Fico passada quando escuto a divulgação de "Pé na Cova", como uma idéia brilhante de Fallabela (foi inspirado sim no Seria The Six Feet Under (A Sete Palmos), de Alan Ball. E depois da declaração de Marilia Pera nao tenho duvida alguma da semelhança com o melhor seriado que já vi. Porem nao deêm a conotação de inédito. Inédito, criativo, foi o seriado americano. Que passa justamente a ideia que fala Marília. Perdemos o medo da morte. Passei a lidar com normalidade após ter assistido em 2003 e recentemente em reprise na tv fechada, creio que no cinemax. Espero que o seriado brasileiro seja tão feliz quanto o que serviu de inspiração. Elenco de primeira e uma idéia genial. Porém repito: nao é ideia brasileira. Demos a César o que é de César. Fica muito mais bonito. by Deise



Six Feet Under (A Sete Palmos) (título no Brasil) ou Sete Palmos de Terra (título em Portugal)) é uma premiada série de televisão produzida pelo canal americano HBO. O episódio piloto foi transmitido nos Estados Unidos em 3 de junho de 2001 e, após cinco temporadas, terminou em 21 de agosto de 2005.

Na série, criada por Alan Ball, Nathaniel "Nate" Fisher Jr. (Peter Krause), é o filho mais velho de Nathaniel Fisher (Richard Jenkins), o dono de uma funerária e marido dedicado, e Ruth Fisher (Frances Conroy), uma dona de casa infeliz com a vida. Ao retornar à sua cidade, após um longo período em Seattle, Nate relutantemente se torna sócio do negócio da família, junto com o seu irmão David Fisher (Michael C. Hall), que protesta contra a decisão de seu pai. Claire Fisher (Lauren Ambrose) é a filha mais nova da família, que apesar de muito próxima do irmão David, pouco conhece seu irmão Nate, que mudara-se para Seattle há anos, e raramente se encontrava com a família.Enredo

Além da família Fisher, a série também aborda as vidas de Federico "Rico" Diaz (Freddy Rodriguez), o único empregado da funerária dos Fisher que não é membro da família, apesar de ser tratado como um, Brenda Chenowith (Rachel Griffiths), a problemática namorada de Nate, e Keith Charles (Mathew St. Patrick), o namorado de David.

A série mostra um drama convencional de família, lidando com assuntos como infidelidade, homossexualidade e religião. Ao mesmo tempo, distingue-se por abordar o tópico da morte de forma diferente, explorando os seus múltiplos níveis, pessoal, religioso e filosófico, não a tratando apenas como um mero ímpeto conveniente para a solução de um assassinato.
Cada episódio começa com uma morte — e por conseqüência — um cliente da funerária. Esta morte, geralmente, dá o tom de cada episódio, permitindo aos personagens refletir sobre as suas vidas e infortúnios, baseando-se na morte do cliente e suas consequências. Na quinta temporada, o episódio All Alone foi o primeiro a começar sem contar a história de uma morte, mas focando-se em uma morte revelada no final do episódio anterior. Outro episódio que não mostrou deliberadamente uma morte no início foi o último, Everyone's Waiting, que, em vez disso, começa com um nascimento.

Uma cena recorrente na série é o diálogo entre um dos personagens e a pessoa que morreu no início do episódio. Às vezes, a conversa é com personagens mortos mais ligados à família. Estas conversas representam o diálogo interno do personagem vivo, exposto como uma conversa externa. Outro recurso similar da série é uma conversa imaginária entre dois personagens vivos, imaginada por um deles. O trecho da conversa passa naturalmente, até que o absurdo do diálogo fica perceptível, quando a cena é abruptamente cortada, e nos leva de volta ao momento onde o diálogo deixou de ser real.

Em novembro de 2004, o criador da série e produtor executivo Alan Ball anunciou que a quinta temporada seria a última. Os produtores e roteiristas sentiram que depois de 63 episódios conseguiram dar seu recado.

