sábado, 12 de novembro de 2011

Eu vou a luta primeiro. E deixo para me arrepender depois. É a única forma que sei levar a vida.

É legal saber que até no Irã pessoas viram meu blog. by Deise

Novas....

by Cangablog

Celesc promove Natal Premiado

É dura a vida de diretor da maior empresa pública de Santa Catarina. São pagos com o meu, o seu, o nosso dinheirinho. A grande maioria chega ao cargo pela transversa via da indicação política, quase sempre sem nenhuma competência para o cargo.
Presentinho
Em reunião do Conselho de Administração da Celesc, acontecida ontem (10), foi decidido por unanimidade um "adiantamento" de 1,5 salários por conta da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Essa tal de PLR é um deboche que virou rotina nas empresas de economia mista. Vide o escândalo da participação de lucros na Casan na gestão do ínclito Valmor De Luca. a empresa, memo dando prejuízo, distribuia lucros milionários entre seus diretores.
A casta celesquiana terá um natalzinho bem gordinho. Mesmo sem saber ainda qual será o "lucro" da empresa, pois ainda não saiu o balanço anual, os 9 diretores das empresas Celesc receberão nada menos que R$ 45 mil de "vale".
Tudo isso, juntado ao décimo terceiro salário, mais o salário do mês, terão um "presentinho" de nada menos que R$ 105 mil nas suas continhas no fim do mês.
Dúvidas
Algumas dúvidas assaltam os barnabés menos favorecidos da empresa. Na manhã de hoje, nos corredores da Celesc, o assunto do dia era o tal presentinho.
Os funcionários só se perguntavam o seguinte:
 
- Será que o presidente Gavazzoni receberá pelas três diretorias que preside?
E a maior dúvida, recheada de expectativa, era se a "peãozada" seria incluída na Operação Papai Noel/2011.
Pelo andar da carruagem, acredito que o pessoal do andar de baixo terá que se socorrer junto à Celos, com empréstimos consignados em 60 meses, para conseguir fechar as contas do ano.
Na reunião, presente o alto clero celesquiano. O "inválido" presidente, Pedro Bittencourt, o young forever Dely Massaud, Andriei Beber (filho do presidente da Casan), Jair Maurino (representante da peãozada) e mais alguns outros. 
Como diz o slogan Colombiano "As pessoas em primeiro lugar', cada vez fica mais claro quem são essa pessoas.
Sempre os mesmos!

Em campanha tudo é "sincero e verdadeiro". Um paraíso.A própria Pensilvânia. A dor é depois de eleito. ...poft... caiu na real????? Eu nao sou POLÍTICA. SOU ANTI PT. by Deise

by Cangablog

Título 1 - EM CAMPANHA

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

Titulo 2 - DEPOIS DE ELEITO
 
Leia agora de baixo para cima.

Seja um desobediente civil ! ... E a Receita, é tucana, ou DEM ou qq sigla idiota, de partidos idiotas, com partidários imbecis???? Creio que seja FEDERAL. E quem é o governo FEDERAL?????????? O AMALDIÇOADO PT. E toda sua turma. Deus, livrai-nos do "MALAMÉM".....by Deise

by Cangablog


RECEITA FEDERAL:

ORGÃO DE RESPEITO OU UMA PIADA SEM GRAÇA!


Recebi este desabafo do leitor indignado com a sacanagem que a Receita Federal está fazendo com pequenos e micro-empresários:

Esta é incrível, mas num país onde os piores exemplos vêm de nossas autoridades e orgão públicos...

Olhem o que está acontecendo na Receita Federal:

Muitas das microempresas que tinham dívidas com a RF, por orientação da própria, tiveram seu débito parcelados.
Após quitação total da mesma, qual foi minha surpresa ao verificar que o débito inicial ainda existia, ainda acrescido de multas, nos impedindo de obter uma CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS, indispensável para continuarmos com nossas atividades.
Em visita à Receita, fomos informados que, por erro da mesma ao nos fornecer um código de processamento para o pagamento das parcelas, não “batia” com o código de recebimento destas.
Assim, teremos que pagar novamente, desta em vez em 3 parcelas. Conforme o fiscal, muitas empresas tiveram este mesmo problema, e terão que pedir RESTITUIÇÃO de tudo o que foi pago, por um programa da Receita Federal denominado PERDCOMP (Pedido Eletrônico de Restituição). Cada DARF das parcelas já pagas será digitado neste programa onde será colocado conta bancaria para o ressarcimento.


Quando?
 Não sabem informar!!!!!!!!!!!!!!! 

