Diretorias de novas estatais são ocupadas por indicação política


As novas estatais surgidas nos últimos dez anos herdaram ao menos um gene de outras empresas públicas controladas pela União: são usadas para a acomodação de interesses políticos.

Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), Ceitec e EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) têm em comum o fato de que suas diretorias administrativas e financeiras, responsáveis pelos processos de contratação de fornecedores, são ocupadas por filiados a partidos políticos, indicados por parlamentares e governadores.
Na Hemobrás, a nova estatal mais veterana, quem comanda a diretoria financeira desde julho de 2011 é Marcos Arraes de Alencar, tio do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Alencar foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff, mas por indicação oficial do sobrinho, como representante do governo de Pernambuco --acionista minoritário da estatal.
Outro tio de Campos também está lotado na Hemobrás desde 2011.
Irmão de Marcos, Luiz Cláudio Arraes de Alencar é o assessor especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
Questionada a respeito, a Hemobrás não fez nenhum comentário sobre as nomeações.
CIÊNCIA
O PSB também tem influência na Ceitec. Ex-assessor especial de Campos quando o hoje governador chefiava o Ministério da Ciência e Tecnologia, Roberto Vanderlei de Andrade é atualmente o diretor administrativo e financeiro da estatal.
Embora filiado ao PTB pernambucano, chegou ao posto por influência de Campos.
A Ceitec disse, em nota, que "não cabe manifestar-se sobre indicações para seus cargos diretivos".
Na EBSERH, ligada ao Ministério da Educação, o PT é que tem o controle.
O presidente da empresa, José Rebelatto, é filiado ao partido. Chegou ao cargo com o apoio do deputado Newton Lima (PT-SP).
Também é petista o diretor financeiro da EBSERH, Walmir Gomes de Sousa.

by Folha de São Paulo

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