de atrizes protagonizou um selinho diante dos fotógrados.

Apesar de comum no meio artístico, a cena de beijo entre pessoas do mesmo sexo tem sido bastante frequente nas últimas semanas. Em protesto ao deputado e pastor evangélicoMarco Feliciano , presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias , outros famosos se manifestaram nas redes sociais.
by IG

Falta de estatísticas no Brasil mascara prejuízos com ataques de cães Pitbulls e rottweilers contabilizaram 84% dos casos de ataques registrados nos EUA



Especialistas divergem sobre a possibilidade de educação alterar o instinto perigoso do animalFoto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Carlos Ferreira

carlos.ferreira@zerohora.com.br
Se as causas do comportamento agressivo dos pitbulls e rottweilers dividem opiniões, não restam dúvidas quanto aos prejuízos por eles causados. Casos como o do menino de cinco anos morto em meados de fevereiro por uma cruza das duas raças, em Capão da Canoa, provam que o melhor amigo do homem pode virar um grande inimigo. Seria possível ter uma visão mais clara do problema – e melhores soluções, portanto – se existissem estatísticas. É o caso dos Estados Unidos, ainda que por fonte não oficial. Levantamento do site www.dogsbite.org relacionou 128 mortes no país por ataques de pitbulls, entre 2005 e 2011.

No ano passado, publica o site, morreram 31 pessoas vitimadas por cães. Pitbulls e rottweilers, juntos, contabilizaram 84% dos casos registrados. A conta dos mortos por pitbulls assusta: 68% tinham entre 32 e 76 anos de idade, com 32% abaixo de cinco anos.

Por aqui, a Secretaria Nacional de Segurança Pública não dispõe de dados sobre ataques de cães, assim como a Brigada Militar. Não há padronização nas ocorrências policiais. Uma mordida pode aparecer como lesão corporal ou até tentativa de homicídio.

Alguns hospitais, porém, apresentam dados. No Hospital de Pronto Socorro (HPS) da Capital, 2.192 pessoas receberam atendimento em 2011 para ferimentos causados por cachorros. Ninguém morreu. Em 2012, contabilizam-se 411 ocorrências no HPS entre 1º de janeiro a 1º de março deste ano, com uma morte – justamente a de Gustavo Luís Gomes de Souza, o menino atacado em Capão.

Na emergência do Cristo Redentor, também na Capital, janeiro e fevereiro registraram 116 vítimas de cães, ou 0,75% dos casos em um universo de 15.450 atendimentos. Não há mortes atribuídas a cães.

"Educação evita problemas", diz especialista

Para a veterinária e doutora em Psicologia Ceres Faraco, o cão deve ser educado para um bom comportamento. E desde cedo: o animal tem uma fase de socialização muito precoce, das oito às 13 semanas de idade.

É um ponto de vista também defendido pelo presidente da Associação Brasileira dos Adestradores de Cães (Abrasc), Edison Vieira. Para ele, a culpa pela agressividade deve ser atribuída à falta de conhecimento dos criadores.

– O pitbull que ataca não é tão agressivo assim. A pessoa é que estimula o cachorro à agressividade – pondera Vieira.

– Poucos são os animais que têm agressividade tão intensa por característica herdada. Houve problemas de socialização – aponta Ceres.

Ela sustenta o ponto de vista apoiado em estudos como o seguinte, feito no Japão. De um grupo de 31 cães, 10 tiveram contato com crianças quando tinham entre três e 12 semanas. Pouco alteraram comportamento e frequência cardíaca. Outros 11 cachorros, maiores de quatro meses, registraram aumento no ritmo de batimentos na mesma situação. Para 10 cães adultos, a convivência gerou inquietude.

Com 48 anos de experiência em adestramento, inclusive pela Polícia Militar de São Paulo, Vieira defende padrões de ensinamento. Assegura ser possível dominar um cão enquanto novo, mas reconhece dificuldades quando ele passa de um ano e meio de idade.

– Se a pessoa não quer que o cachorro morda os móveis de casa, não dê brinquedos de madeira. Se não quer que morda a cortina, não dê tecido. Se o cachorro atacar e o dono achar que é legal, estimula a agressividade – afirma.

Ceres concorda com outros exemplos, como permitir que o filhote pule nas pernas só porque é agradável. É preciso ensiná-lo o que será permitido e proibido no futuro. Mais: isso evitará dissabores e ajudará a manter o cão satisfeito.

A felicidade canina, acredite, conta muito na prevenção de ataques. Conforme Ceres, estudos comprovam aumento na agressividade em decorrência de punições ou maus-tratos. Patologias como disfunção do córtex pré-frontal, hidroencefalia, hipotireoidismo e dores também entram na conta de fatores agravantes. Ou seja: às vezes, o problema está em o dono se dar conta das agruras do cão.

– O fato de as pessoas não perceberem motivos não quer dizer que não existam – insiste Ceres.

Daí a importância do adestramento, diz Vieira. A média é de três a seis meses de trabalho. O custo varia conforme a região da cidade atendida – ele fala de São Paulo –, mas gira entre R$ 300 a R$ 700 por mês.

– A grande realidade é a falta de informação que as pessoas têm quando vão criar cachorro – reclama Vieira.

"Melhor não ter cachorro grande"

Afastar um cão feroz do convívio das pessoas pode ser mais eficaz do que tentar educá-lo. É o que defende Katherine Albro Houpt, professora emérita do curso de veterinária da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, considerado o melhor do país, e especialista em comportamento animal. Em entrevista a ZH, por telefone, ela respondeu de maneira simples quando perguntada sobre casos de cães de grande porte envolvidos com ataques.

– Então não tenha um cão grande.