    
    Pergunto: se erraram, não seria justo e honesto que eles mesmos retificassem o problema internamente, apurassem o valor da dívida e o valor total dos parcelamentos efetuados, não vindo a prejudicar os contribuintes.
Ora! Já temos problemas diários com compras enganosas na internet, roubo por parte das empresas de telefonia, escândalos políticos de falcatruas e propinas, etc. etc., e ainda somos CHANTAGEADOS por um órgão que deveria se dar o respeito e servir de exemplo.
A imprensa deveria verificar e divulgar esta RAPINA OFICIAL!

Abraços

Márcio Tonelli





Cangablog: É Márcio. Isso que dá querer ser legal, certinho. Quem cai no conto de sair da informalidade dança na mão do governo. Paga impostos que vão para o bolso de políticos ladrões e ainda levam cambau de lambuja.
Seja um desobediente civil !

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para quem fica na dúvida se eu tenho mesmo as gravaçoes ou não... ai vai a mostrinha... E obviamente esta no you tube.... Assim tá bom pra ti Alexander BEsouchet Martins???? E que sirva de exemplo para vários, e varios. O que faltava era tempo para editar. Agora tenho quem faça. E tambem porque nao gosto de fazer as coisas sem avisar que vou fazer. E ao invés de entenderem como "camaradagem" minha, ainda ficam ofendidos dizendo que estou "ameaçando". Ou a minha frase predileta: "faça o que a sra. quiser". Jamais pedi autorização para alguem para fazer alguma coisa. Ja faz tempo que isso foi necessario. Curvei-me à meus Pais, meus avós. Isso no minimo há 35 anos. Ja faz algum tempo que venho colecionando gravações. Especialmente quando falo com funcionarios e orgãos públicos.. Na verdade to plagiando um sábio Deputado FEderal que tivemos. UM Indio chamado Juruna. Que o Alexander Besouchet, "dono" da Imobiliaria Brasileira é um estelionatário já denunciei e postei. Mas que uma OFICIAL DE JUSTIÇA CERTIFIQUE ao juízo algo mentiroso...aí já é outros "$500" .Sabem quando digo que aprendi a ler o que não está escrito e a ouvir o que não foi dito???? Tinha coisa demais escrita naquela certidao. Cara Oficial sinto informar que sua "casinha caiu". E ja está denunciado na Correiçaõ do TJ. Quem sabe depois dissso a magistrada se "desapega" e assina MINHA reintegração de posse. by Deise







CERTIDAO DA OFICIAL

17/10/2011 - Certifico que, em cumprimento ao mandado extraído dos autos mencionados, compareci no local indicado e após as formalidades legais, deixei de proceder a citação de Alexander Besocuhet Martins, em virtude não o localizar.
O n 219 não foi encontrado na referida rua, e os números observados foram: 129-128-115-99,  sendo o mesmo desconhecido nas imediações.
 Dessa forma procedo a devolução do mandado.
Dou fé.

    Diligencias:01
                             
   Florianópolis, 17 de Outubro de 2011

                              Iara Buttemberg
                            Oficial de Justiça

             E depois desta gravação, (feita no dia 06.11.11, dia do telefonema, logo gravado em meu celular) a sra. quer que acreditemos que a sra. NAO ENCONTROU A IMOBILIARIA,

NUM PREDIO ENORME DE DOIS

 ANDARES????
NOS INGLESES???

COM ESA MENTIRA DESLAVADA
OLHEM O QUE ELA CONSEGUIU (TÁ CERTO, ALGUNS VAO DIZER, EA GARANTIU O DELA.
Atrasando minha vida.

Não conseguiu.
Estou quitando o apartamento e a escritura será minha.
O que conseguiu foi arrumar para a própria cabeça, arrumar mais trabalho totalmente desnecessário para a os que trabalham na 4a Vara Cível da Capital e para a Corregedoria do TJ.
Mas principalmente envergonhar ainda mais a classe, dos Oficiais de Justiça. Pois é sabido de todos que este tipo de conduta  é mais comum que sentar na privada e urinar para baixo:

Despacho outros
Recebo o segundo aditamento apresentado pelos autores, de fls. 116/128. Anote-se o endereço de fl. 116 no qual a parte corrige o número do endereço do réu, pois diferente daquele que mencionou na fl. 03. No mais, indefiro o pedido de reconsideração, pois, nos termos do art. 471, do CPC, "Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas á mesma lide, salvo: "I - se, tratando-se de relação jurídica continuativa, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito; caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença (...)"

