sábado, 6 de abril de 2013

Descubra como os mosquitos conseguem sobreviver em tempestades


06/04/2013 - 00h01

Uma única gota de chuva pode ter até 50 vezes o peso de um mosquito. Se o inseto tivesse o tamanho de uma criança, isso seria o equivalente à gota ter o peso de um carro. Já imaginou voar em meio a um temporal com vários carros caindo na sua cabeça?
Intrigados com a capacidade desse pequeno bicho de sobreviver nessa situação, pesquisadores do Instituto Georgia de Tecnologia, nos Estados Unidos, foram investigar como isso acontece.
Eles construíram uma caixa, colocaram mosquitos dentro dela e fizeram uma chuva "de mentirinha". Usaram câmeras de vídeo de alta velocidade para gravar imagens da experiência. O curioso é que raramente os insetos morriam, mesmo sob uma tempestade artificial.
Isso porque o corpo deles não deixa que a água se aproxime. Há uns pelinhos em suas asas, que ajudam a repelir a gota se ela vier em velocidade baixa. É como uma bola de futebol que bate na trave.
Outras gotas de chuva, porém, podem afetar o voo do animal: às vezes ele leva um "empurrão", mas continua sua rota.
Gotas rápidas e maiores podem bater com força, fazendo com que o bicho comece a cair.

Mosquitos em chuva artificial

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Divulgação
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Mosquitos foram fotografados enquanto uma chuva artificial caía sobre eles
VOO PERIGOSO
Mas o corpo do mosquito é tão leve que a gota, mesmo após bater nele, não estoura e continua caindo. E o mosquito normalmente consegue sair da partícula de água e voltar para o seu caminho.
O maior perigo acontece quando o pobrezinho está voando baixo. Nesses casos, se for pego pela chuva, pode se estatelar no chão antes de conseguir alçar voo novamente.
O exoesqueleto, um esqueleto externo que reveste o corpo, ajuda na proteção do bicho, pois é capaz de suportar cargas muito pesadas. Mas para que serve estudar o comportamento dos mosquitos?
Segundo os pesquisadores, entender como esses insetos voam pode ajudar a desenvolver robôs voadores. E geringonças assim serviriam, por exemplo, para vigiar lugares em que humanos não conseguem chegar.

LUISA MASSARANI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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