Ela prosseguiu com o raciocínio:

– Há comunidades que proíbem cachorros com mais de 30 libras (13,6 quilos). E se você tem um cão grande, e ele mostrou ferocidade, há uma coisa simples a se fazer: não o deixe solto para que ele não morda ninguém.

Embora pitbulls e rottweilers liderem estatísticas sobre ataques, a professora americana não vê dados suficientes para determinar a mistura de raças como influência relevante no grau de agressividade do animal. Crê em uma tendência geral capaz de tornar os cães perigosos: falta de treinamento e cuidados.

O presidente do Kennel Club do Rio Grande do Sul, Victor Hugo Souza Leal, pensa um pouco diferente sobre a influência genética. Vende o peixe ao lembrar o histórico até o surgimento do American pitbull terrier, espécie de embaixador da ferocidade canina. Conta ele que, nos anos 30, americanos separaram os filhotes mais agressivos de uma mistura de terrier com buldogue para nova cruza. Escolheram a virulência como se fosse gene, e deram origem aos pitbulls:

– O problema do pitbull é a mordida de duas toneladas e a abertura de boca imensa. Às vezes, o pitbull é imprevisível.

Se fosse por Victor Hugo, os pitbulls não seriam criados. Jurado em exposições nacionais e internacionais e responsável por certificar animais, reforça a ausência de reconhecimento da raça por entidades. Culpa da agressividade. Para o presidente do Kennel, os donos devem refletir sobre o fim destinado ao cão: recreação, vigilância etc. Houpt concorda:

– Muita gente encoraja a agressividade porque tem o cão para proteção. Mas ele não irá diferenciar os criminosos dos seus amigos. Será agressivo no geral.

Ela atribui as mordidas a diversas circunstâncias. Fala em proteção à comida ou ao local de descanso, além de medo e marcação de território. E endurece ao não isentar os donos de responsabilidade.

– As pessoas costumam dar desculpas para os cachorros: eles não gostam de pessoas que usam chapéus pretos, que vêm do noroeste... Elas não deveriam fazer isso. Deveriam ter o cão sob controle, preso – salienta.

by ZH

Pit bull



Nome original American Pit Bull Terrier
Outros nomes Pitbull

Características

Altura De 13,60 a 27,21cm
Pelo curto
Cor Marrom escuro,branco e caramelo
Tamanho da ninhada De 3 a 7 filhotes

Classificação e padrões

Cão (Canis lupus familiaris)

Pit Bull é um termo genérico que se refere a um conjunto de raças de cães, incluindo (mas não se limitando) ao American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier, e os cruzamentos entre essas raças. Costuma-se usar o termo Pit Bull para designar a raça American Pit Bull Terrier, não confundindo com a raça English Bull Terrier . Onde todos os cães, que se enquadram nesse termo, são extremamente dóceis com humanos, retirando o paradigma de agressividade. Apenas podem ser intolerantes com outros cães, devido ao seu passado de Bull-bating. Segundo adestradores renomados, quem determina o comportamento do cão é a criação.
Na Inglaterra sua criação é autorizada apenas pela justiça. Nos Estados Unidos, baniram a criação em alguns estados com muitos outros empregando pesadas restrições na posse do animal. No Brasil, o estado do Rio de Janeiro proibiu a criação e a presença do animal na rua antes das 23 horas. E tramita no Congresso Nacional projeto que regulamenta o assunto em nível nacional. A cada fatalidade reportada na mídia, inflama o debate na sociedade por leis mais rígidas e punição aos donos.

Pit Bull e um bebê (1892).

A origem da raça remonta ao século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o esporte chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne). O cão atacava o touro, evitando coices e chifradas, agarrava o seu nariz ou orelha, e segurava-se até que o touro caísse. Os súditos e a realeza da época procuravam diversão, procurando distrairem-se da violência e das doenças de seu tempo comparecendo a esses espetáculos sangrentos. Contudo, a opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.


Uma vez que o bull baiting foi banido, os criadores que apreciavam a rudeza, coragem e tenacidade dos buldogues voltaram sua atenção para a criação de cães para a briga (ou rinha). Começaram com o bulldog, misturaram algum sangue de terrier, e produziram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull and Terriers, cães de pequeno porte e extrema força e dotados de maior agilidade que os bulldogues de elevada força física, um cão que cumpria todas as suas expectativas. Os Bull and Terriers foram criados para agredir outros cães, matar ratos (pragas comuns na época), mostrando bravura, alta tolerância à dor, vontade de lutar até o fim, e afeição ao seu criador. Com o tempo passaram a se diferenciar em raças, tais como o Staffordshire Bull Terrier, o Bull Terrier, o Irish Staffordshire Bull Terrier e o Pit Bull (que não tinha um padrão para estética, mas sim em termos de temperamento).

Posteriormente, esses cães migraram para os Estados Unidos como cães de quintal, guarda de fazendas, boiadeiros, cães de luta e caça pesada. Os cães do tipo físico "bull and terrier" ou "half and half" foram reconhecidos pelo UKC em 1898
As características essenciais do American Pit Bull Terrier (APBT), segundo o Padrão Oficial da Raça, são a resistência e auto-confiança. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pode ter o focinho reto ou curvo, predominando o primeiro.

Pelo fato de a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de o seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem para obediência os seus cães. São cães com um alto nível de energia, não devendo assim ficarem presos num espaço pequeno, muito menos em correntes.

A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto um muro alto é necessário para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável. A raça sai-se muito bem em eventos e exposições pelo seu alto grau de inteligência e pela sua vontade de trabalhar.

O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, a sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção ao centro da linha de balanço.