Expeça-se novo mandado de citação.
Intime-se.
Cumpra-se.
Florianópolis, 08 de novembro de 2011

Maria Teereza Visalli Da Costa Silva,

Juíza de Direito

Exma. Me explique como se eu tivesse 5 anos.
Foi corrigido o endereço. Rua Abilio Nunes Vieira 129, nao somente no processo, como foram anexados documentos extraidos da INTERNET, como o SITE com o endereço DA IMOBILIARIA , o CONTRATO DA EXORDIAL, o enderrçeo da Imobiliaria no site do Clube do corretor e varios outros documentos.
ABILIO NUNES VIEIRA 129, E NAO  219, como foi errado da primeira vez.

Porém sua oficial AFIRMA E CERTIFICA que esteve no endereço CORRETO, na Abilio Nunes Vieira 129.
E nao se contendo, afirma que procurou varios numeros alem deste e o mesmo não é conhecido nas redondezas, fato desmentido com a gravaçao da corretora de Imoveis, que diz chamar-se Gabriela.
E a Exma. manda CITAR NOVAMENTE NO MESMO EDEREÇO cuja OFICIAL DE JUSTIÇA JÁ  CERTIFICOU-A QUE LÁ JÁ ESTEVE????
Só desenhando.
Pode ser que assim eu compreenda, tamanha incongruencia.
 E total perda de tempo.
Concordamos Exa.????

Quanto a "célebre" OFICIAL DE JUSTIÇA IARA BUTTEMBERG
Vá se danar, sra. Oficial.
Com certeza, deves fazer parte da mesma
turma do Promotor recentemente acusado aceitando propina de advogados de porta de cadeia.
Cujos honorários nao baixaram jamais de 30 mil. A divisão era grande.

E a gasolina do final de semana?
Um promotor se vendendo por gasolina.
Que vergonha. Para o MP.
Os R$ 25.000,00 de salário nao foram suficiente para ele.
Se não é da turma dele cara Oficial,  estudou na mesma escola:
Falcudade de Ciencias Sociais em PHD da Corrupçao.
Entendendo melhor o que ela fez:
Enfeitou demais.
Porque o pedido aceito formulado por minha procuradora à magistrada, era para a OFICIAL IR CITA-LO, e
caso nao o encontrasse no local
deixar o aviso
 DO DIA E HORA QUE VOLTARIA.
E caso novamente ele nao fosse encontrado no dia marcado por ela,
 ELA DARIA A CONTRA FÉ COMO ELE TENDO SIDO CITADO.

Aí, depois de um "conversê" direto com o ESTELIONATÁRIO e dado o preço de seu silêncio,
 ela saiu feliz da vida
(na certeza da IMPUNIDADE)
 e CERTIFICOU ALGO FALSO.
NAO Á MIM.
MAS Á MAGISTRADA.
À JUSTIÇA.
Logo, me sinto otimamente acompanhada, no Clube dos Palhaços.
Afinal a Magistrada,
 o Promotor,
todos a quem ela cientificou uma fraude,
estão vestidinhos iguais a mim no bloco
"MAIS DE MIL PALHAÇOS NO SALÃO..."
Caso ela nao tivesse enfeitado tanto (coisa de mulher),
talvez eu nao percebesse nada errado e ela seguisse ferrando as pessoas e comendo bola.
Afinal esta aí, Natal, Ano Novo...
Nada melhor do que uma graninha extra.
Não colou.
 Escreva menos.
E trabalhe MAIS.
 CORRETAMENTE .
PARA VARIAR UM POUQUINHO.

Dúvidas???
Basta rever as últimas intimaçoes feitas por ela.
ELEMENTAR MEU CARO WATSON.
Fique a vontade sra. Iara.
Faça agora,  a SENHORA o QUE QUISER .
Lembrando-se de quem já foi mordida por cobra, desconfia de barbante.
Amadora é a Sra.
Com gente porca e sem caráter, eu aprendi a lidar e a entender como agem.
Sou PHD.
A sra. caloura.
Lembre-se da próxima vez (claro que ela nao será demitida, ou deixará de fazer como uma porca seu trabalho):

O DEMÔNIO TANTO ENFEITOU OS OLHOS DO FILHO, QUE ACABOU FURANDO-OS.

Uma vez no clima...






