PF agirá com rigor contra sabotagem ao Mais Médicos, diz Cardozo

18/07/2013 20h13 - Atualizado em 18/07/2013 20h32


PF apura se houve desistência em massa para atrapalhar contratação.
Segundo ministro, investigação aberta deverá ser concluída em dois meses.








Felipe Néri
Do G1, em Brasília
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (18) que a Polícia Federal agirá com rigor nas investigações para apurar uma suposta sabotagem de médicos ao programa “Mais Médicos”. O pedido para apurar eventuais problemas para contratação e envio de médicos para o interior e periferia das grandes cidades partiu do Ministério da Saúde.





José Eduardo Cardozo,
ministro da Justiça
“Se existem tentativas ilegais de boicotar programa do governo, seguramente a polícia agirá com rigor”, declarou. “O inquérito já foi aberto, já foi determinada a abertura. A Polícia Federal está fazendo investigações necessárias para que analisem esse processo.

O Ministério da Saúde recebeu uma série de denúncias relatando que grupos têm utilizado as redes sociais para inviabilizar e atrasar a chamada de profissionais. A ideia seria gerar um alto número de inscrições formais e, posteriormente, provocar uma desistência em massa, prejudicando os reais interessados na participação da iniciativa.
O pedido de investigação à PF partiu do próprio Ministério da Saúde, segundo informou nesta quinta a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ela afirmou que uma suposta ação programada
"para se inscrever em massa para depois desistir em massa, para retardar ou impedir a contratação" seria uma forma de sabotagem.
De acordo com Cardozo, a investigação, que precisa ser concluída em até dois meses, corre em sigilo e ainda não é possível responder a qual enquadramento penal os envolvidos na suposta ação podem responder.
"Se alguém cometer ilícito penal na tentativa de impedir programa governamental, se houver configuração de crime, obviamente a Polícia Federal cumprirá obrigatoriamente o seu dever", afirmou.
O ministro disse que havia sido informado na semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre iniciativas de boicote ao programa. “O Padilha, na semana passada, apresentou ao Ministério da Justiça informação de que haveria iniciativa de boicote ao programa. Determinei que PF fizesse averiguação sobre o caso”, disse o ministro.
O programa Mais Médicos, que vai abrir vagas para profissionais atuarem na atenção básica em regiões carentes do país, teve em sua primeira semana de inscrições 11,7 mil profissionais cadastrados, de acordo com balanço do Ministério da Saúde. Serão oferecidas cerca de 10 mil vagas para o programa
.

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