Quanto à trufa (focinho) dos cães, há três colorações: Red Nose (a mais popular), Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro) e os Blue Fawn (raro). Na pelagem todas as cores são aceitas. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita, no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados. Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.
A musculatura do Pit Bull deverá ser trabalhada com exercícios mas nunca com anabolizantes.



Um Pit Bull usando uma focinheira.

O American Pit Bull e seus parentes tinham uma reputação de cães leais e confiáveis durante as primeiras décadas do século passado. Nos últimos anos, contudo, essa imagem mudou. Seus membros têm sido considerados como extremamente violentos, sendo assim banidos em alguns países. A raça é uma das quatro mencionadas especificamente na Lei de Cães Perigosos de 1991, no Reino Unido. As outras três raças mencionadas são o Fila brasileiro, o Tosa japonês e o Dogo argentino.

Assim como há criminosos criando Pit Bulls para brigas e para amedrontar pedestres nas ruas, há também criadores sérios e éticos de APBT. Para piorar as coisas, os maus criadores muitas vezes deixam de treinar seus cães para não agredirem humanos, como os criadores do início do século passado faziam. Pelo contrário, treinam os cães para serem o mais violentos possíveis. O resultado é o preconceito indiscriminado, que faz autoridades banirem Pit Bulls das comunidades, e companhias de seguros cancelarem seguros se a casa tiver um Pit Bull.

Na verdade, o Pit Bull é um cão inteligente, e na grande maioria de seus exemplares são obedientes e doceis; são cães saudáveis que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Há até mesmo casos de cães que servem de guias para cegos e já são usados como cães de terapia em hospitais e clínicas para ajudarem crianças deficientes.

Assim como outros cães, Pit Bulls podem ser defensivos com relação ao seu território, mas, de modo geral, cães de luta não são territoriais. Como em todas as outras raças, alguns de seus membros mostram uma desconfiança com relação a outros animais, e uma propensão a atacar animais que se aventurem a cruzar seu caminho, no caso do Pit Bull, essa agressividade é tida como normal, visto ser um cão criado para rinhas. Como já dito, devem ser sociabilizados desde filhotes com todos os tipos de pessoas, desde crianças a idosos, pois como todo cão, podem estranhar uma criança se nunca tiverem visto uma.
Pit Bulls são bons animais de estimação, mas devem ser tratados com cuidado e respeito por quem decidir criá-los. Seu treino é essencial, e quando em público, sempre devem usar guia curta, focinheira, enforcador ou coleira resistente, sendo conduzidos por pessoas com força física suficiente para conter o animal no caso de euforia. Não são recomendados para quem nunca teve cães.

Segundo resultados da American Temperament Test Society (ATTS), instituição que estuda e avalia o temperamento e comportamento de milhares de cães de diversas raças, diante de situações variadas, pessoas diferentes, o seu equilíbrio, capacidade de avaliação e reação, instinto de proteção e agressividade, o American Pit Bull Terrier teve um dos maiores índices de aprovação, estando dentre os mais dóceis e menos propensos a atacarem uma pessoa, ficando inclusive a frente de Collies, Cockers, Pastores Alemães, Golden Retrievers, e Dálmatas.[1]


Staffordshire Bull Terrier de pelagem negra.

O Pit Bull é considerado por muitos o melhor cão de combate, capaz de vencer oponentes duas ou até três vezes maiores. Sobressai-se pela coragem, vigor, robustez, agilidade, incansável persistência, grande resistência física, tolerância à dor
Qualquer uma das raças, dentro do termo Pit Bull (American Bully, American Staffordshire Terrier, Staffordshire Terrier e American Pit Bull Terrier) tendo-se como uma das qualidades necessárias fundamentais, a completa falta de agressividade contra seres humanos.
São cães que se apresentam dóceis com as pessoas com as quais que têm contatos diários, todavia, são constantes os relatos mostrando Pit Bulls que chegam a atacar seus donos com violência. Há de se ressaltar que dos muitos donos que sofreram ataques, não tinham a menor possibilidade de possuir um exemplar desta raça, pois tais cães ficaram confinados de modo inadequado e mal alimentados. Quando próximos de pessoas com as quais não têm costume, em alguns casos podem ser perigosos. É bastante recomendável que por ocasião de passeios públicos estejam sempre com focinheiras que inviabilizam ataques a pessoas e outros animais. [2] Aliás, é recomendável de todos os cães quando em espaço público estejam na guia, nunca devendo os cães ficarem soltos, mesmo os de porte pequeno.

Saúde

Essa raça é atlética e precisa de exercício diário. Apesar do Staffordshire poder viver fora de casa em um clima moderado, ele pode ser afetado pelo frio, e mais importante, ele precisa de atenção humana. Cuidado com a pelagem é o mínimo. Expectativa de vida: 12 a 14 anos

BY Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Defesa irá ao STF para provar que não houve dinheiro público no mensalão


Advogados de sócio de Valério reuniram documentos para derrubar condenação 
por peculato; decisão favorável pode gerar ‘efeito cascata’ e beneficiar todos os envolvidos


A defesa do publicitário Ramon Hollerbach vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal um calhamaço de notas fiscais, planilhas e contratos com o objetivo de convencer os ministros de que os serviços contratados pela Visanet e pela Câmara Federal junto à DNA Propaganda e SMP&B foram usados efetivamente na prestação de serviços de publicidade.


Os advogados pretendem derrubar a versão aceita pelo STF de que houve desvio de dinheiro público no mensalão , um dos pilares da tese de que o esquema usava recursos do governo para comprar votos no Congresso.