Sinopse

Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Nathaniel "Nate" Fisher Jr., o filho rebelde de Nathaniel Fisher, o dono de uma funerária, e Ruth Fisher, retornava de Seattle para passar oNatal com sua família, quando recebe a notícia da morte de seu pai. Quando a família descobre o testamento de Nathaniel, se surpreende, já que ele divide a sua funerária entre seus dois filhos, Nate e David Fisher além de pagar os estudos de sua filha Claire Fisher, então no ensino médio. Nate então deixa a sua vida em Seattle para trás e passa a se dedicar na funerária, tornando-se diretor funerário após alguns meses, enquanto conhece melhor a sua namorada Brenda Chenowith. Nenhuma novidade para David Fisher, o filho do meio, que após um noivado fracassado, passa a se aceitar como homossexual, com o apoio de seu namorado, Keith Charles.
Claire passa por vários inconvenientes e tragédias com seu namorado, até que finalmente se separam. Ruth fica indecisa quanto à sua vida amorosa. Nate descobre que tem uma séria doença cerebral, e que pode morrer a qualquer momento. Apesar de guardar segredo, a família acaba descobrindo. Keith passa a cuidar de sua sobrinha, e o estresse faz com que perca o emprego. David vai morar com ele, e luta para que os avós não tirem a menina deles. Nate descobre infelizes verdades sobre Brenda e rompe o noivado. Logo depois, passa por uma arriscada cirurgia por conta de sua doença.
Nate casa-se com sua antiga namorada Lisa e tem com ela a sua filha, Maya. Federico Diaz torna-se sócio da funerária, que passa a se chamar Fisher & Diaz. Ruth se diverte com uma nova amiga, e após se apaixonar por um cliente da funerária, acaba se casando. Claire se envolve com um colega de faculdade, e acaba tendo de fazer um aborto. Após o desaparecimento de Lisa, Nate recebe a trágica notícia da morte da esposa, e se reapromixa de Brenda, que estava em um relacionamento sério com um outro homem. David é seqüestrado e passa por uma traumática experiência, enquanto Keith se desdobra em seu tão sonhado novo trabalho. Federico se envolve com uma prostituta e quando sua esposa descobre, passa a morar na funerária.
Ruth também enfrenta problemas no casamento, quando seu marido George torna-se paranóico. Após adaptá-lo para um novo apartamento, Ruth se separa de George. Nate descobre detalhes surpreendentes sobre a morte de Lisa, que abalam a família da ex-esposa. Claire faz sucesso e abre uma grande exposição, que custa o abandono de seus estudos e uma desavença com sua mãe. Ela passa então a trabalhar em uma repartição, onde conhece um novo amor. David e Keith adotam dois filhos, e ficam cheio de problemas para educá-los. Nate sofre um derrame enquanto se encontrava com uma amiga, constrangendo Brenda. Ruth se diverte com o namorado e não fica sabendo das notícias. Nate morre e deixa incerto o futuro de Maya. Com a quebra da sociedade, Federico retira-se a funerária e abre o próprio negócio, após ter reatado com sua esposa. Brenda dá à luz sua filha com Nate. Claire recebe uma proposta e se muda para Nova Iorque. Sua viagem revela o que está por vir em sua vida e na vida da família Fisher.
David e Keith se casariam, e o filho mais velho seguiria os passos de David. Ruth morreria tranqüilamente em um hospital no ano de 2025, ao lado de George, Claire e David, recebendo a visita de seu marido e seu filho Nate. Keith seria morto durante um assalto em 2029. Claire se casaria com o seu namorado advogado, que conhecera na repartição. David morreria de um ataque cardíaco logo após ter a visão de seu ex-marido Keith com uma aparência jovem, no ano de 2044. Federico morreria em 2049, em uma viagem de transatlântico com a esposa. Brenda morreria ao lado de seu irmão, em 2051. Claire morreria cega, aos 102 anos, cercada das fotografias que tirou durante sua vida, no ano de 2085.

 Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Personagens


Personagens principaisAtorPersonagemRelações
Peter Krause Nathaniel Samuel "Nate" Fisher Jr. Filho mais velho de Ruth e Nathaniel; co-operador da Fisher & Diaz.
Michael C. Hall David James Fisher Filho do meio de Ruth e Nathaniel; co-operador da Fisher & Diaz, é gay e namora com Keith.
Frances Conroy Ruth Fisher Matriarca dos Fisher.
Lauren Ambrose Claire Simone Fisher Filha mais nova de Ruth e Nathaniel; artista da família.
Freddy Rodriguez Federico Diaz Co-operador e embalsamador na Fisher & Diaz com Nate e David; marido de Vanessa.
Mathew St. Patrick Keith Charles Policial em LA e namorado de David.
Rachel Griffiths Brenda Chenowith Filha de Margaret e Bernard Chenowith; irmã de Billy; parceira de Nate.
Jeremy Sisto Billy Chenowith Irmão mais novo de Brenda que tem distúrbio bipolar; filho de Margaret e Bernard Chenowith.
Justina Machado Vanessa Diaz Enfermeira; mulher de Federico.
James Cromwell George Sibley Geólogo/professor; segundo marido de Ruth.
Lili Taylor Lisa Kimmel Fisher Antiga namorada de Nate, residende em Seattle; ela depois se tornou mulher de Nate.

Personagens secundáriosAtorPersonagensRelações
Richard Jenkins Nathaniel Samuel Fisher Sr. Patriarca da família Fisher e proprietário da Fisher & Sons Funeral Home, antes de sua morte em um acidente de carro em 2000. Marido de Ruth; pai de Nate, David e Claire.
Patricia Clarkson Sarah O’Connor Irmã mais jovem de Ruth Fisher, artista que vive em Topanga Canyon.
Kathy Bates Bettina Amiga de Sarah e zeladora que se torna amiga de Ruth.
Joanna Cassidy Margaret Chenowith Psicóloga mãe de Brenda e Billy; esposa de Bernard.
Robert Foxworth Dr. Bernard Chenowith Pai de Billy e Brenda, psiquiatra; marido de Margaret.
Peter Macdissi Olivier Castro-Staal Professor da Forma e Espaço na LAC-Artes; amante de Margaret Chenowith. os aspectos deste personagem podem basear-se em Nathan Oliveira.
Rainn Wilson Arthur Martin Um jovem interno da escola Cypress College mortuária que trabalha para a casa funerária brevemente.
Ben Foster Russell Corwin Amigo de Claire.
Mena Suvari Edie Lésbica artista e amiga de Claire.
Sprague Grayden Anita Miller Amiga de Claire.
Marina Black Parker McKenna Amiga de Claire.
Eric Balfour Gabriel Dimas Namorado de Claire no high school, viciado em drogas.
Ed O'Ross Nikolai Dono da Floricultura Blossom d’Amour; namorado de Ruth Fisher quando ela trabalhou como uma florista.

Música

O tema principal foi composto por Thomas Newman, que ganhou um Emmy por Música-Tema e um Grammy por Melhor Composição Instrumental, além de Melhor Arranjo Instrumental para música-tema.
Prêmios e indicações
Emmy Awards

2002:
2002: Melhor Actor - Drama Series (Michael C. Hall, indicado)
2002: Melhor Actor - Drama Series (Peter Krause, nomeado)
2002: Melhor Atriz - Drama Series (Frances Conroy, nomeado)
2002: Melhor Atriz - Drama Series (Rachel Griffiths, nomeado)
2002: Melhor Direção de Arte - Câmera única (por "Back to the Garden", nomeado)
2002: Melhor Direção de Arte - Câmera única (para o "piloto", nomeado)
2002: Melhor Elenco - Série Drama (vencedora)
2002: Melhor Fotografia - Single Camera Series (para "Driving Mr. Mossback", nomeado)
2002: Melhor Figurino - Séries (por "Back to the Garden", nomeado)
2002: Melhor Diretor - Drama Series (Alan Ball (roteirista) Alan Ball (roteirista) Alan Ball para "piloto", vencedor)
2002: Melhor Atriz Convidada - Drama Series (Patricia Clarkson para jogar "Sarah O'Connor", vencedora)
2002: Melhor Atriz Convidada - Drama Series (Illeana Douglas para jogar "Angela", nomeado)
2002: Melhor Atriz Convidada - Drama Series (Lili Taylor para playing "Lisa", nomeado)
2002: Melhor Cabelo - Série de TV (para "I'll Take You", nomeado)
2002: Melhor Design de Título (vencedora)
2002: Melhor música-tema (Thomas Newman, vencedora)
2002: Melhor Maquiagem - sem prótese (para o "piloto", nomeado)
2002: Melhor Maquiagem - protético (por "A Vida Privada", vencedora)
2002: Melhor edição de Imagem - Câmera Única (para o "piloto", nomeado)
2002: Melhor Série - Drama (indicado)
2002: Melhor Mixagem de Som - Câmera única (para o "piloto", nomeado)
2002: Melhor Ator Coadjuvante - Drama (Freddy Rodríguez, nomeado)
2002: Melhor Atriz Coadjuvante - Drama (Lauren Ambrose, nomeado)

