Será que Dilma Rousseff é coerente?


Todos nós nos lembramos da crise de Honduras. O presidente Manuel Zelaia foi afastado pelo congresso e a Suprema Corte de Honduras com base na constituição hondurenha.

Novas eleições foram realizadas naquele país, de acordo com a legislação vigente, dentro do prazo estabelecido por lei, e um novo mandatário foi eleito pelo povo.

Entre o impechment de Zelaia e a nova eleição, o presidente da Câmara de Deputados exerceu a presidência, como manda a lei e a Constituição de Honduras.

Que fez o Brasil? Enfiou o pé pelas mãos. Apoiou o golpe tentado por Zelaia, deu-lhe abrigo e voz na embaixada brasileira e não reconheceu o governo legitimamente eleito pelo povo, e acusou o congresso hondurenho de ter dado um golpe.

Há algum tempo atrás, o Congresso do Paraguai, seguindo a constituição do país, afastou do cargo o presidente Fernando Lugo.

Que fez o Brasil? Não reconheceu o novo governo legítimo do Paraguai (o vice-presidente assumiu como manda a constituição), juntamente com a Argentina e sob protesto do Uruguai, suspendeu o Paraguai do Mercosul e enfiou a Venezuela na aliança por goela abaixo, num flagrante desrespeito aos acordos internacionais e acusando o parlamento paraguaio de ter dado um golpe.

Agora vem a situação da Venezuela. Hugo Chávez está doente, infelizmente tratando de um câncer em Cuba. De acordo com a Constituição da Venezuela, o mandato de Hugo Chávez se encerra no dia 10 de janeiro, data em que o mesmo deveria tomar posse novamente para um novo mandato eletivo. Diz a constituição do país vizinho que se o presidente eleito não puder tomar posse na data marcada, o presidente do Congresso toma posse como presidente e convoca novas eleições em 30 dias.

Ao que tudo indica, Hugo Chávez não terá condições de tomar posse, e o atual vice-presidente, cujo mandato também termina em 10 de janeiro, já afirmou que a posse será adiada com o consentimento do congresso Venezuela que tem maioria chavista.

Será que Dilma também vai acusar o congresso venezuelano de golpe?

Para se manter coerente com a política anteriormente adota por ela mesma, no caso do Paraguai, Dilma deveria suspender a Venezuela do Mercosul e acusar o congresso venezuelano de ter dado um golpe.

Será que ela fará isto? Não acredito. Os nazi-petralhas além de não saberem o que é ética não têm a mínima idéia do que seja coerência.

Para os nazi-petralhas só existe programa de poder, e o povo que se dane!

by Brasil - Liberdade e Democracia

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