Agência Estado


Ramon Hollerbach foi condenado a mais de 29 anos de prisão no julgamento do mensalão


Segundo o Supremo, o governo usou a Câmara e o Banco do Brasil (controlador da Visanet) para drenar milhões de reais em dinheiro público em direção às contas do empresário Marcos Valério de Souza, sócio da DNA e da SMP&B.


Leia mais: STF rejeita ampliar prazo para recurso do mensalão
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Hollerbach, sócio de Valério, foi condenado a 29 anos e sete meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão, formação de quadrilha e peculato. Se os advogados conseguirem convencer os ministros do STF de que não houve dinheiro público no esquema, cai a acusação por peculato.

Apenas cinco pessoas foram condenadas por peculato no julgamento do mensalão (Hollerbach, Valério, Henrique Pizzolato, João Paulo e Cristiano Paz). Advogados de outros condenados acreditam, porém, que se o crime de peculato cair pode haver uma espécie de efeito cascata que beneficiaria todos os envolvidos.

Segundo os defensores, se o Supremo aceitar que não houve dinheiro público no esquema, estarão criadas as condições para uma revisão criminal, mecanismo que é usado quando novos fatos surgem depois da sentença e pode levar até à anulação do julgamento.

O alvo principal da defesa é um trecho do voto do ministro Joaquim Barbosa pela condenação dos acusados por peculato. “Transferências feitas mediante antecipações, pelas quais o banco (do Brasil) repassou gratuitamente quase R$ 74 milhões para a conta da DNA propaganda, sem que a agência tivesse prestado qualquer serviço”, disse Barbosa.

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Segundo advogados, o entendimento de Barbosa norteou os votos dos demais ministros e é um dos pilares de todo o julgamento.

“O que nós queremos é mostrar de onde o dinheiro saiu, por onde passou e onde terminou para provar que não houve desvio de dinheiro público”, disse Hermes Guerreiro, advogado de Hollerbach.

Entre os documentos arrolados pela defesa estão notas fiscais emitidas pela DNA e SMP&B em favor da Visanet e da Câmara, recibos de transferências bancárias, contratos de prestação de serviços, fotografias dos displays, cartazes e demais peças publicitárias confeccionados pela agência e até guias de recolhimento de impostos.


Defesa de Ramon Hollerbach reuniu notas fiscais de prestação de serviços à Câmara. Foto: Reprodução

Também serão apresentadas dezenas de páginas com as planilhas de mídia nas quais as agências detalham centavo por centavo as datas, valores e destinatários do dinheiro pago pela Visanet. As planilhas vêm acompanhadas por mais notas fiscais e recibos de transferências bancárias feitas pela agência para diversos jornais, revistas, rádios e emissoras de TV que veicularam as campanhas publicitárias da Visanet e da Câmara.

“Estes documentos mostram que o tribunal errou. O STF tinha condições de saber que os serviços foram prestados, mas não quis saber”, disse Guerreiro.

Os documentos serão apresentados na fase dos embargos de declaração e embargos infringentes, cujo prazo legal é de cinco dias depois da publicação do acórdão, o que só acontecerá depois da revisão dos votos de todos os ministros. O ministro Celso de Mello liberou apenas na noite da sexta a revisão de seu voto.

by últimosegundo

Cetesb avalia danos ambientais após vazamento de óleo em São Sebastião


6/04/2013 16h47 - Atualizado em 06/04/2013 18h33


Órgão não descarta possível punição à Petrobras por conta do incidente.
Técnicos acompanham contenção e retirada do material desde sexta-feira.

  • São Sebastião pede que banhistas evitem nove praias da cidade (Foto: Reginaldo Pupo/ Estadão Conteúdo)
Equipes tentam conter óleo nas águas entre as praias Porto Grande e Deserta, em São Sebastião, no litoral de São Paulo. (Foto: Reginaldo Pupo/ Estadão Conteúdo)
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) enviou neste sábado (6) uma equipe de emergência a São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, para avaliar possíveis danos ambientais provocados por um vazamento de óleo de uma das redes do píer do Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar) da Petrobras. A Cetesb monitora os trabalhos desde o fim da tarde de sexta-feira (5), quando foi registrado o problema.

A equipe de emergência enviada ao município acompanha os trabalhos de contenção e remoção do óleo, mas ainda não deve definir um tipo de penalidade à Petrobras. Após a finalização do trabalho, a empresa deve fazer um relatório sobre o que aconteceu e somente a partir daí a Cetesb irá definir uma possível punição, que pode ser tanto uma advertência quanto uma multa.
Arte - Praias atingidas por vazamento de óleo em São Sebastião (Foto: Editoria de Arte/ G1)
Por meio de assessoria de imprensa, o órgão disse que o vazamento aconteceu em decorrência de um problema em uma linha de abastecimento, entre o píer e o navio. O óleo que vazou é um combustível de navio, denominado 'Marine Fuel'.
No início da tarde deste sábado, a Prefeitura de São Sebastião orientou que banhistas evitem nove praias da região central e da costa norte da cidade. As praias que devem ser evitadas, de acordo com a administração municipal, são: Porto Grande, Deserta, Pontal da Cruz, Arrastão, Portal da Olaria, São Francisco, Figueira, Cigarras e Enseada. As manchas de óleo estão sendo monitoradas e estão se deslocando no sentido norte.
Vazamento
O vazamento de óleo foi detectado pela Transpetro por volta das 17h50 de sexta-feira (5) e comunicado à Cetesb  às 18h.  Desde então a empresa realiza ações de contenção e remoção das manchas.