2003:
2003: Melhor Ator - Drama (Peter Krause, nomeado)
2003: Melhor Atriz - Drama (Frances Conroy, nomeado)
2003: Melhor Direção de Arte - Câmera Única (para "a abertura", nomeado)
2003: Melhor Elenco - Série Drama (venceu)
2003: Melhor Fotografia - Câmera Única (para "Nobody Sleeps", nomeado)
2003: Melhor Figurino - Séries (por "Tears, Bones and Desire", nomeado)
2003: Melhor Diretor - Drama(Alan Poul para Sleeps "Nobody", nomeado)
2003: Melhor Ator Convidado - Drama (James Cromwell por "George Sibley", nomeado)
2003: Melhor Atriz Convidada - Drama (Kathy Bates por "Bettina", nomeado)
2003: Melhor Cabelo - Série de TV (por "Perfect Circles", nomeado)
2003: Melhor Maquiagem - Sem prótese (em "Perfect Circles", nomeado)
2003: Melhor Maquiagem - Protése (em "Perfect Circles", nomeado)
2003: Melhor Série - Drama (indicado)
2003: Melhor Atriz Coadjuvante - Drama Series (Lauren Ambrose, nomeado)
2003: Melhor Atriz Coadjuvante - Drama Series (Rachel Griffiths, nomeado)
2003: Melhor Roteiro - Série Dramática (Craig Wright de "Twilight", nomeado)

2005:
2005: Melhor Atriz - Drama Series (Frances Conroy, nomeado)
2005: Melhor Direção de Arte - Single-Camera Series (para "moendo o milho", "Bomb Shelter" e "Untitled", nomeado)
2005: Melhor Fotografia - Single-Camera Series (por "Untitled", nomeado)
2005: Melhor Figurino - Series (para "moendo o milho", nomeado)
2005: Melhor Série - Drama (indicado)

2006:
2006: Melhor Actor - Drama Series (Peter Krause, nomeado)
2006: Melhor Atriz - Drama Series (Frances Conroy, nomeado)
2006: Melhor Direção de Arte - Single-Camera Series (para "Everyone's Waiting", "Holding My Hand" e "Singing For Our Lives", nomeado)
2006: Melhor Diretor - Drama Series (Alan Ball para "Everyone's Waiting", nomeado)
2006: Melhor Atriz Convidada - Drama Series (Joanna Cassidy por "Margaret Chenowith", nomeado)
2006: Melhor Atriz Convidada - Drama Series (Patricia Clarkson, vencedora)
2006: Melhor Cabelo - Série de TV (para "Everyone's Waiting", nomeado)
2006: Melhor Maquiagem - Protése (para "Everyone's Waiting", vencedora)
2006: Melhor Roteiro - Série Dramática (Alan Ball para "Everyone's Waiting", nomeado)
[editar]Golden Globes

2001:
Melhor Ator - Série de Drama(Peter Krause, nomeado)
Melhor Série (drama) (vencedora)
Melhor Atriz Coadjuvante - Série de Drama (Rachel Griffiths, vencedora)

2002:
Melhor Ator - Série de Drama (Peter Krause, nomeado)
Melhor Atriz - Série de Drama (Rachel Griffiths, nomeado)
Melhor Série - Drama (indicado)

2003:
Melhor Atriz - Série Dramática (Frances Conroy, vencedora)
Melhor Série - Drama (indicado)