O vazamento já foi controlado, mas é preciso remover as manchas de óleo que se espalharam pela orla. Foram lançadas barreiras de contenção e estão sendo utilizados helicópteros na identificação de eventuais manchas de óleo que possam ter escapado desses limites.
De acordo com a Capitania dos Portos, não há indícios de que o vazamento tenha afetado as condições de balneabilidade das praias da região e ainda não se sabe a quantidade exata de óleo que vazou, mas estima que o vazamento não seja de grandes proporções. "Aparentemente o vazamento é pequeno. Vai de uma extensão desde o centro da cidade até o bairro São Francisco. Esse trecho, por terra, tem cerca de cinco quilômetros, mas o que há no mar são pequenas manchas de óleo espalhadas nessa extensão", explicou ao G1 o capitão de fragata Alexandre Motta de Sousa, delegado da Capitania dos Portos.

O delegado da Capitania dos Portos também afirmou que as condições climáticas ajudam o trabalho para remoção do óleo. "Desde o contato com o água já há um prejuízo ao meio ambiente, mas agora é preciso concentrar as atenções para retirar o óleo o quanto antes. E o clima hoje está ajudando, tornando mais fácil remover as manchas", afirmou.
vazamento oleo São Sebastião (Foto: Jorge Mesquita/Estadão Conteúdo)Técnicos fazem trabalho de contenção no litoral de
SP. (Foto: Jorge Mesquita/Estadão Conteúdo)
Outro lado
Por meio de nota, a Transpetro informou que as causas do incidente estão sendo apuradas e que profissionais estão trabalhando para retirar o óleo do mar. Veja a íntegra da nota abaixo:

A Transpetro informa que, por volta das 17h50 desta sexta-feira (05/04), foi detectado um vazamento de combustível marítimo no píer do Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP). Imediatamente, equipes de contingência foram acionadas e, durante toda a noite e a madrugada, atuaram na contenção do vazamento e na remoção do produto. No local da ocorrência, no entorno do píer, o processo de limpeza esta sendo concluído.
Na manhã deste sábado, os profissionais mobilizados pela Transpetro continuam trabalhando para retirar o óleo que se desprendeu da área atingida e alcançou as praias Deserta, Pontal da Cruz, Ponta do Lavapés e Portal da Olaria, em São Sebastião.
A Transpetro disponibilizou todos os recursos necessários para remover o produto. Neste momento, são 27 embarcações e cerca de 300 pessoas mobilizadas na região.
As causas do incidente estão sendo apuradas. O órgão ambiental foi comunicado e os técnicos acompanham os trabalhos de limpeza.
Primeiro caso
Em 6 de setembro do ano passado, uma carreta da Petrobras tombou na SP-55 (Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego)  e provocou o vazamento de 15 mil litros de óleo diesel. O material chegou ao córrego Canto do Moreira, situado no lado sul da praia de Maresias, também em São Sebastião. O problema interditou um trecho de 800 metros quadrados da praia para os trabalhos de remoção do óleo.

Cinco dias depois do acidente, a Petrobras e a Cooperativa de Transportes Rodoviários do ABC foram multadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em R$ 92.218,44, cada uma. O valor da multa correspondia a 5.001 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo
by G1
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Ministro conclui revisão, e acórdão do mensalão deve sair semana que vem


06/04/2013 09h34 - Atualizado em 06/04/2013 09h34


Celso de Mello concluiu revisão de voto escrito e deve liberar segunda (6).
Com isso, STF publicará documento que permitirá que réus recorram.


Ministro Celso de Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)Celso de Mello foi o último ministro do STF a concluir
revisão do voto do mensalão (Foto: Carlos Humberto
/ SCO / STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Celso de Mello terminou na noite de sexta-feira (5) a revisão do voto escrito e dos debates ocorridos durante o julgamento do processo do mensalão, realizado no segundo semestre do ano passado e que terminou com 25 condenados e 12 absolvidos. Ele só deve liberar o documento para a Secretaria do tribunal na tarde de segunda (8).
Depois disso, o Supremo deve levar até três dias para publicar o acórdão do julgamento, que é o documento que resume as principais decisões tomadas. A expectativa é de que a publicação seja feita até o fim da próxima semana. É somente a partir do acórdão que começa a contar o prazo de cinco dias para a apresentação de recursos.
Desde o começo da semana, o Supremo aguardava somente o voto de Celso de Mello, decano da corte (ministro com mais tempo de atuação). Ele não participou das sessões de julgamento de quarta (3) e quinta (4) para concluir a revisão do voto.
Na manhã de sexta, o presidente do STF e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, afirmou que o acórdão saírá em breve, após participar de uma Aula Magna na Universidade de Brasília, para marcar a retomada do ano letivo. "Deve sair nos próximos dias. Sair sai, né, tem que sair."
Pelo regimento do STF, o prazo para publicação do acórdão - de 60 dias depois do julgamento sem considerar o recesso - terminou no dia 1º de abril. O presidente do STF poderia determinar a publicação do documento sem que todos os ministros entregassem seus votos, mas decidiu esperar todos revisarem.
O atraso do acórdão não traz prejuízos ao processo, mas quanto mais tempo demorar para o documento ser publicado, mais tempo levará para o fim do processo. No caso do mensalão, o Supremo decidiu que os condenados só poderão ser presos após o trânsito em julgado da ação, quando não couber mais nenhum recurso.
Questionamentos dos réus

Condenados durante o julgamento tentam, por meio de diversos pedidos ao STF nos últimos dias, obter mais prazo para apresentação de recursos após a publicação do acórdão. Eles queriam que o tempo para recorrer aumentasse de 5 dias para até 30 dias em razão do tamanho do processo. Joaquim Barbosa negou vários pedidos e acabou não levando a decisão para o plenário, como advogados queriam.
A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu chegou a entrar com pedido de urgência para adiar a publicação do acórdão, mas Barbosa não analisou. Em razão disso, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que defende um ex-dirigente do Banco Rural, entrou com uma reclamação no STF contra Barbosa por suposta "omissão". A ação está com a ministra Rosa Weber, que consultou Joaquim Barbosa sobre o caso e ainda não deu decisão.
Recursos a serem apresentados

Os recursos contra condenações no STF, os chamados embargos, são de dois tipos: os embargos de declaração e os embargos infringentes.
Os embargos de declaração podem ser apresentados pelos 25 condenados e servem para questionar contradições ou omissões no acórdão, não modificando a decisão. Os réus terão até cinco dias, contados a partir da publicação da decisão, para apresentá-los.
Tanto as defesas dos condenados podem questionar eventuais omissões no acórdão, como a Procuradoria Geral da República pode recorrer de questões relativas a absolvições ou para pedir aumento de penas. Os absolvidos também podem pedir para que o documento deixe claro a inocência, em vez de apenas indicar que não havia provas.
Os embargos infringentes são um recurso exclusivo da defesa previsto no regimento interno do STF para aqueles réus que, embora condenados, obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. Servem para questionar pontos específicos da decisão e, se aceitos, uma condenação pode vir a ser revertida. Há dúvidas sobre se os recursos são válidos, uma vez que não são previstos em lei. O tema deve ser debatido em plenário pelos ministros.
Doze réus do processo foram condenados com quatro votos favoráveis em um dos crimes aos quais respondiam: João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg (lavagem de dinheiro); José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Roberto Salgado (formação de quadrilha)
.by G1

Pyongyang transfere mísseis balísticos para o mar do Japão


4.04.2013, 17:56, hora de Moscou


Coreia do norte, Missil balistico Musudan, Coreia do SUl, Pentagono
Musudan
Фото: EPA

A situação na península da Coreia continua a se agravar. Segundo os serviços secretos estadunidenses e sul-coreanos, a Coreia do Norte está a transferir mísseis balísticos Musudanpara a sua costa leste.



Hoje foi divulgado um comunicado do Estado-Maior General do Exército Popular da Coreia onde é declarado que Pyongyang está preparado para responder às ameaças dos EUA “com modernos mísseis nucleares ofensivos”. A operação das Forças Armadas “já foi aprovada”, refere o comunicado.

Alguns peritos de Seul consideram que a deslocação dos mísseis não passa de mais uma jogada de Pyongyang. Na realidade poderá ser apenas um míssil e o seu lançamento será comemorativo. Em meados de abril, a Coreia do Norte comemora tradicionalmente a festividade mais importante do país, mais um aniversário do nascimento do fundador da república, Kim Il-sung.

Já o Pentágono está a levar a sério a transferência de mísseis. “Só podemos errar uma vez e eu não quero vir a ser o ministro da Defesa dos EUA que cometeu esse erro”, declarou na véspera o responsável pelo Pentágono, Chuck Hagel, na Universidade Nacional da Defesa de Fort Lesley J. McNair:

“Eles agora têm armas nucleares, eles agora têm meios para o seu transporte. Eles estão a reforçar a sua retórica militarista e algumas das suas ações das últimas semanas representam uma ameaça clara e direta aos nossos aliados: a Coreia do Sul e o Japão. Eles também proferiram uma ameaça direta e inequívoca contra nós e contra as nossas bases na ilha de Guam.”

Os sistemas de mísseis do tipo Musudan têm um alcance de cerca de 3 mil quilômetros. Eles podem atingir alvos nos territórios da Coreia do Sul e do vizinho Japão. Não é de excluir que eles possam estar em condições de atingir a ilha de Guam no Oceano Pacífico. Em 2009, a Coreia do Norte produziu até 50 desses dispositivos que foram apresentados em outubro de 2010 numa parada militar em Pyongyang. Os peritos militares, no entanto, dizem que esses sistemas ainda não completamente desenvolvidos e que foram pouco testados.

Os EUA, no entanto, irão instalar na ilha de Guam, durante as próximas duas semanas, um sistema móvel de defesa antimísseis THAAD. Para a Coreia do Sul já foram enviados dois contratorpedeiros equipados com mísseis antiaéreos. Os EUA também enviaram para a Coreia do Sul um batalhão independente de defesa química, biológica e nuclear que tinha sido retirado em 2004.

A Coreia do Norte, entretanto, anunciou que se está preparando para retirar os 53 mil trabalhadores norte-coreanos da zona econômica livre fronteiriça de Kaesong. Desde ontem, o acesso dos especialistas sul-coreanos a zona está impedido. Essa medida irá apenas agravar os problemas econômicos da Coreia do Norte, declarou no dia 3 de abril a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Victoria Nuland:

“Não é a primeira vez que a Coreia do Norte declara a interdição do acesso dos colaboradores sul-coreanos ao complexo industrial de Kaesong. Essas proibições têm sempre e em primeiro lugar resultado em prejuízos para a própria Coreia do Norte, cortando a entrada adicional de meios financeiros na sua economia. Especialmente se considerarmos a grande quantidade de norte-coreanos que lá trabalha. Nós consideramos que isso vai levar ao aumento do isolamento do país.”