Países onde a série foi exibida

Six Feet Under foi veiculada nos seguintes canais de TV no mundo:
África do Sul: e-tv
Alemanha: 13 de abril de 2003 no Vox no Premiere
Austrália: 18 de fevereiro de 2002 no Nine Network;
Áustria: 9 de setembro de 2004 no ORF 1
Brasil: 28 de abril de 2002 na HBO[1], posteriormente no SBT e Warner Channel
Canadá: 11 de junho de 2001 no canal TMN e 2003 no Showcase
Dinamarca: 13 de janeiro de 2003 na TV2
Espanha: 6 de maio de 2003 na TVE 2 e FOX
Estados Unidos: 3 de junho de 2001 na HBO
Estónia: Kanal 2
Finlândia: 4 de fevereiro de 2003 no MTV3
França: 6 de dezembro de 2001 no Canal Jimmy e France 2
Hong Kong: Pearl
Hungria: 7 de setembro de 2002 no HBO
Índia: Zee English
Irlanda: RTÉ Two
Israel: 7 de dezembro de 2003 no Channel 2
Itália: 20 de maio de 2004 no Italia 1 e FOX
Japão: 1 de julho de 2005 no SUPER CHANNEL
México: Canal 5
Noruega: NRK
Nova Zelândia: no TV One (TVNZ)
Países Baixos: 20 de janeiro de 2003 no Nederland 3/NPS
Polónia: TVN e na HBO
Portugal: 10 de junho de 2002 na RTP 2 e FOX / FX / FOX:Next
Reino Unido: 10 de junho de 2002 no Channel 4 e E4
República Checa: 2002 no HBO, 2003 no ČT2
Rússia: NTV
Sérvia: TV Pink
Suécia: 2 de março de 2003 na SVT
Suíça: SF Schweizer Fernsehen (SF zwei)
Taiwan: HBO Asia
Turquia: CNBC-e
Referências

Marthe, Marcelo (24 de abril de 2002). A vida continua (Flash) (em português). Veja. Página visitada em 11 de novembro de 2012.
[editar]Ligações externas
Six Feet Under (em inglês) no Internet Movie Database
Página oficial na HBO (em inglês)
Página oficial no SBT (em português)
Mix Brasil: "SBT transmite seriado com casal gay no horário nobre"
About Gay Movies :: Six Feet Under: sinopses, resenhas, frases, fotos, etc.
TV.com– Six Feet Under
Precedido por
The West Wing Globo de Ouro
(melhor série drama de televisão)
2001 Sucedido por
The Shield





21 de maio de 2012

A Sete Palmos adentrando em mim


A ternura incondicional da mãe (Ruth), restringida de seus sonhos e de suas mais íntimas realizações pessoais para a plena dedicação aos seus filhos.

Os encontros e desencontros da filha mais nova (Claire), no intuito de se construir uma artista.

Os dramas do filho do meio (David), para alicerçar sua identidade homoafetiva, superar traumas e lutar pela sua união com Keith.

A trajetória do filho primogênito (Nate), nas idas e voltas com Brenda, para realizar-se enquanto homem, profissional, marido, pai... Antes que o cronômetro da corrida da vida marque o fim do percurso.

Uma família mórbida, trágica e cômica que se constitui numa casa funerária, transitando cotidianamente por entre os labirintos onde se cruzam vida e morte. Uma "Família Adams" sem artifícios, truques ou maquiagem. Um retrato das nossas dores, medos, anseios e mistérios subjetivos.

A cada episódio, um nascimento às avessas - uma morte - que desencadeia muitas relações de vida. No confronto com a perda, a dor e os pêsames, nas flores que adornam túmulos e caixões, o perfume e o pólen que germinam tantas possibilidades de nos relacionarmos com o fim e articularmos outros começos.

Não receio dizer que comecei a repensar meu medo da morte adentrando Sete Palmos de mim. As imagens, textos, relações, atitudes de cada personagem, vão como que abrindo covas, erguendo sulcos, inscrevendo lápides no corpo (m)eu... Insinuando que o fim e o começo são possibilidades que pulsam tanto quanto o coração. E notificando que, entre parar e continuar, o relógio da existência obedece ao mestre tempo que só aponta para frente, sem chances de retorno.

A série A Sete Palmos (2001-2005), criada por Alan Ball, faz transparecer a óbvia e pungente constatação de que somos finitos, passamos, envelhecemos e deixamos de existir. Enrugamos, murchamos e despedaçamos tal e qual a mais bela flor reluzindo em cores num jardim. E mais do que isso ser uma pesarosa constatação, embora nos entristeça, possamos ver como a noção que nos move a viver intensamente, buscar ser/fazer/ter o que mais desejamos, realizar os sonhos-projetos para os quais nos sentimos aptos e impelidos... Porque a vida é só uma, e ela passa. E o luto pode mover lutas em favor dessa vida passageira. 

by blog Dançamentos

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