Pyongyang iniciou a recuperação de um reator no centro nuclear de Yongbyon cuja exploração poderá ser iniciada dentro de várias semanas, muito mais cedo que o esperado. O reator, com capacidade para produzir plutônio para fins militares, foi parado em 2007, segundo um acordo celebrado entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional. De acordo com informações norte-americanas, em Yongbyon estão armazenados pelo menos 8 mil varetas de combustível. Essa quantidade de material é suficiente para fabricar oito ogivas nucleares.

by http://portuguese.ruvr.ru

Coreia do Norte pode lançar míssil Musudan em 15 de abril


5.04.2013, 15:57, hora de Moscou

Coreia do Norte, Musudan, míssil, teste, lançamento
AFP

A deslocação de mísseis balísticos Musudan para a costa leste da Coreia do Norte explica-se, provavelmente, pela necessidade de fazer testes e não pela intenção de realizar um ataque, afirma o canal de televisão CNN, citando fontes estadunidenses bem informadas.

Atualmente, os EUA estão tentando detetar a plataforma de lançamento camuflada ou lançadores, revelou a fonte. Segundo dados disponíveis, os Estados Unidos estão preocupados com o fato de o lançamento ser inevitavelmente efetuado em direção ao Japão.
Segundo o diretor do programa de não proliferação no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres, Mark Fitzpatrick, olançamento poderá ser dedicado ao aniversário do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, celebrado em 15 de abril.

Mistério da morte de Berezovsky continua sem respostas







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EPA

Talvez não saibam quem foi Boris Berezovsky. Este homem acaba de morrer em Londres e continuamos sem saber se se suicidou ou se alguém o assassinou. Digamos que Boris Berezovsky foi uma das figuras mais ricas e influentes da Rússia antes do atual presidente Vladimir Putin chegar ao poder.



Oligarca, grande mestre de jogos políticos, "fazedor de presidentes", "padrinho do Kremlin", "Rasputin do Kremlin", "encarnação do Mal" – estes são apenas alguns dos apelidos que ele ganhou nas últimas décadas.

A sua morte caiu como uma bomba na Rússia e na Grã-Bretanha. O maior inimigo do atual presidente russo morreu, mas a polêmica sobre o que realmente aconteceu na manhã do último dia 23 de março, nos arredores de Londres, onde vivia exilado, continua dia após dia: são várias as versões da sua morte e poucas as informações fornecidas pela polícia britânica.

Uma vida excepcional

Boris Berezovsky, de origem judaica, conseguiu, durante a presidência de Yeltsin, nos anos 90, ditar as suas regras do jogo quer na Rússia, quer nos países pós-soviéticos. Ele foi um dos primeiros capitalistas russos a fazer uma enorme fortuna com a promiscuidade entre a política e os negócios. São muitos os que dizem que Boris Yeltsin só conseguiu ser reeleito em 1996 graças ao oligarca. Também teria sido precisamente ele quem sugeriu o atual presidente russo como "sucessor" de Yeltsin. No fim dos anos 90, Boris Berezovsky era um dos maiores magnatas da mídia na CEI e sabia que o controle da imprensa lhe trazia dinheiro e poder.

Só que, em 2000, o atual presidente russo iniciou uma guerra aos oligarcas. Boris Berezovsky, tal como muitos outros, fugiu para Londres, onde obteve o estatuto de refugiado político, se tornando no maior crítico e inimigo do Kremlin.

A sua morte tem provocado inúmeras especulações.

Antes de analisar as versões sobre as causas da morte, vejamos alguns fatos sobre o que aconteceu nesse dia e alguns dias antes.

Uma morte insólita

O empresário foi encontrado morto no sábado de manhã às 9:30 na mansão de Ascot onde vivia, pertencente à sua ex-mulher, no banheiro, que estava fechado por dentro. Segundo a polícia, não havia sinais de violência e Berezovsky tinha um pedaço de tecido à volta do pescoço, havendo outro pedaço na haste do chuveiro. A única testemunha foi o guarda-costas, um ex-veterano da Mossad, que encontrou o corpo por volta das 15:00, altura em que chegou à casa. Todos os outros guarda-costas haviam sido dispensados por Berozovsky algumas semanas antes. Não havia qualquer carta de despedida, não tendo a polícia encontrado vestígios de quaisquer pessoas estranhas em casa. A câmera de vigilância do local também não registrou ninguém suspeito a sair ou entrar na casa. Segundo diversas fontes, o oligarca estaria deprimido por ter perdido recentemente diversos processos judiciais e teria dificuldades financeiras.

Tudo aponta para uma tese de suicídio. Mas teria sido isso mesmo que aconteceu?

O mais interessante nisto tudo é que, logo a seguir à morte, as autoridades russas anunciaram que Boris Berezovsky teria, há alguns meses, escrito uma carta a Vladimir Putin, onde se desculpava pelos erros antigos e pedia autorização para regressar à Rússia.

Embora a última namorada do oligarca, Katerina Sabirova, de 23 anos, tenha confirmado o envio da carta, o assessor de imprensa do presidente russo, Dmitri Peskov, já disse que a esta nunca será publicada, o que leva muitos a pôr em dúvida a sua existência.

A própria filha de Berezovsky, Lisa, nega veementemente que o pai tenha escrito tal carta, "porque isso seria totalmente o contrário do que ele fez a vida toda. Seria a última coisa que ele faria".

Suicídio ou assassinato?


Digamos que a opinião pública se divide em dois campos: os que acreditam no seu suicídio e os que julgam que possa ter sido assassinado.

Há até quem diga que o oligarca possa ter repetido o destino de Alexander Litvinenko, alegadamente morto com polônio radioativo por alguém ligado aos serviços secretos russos.

A ideia principal que pretendemos tratar é que Boris Berezovsky nem se suicidou nem foi assassinado. O oligarca pode ter encenado a sua morte, com o conhecimento dos serviços secretos ingleses, porque era a única saída vantajosa para ele.

Todos os elementos do enorme puzzle que a imprensa russa e inglesa nos faz chegar diariamente desde sábado se conjugam para este final lógico: só uma morte encenada está psicologicamente de acordo com a personalidade de Berezovsky e com os seus atos nas últimas semanas. Afirmando-se "cansado", só uma "morte" encenada lhe permitiria resolver todos os seus problemas jurídicos, financeiros e o deixaria viver em paz.

Vejamos os fatos que se conjugam com uma morte


 encenada e não se conjugam com as outras versões.

Primeiro, de acordo com a última namorada, Ekaterina Sabirova, ele nunca falou de suicídio mas disse um dia: "Imagina, se eu deixar de existir, todos os problemas desaparecerão logo". Mesmo assim, ela afirma que não entendeu estas palavras como desejo de suicídio. Para além disso, todos os amigos e pessoas próximas, conhecendo-o bem, são unânimes em não acreditar que se tenha suicidado. Na véspera ele passou o dia a falar ao telefone, combinou com Ekaterina encontrar-se com ela em Tel-Aviv, deu indicações para marcação de hotel, conversações de negócios, etc.

Nessas conversas telefônicas, os amigos afirmam ouvir um Berezovsky enérgico, cheio de entusiasmo, com planos para o futuro.

Boris Berezovsky teve pelo menos dois encontros com jornalistas nos últimos dias antes da "morte", o que não é compatível com uma pessoa com depressão grave. Na última, apenas algumas horas antes de "morrer", ele afirma-se cansado da política e diz que gostaria de voltar ao país de origem. Parece pois, que não desejava continuar o seu combate contra a Rússia.

A tese de assassinato, seja por alguém ligado aos serviços secretos, seja por algum dos seus inúmeros inimigos no meio empresarial, não encontra nada concreto que a suporte: a polícia britânica, depois de detalhada investigação do local, afirmou não haver sinais de violência e não apresentou quaisquer dados ou provas compatíveis com assassinato.

Alguns meses antes da "morte", entre outubro de 2012 e março deste ano, a companhia de investimento Salford Capital Partners liquidou as empresas offshore de Boris Berezovsky, o que pode ter proporcionado ao oligarca 300 milhões de dólares. Este fato não é muito compatível com a tese de suicídio devido a dificuldades financeiras.

Berezovsky tinha de fato problemas nos tribunais ingleses: ele não chegou a entregar aos investigadores britânicos as suas declarações sobre o processo de Alexander Litvinenko, morto em Londres em 2006 e seu antigo colaborador. Neste processo devia ser analisada a sua implicação na morte de Litvinenko. O juiz havia recomendado que Berezovsky entregasse as suas declarações por escrito até ao dia 22 de março. No dia seguinte, Berezovsky "morreu". Convenhamos que a "morte" foi uma forma muito oportuna de resolver o problema.

Relações com os serviços secretos ingleses

Eram do conhecimento público as relações estreitas de Berezovsky com os serviços secretos ingleses. Ora estes não teriam interesse na morte do oligarca, nem o deixariam facilmente regressar à Rússia, uma vez que ele dispunha de muita informação confidencial sobre diversas figuras da atual elite política e empresarial russa, bem como sobre muitos processos ocorridos durante as "revoluções de veludo" na CEI, que ele financiou. Pelo contrário, foram as autoridades inglesas que há alguns anos lhe deram uma nova identidade (Platon Lebedev), pela qual é conhecido nos tribunais ingleses e com base na qual chegou a visitar a Geórgia e outros países da CEI, não obstante a Rússia fazer tudo para a sua extradição. Seria difícil ao MI-6 simular a morte de Berezovky, proporcionar-lhe uma nova identidade em troca de informação sensível sobre a Rússia? Não seria naturalmente difícil, bem como "orientar" a investigação da polícia britânica no sentido pretendido.

Onde está a foto?

O argumento mais curioso desta versão é o comportamento lacônico e contraditório da polícia inglesa: NÃO há ainda qualquer foto do falecido, as autoridades não falam com os jornalistas, remetendo-os para breves informações no site da entidade.

Ao que tudo indica, Boris Berezovsky, considerado culpado de fraude na Rússia e condenado à revelia a muitos anos de prisão, pode até ter escrito alguma carta ao presidente russo mas quase de certeza que não lhe pediu perdão porque sabia o que o esperava se voltasse a Moscou. Como escreveu um jornalista, "só idiotas podem acreditar no arrependimento de Bererzovsky". Não julgo que serviços secretos russos tenham tido ligação à sua "morte", uma vez que a atividade política do empresário em Londres tinha diminuído ultimamente e já não representava perigo para Moscou, especialmente depois de ter perdido em Londres um grande processo judicial contra Roman Abramovich. Berezovsky tinha até declarado a sua desilusão com os políticos ocidentais, que não entenderam as suas ações para "desmascarar Putin" e continuavam a apertar a mão ao presidente russo.

Por fim, Berezovsky tinha uma característica que muitos sublinham: ele era (ou é) um jogador nato, fazia as suas combinações financeiras e políticas não por desejo de dinheiro e poder mas porque gostava do jogo. Nunca poderia ele ter reconhecido o seu fracasso. Num dos últimos programas da TV russa sobre a sua "morte", programa no qual aliás também participou Andrei Lugovoi, alegado autor de envenenamento de Alexander Litvinenko, há um adjetivo aplicado a Berezovsky que é repetido por quase todos os intervenientes: grande mistificador.

Há poucos dias, a filha mais velha de Berezovsky, Lisa, disse em Londres, onde também reside, estar certa de que o pai "deixou algumas surpresas, que deixarão todos estupefatos".

O grande mistificador pode ter simulado a sua morte como a última cartada de um jogador cansado, mas não vencido.

by http://portuguese.ruvr.ru
4.04.2013, 15:27, hora de Moscou

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