E foi então que apareceu a raposa:

__Bom dia,disse a raposa.
__Bom dia,respondeu polidamente o principezinho,que se voltou,mas não viu nada.
Eu estou aqui,disse a voz,debaixo da macieira...
__Quem és tu?perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
__Sou uma raposa,disse a raposa.
__Vem brincar comigo,propôs o principezinho. Estou tão triste...
__Eu não posso brincar contigo,disse a raposa. Não me cativaram ainda.
__Ah!desculpa,disse o principezinho.Após uma reflexão,acrescentou:
__Que quer dizer "cativar"?
__Tu não és daqui,disse a raposa. Que procuras?
__Procuro os homens,disse o principezinho.Que quer dizer "cativar"?
__Os homens,disse a raposa,têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também.
É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
__Não,disse o principezinho. Eu procuro amigos.Que quer dizer "cativar"?
__É uma coisa muito esquecida,disse a raposa. Significa "criar laços...".
__Criar laços?
__Exatamente,disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual
a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim.
Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.
Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo.
E eu serei para ti única no mundo...
__Começo a compreender,disse o principezinho...Existe uma flor...eu creio que ela me cativou...
__É possível,disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
__Oh!não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
__Num outro planeta?
__Sim.
__Há caçadores nesse planeta?
__Não.
__Que bom. E galinhas?
__Também não.
__Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia:
__Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem
e todos os homens se parecem também.  E por isso me aborreço um pouco.
Mas se tu me cativas,
minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.
Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.
E depois,olha! Vês lá longe,os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de
trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso
quando me tiveres cativado. O trigo,que é dourado,fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
__Por favor...cativa-me!disse ela.
__Bem quisera,disse o principezinho,mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas
a conhecer.
__A gente só conhece bem as coisas que cativou,disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa
alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,os homens não têm mais
amigos. Se tu queres um amigo,cativa-me!
__Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
__É preciso ser paciente,respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim,assim,na relva. Eu te olharei
para o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas,cada dia,te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa. Se tu vens,por exemplo,às quatro da tarde,desde às três eu
começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas então,estarei inquieta
e agitada: descobrirei o preço da felicidade!



Tres curiosidades: As ilustrações aquareladas do livro “O Pequeno Príncipe” são feitas pelo próprio autor. No total, a sua bibliografia é composta por 8 livros – a grande maioria relatos de guerra.Há coincidências numerológicas entre o livro e a morte do autor. Saint-Exupery morreu em 1944, aos 44 anos. Na versão inglesa da obra aparece que do planeta em que o princepezinho mora, em um dia vê-se 44 pores-do-sol e 44 anoiteceres. Já na versão francesa, o número é 43. A obra foi escrita em 1943.

Verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica.”


Ele encontrou o menino de cabelos dourados em pleno deserto. Falava-lhe da rosa e de quanto os adultos não compreendiam que um dia foram crianças. O que se passa na bela fábula infantil “O Pequeno Príncipe” não poderia ter caído no esquecimento pois o livro é o preferido de 9 a cada 10 misses Universo.
Brincadeiras a parte, o autor o livro, Antoine de Saint-Exupéry não fez só uma bela obra que já é mais que reconhecida como um livro infantil feito para adultos. Ele é considerado um autor importante da literatura francesa e da literatura universal do século XX. Ele também pôs frases como “tu te torna eternamente responsável por aquilo que cativas” no inconsciente (ou deveria ser consciente) coletivo. E foi adaptado e readaptado para as mais diferentes mídias (desenhos, séries, filmes, revistas e produtos que vão de livros de colorir à sapatos!).
Quem não reconhece na sua própria vida real os personagens do livro, como o homem de negócios que está dia após dia ocupado demais? Ou o acendedor de lamparinas que executa incansavelmente sua atividade de iluminar e apagar? Ou até mesmo a raposa e seus conselhos preciosos?
Uma obra filosófica incomum para o homem das guerras. Saint-Exupéry a escreveu durante o exílio nos Estados Unidos, quando a França assinou em 1940 o armistício. Desde a infância gostava de mecânica, mesmo que as condições financeiras não fosse as mais indicadas para o sonho de ser aviador. Mas essa não era a sua única paixão. Aos 16, conheceu a poesia, que na verdade era parte da cultura familiar dele já que sua mãe, Marie Boyer de Fonscolombe, era grande apreciadora da leitura e das artes.
O que mais intriga na história de Exupéry, além de uma vida de vitórias e derrotas, é talvez a maior contradição de todas: sua morte. O aviador-escritor gostava de quebrar os próprios limites, encarava missões de resgate nos locais mais inóspitos, como o deserto do Saara, e ainda fazia marcas recordes de vôo, seja em Paris ou em Nova Iorque. Ele nunca deixou de pilotar, pois a solidão, a quietude, era m formas de refletir as coisas da vida como os valores e a amizade.
Em 31 de julho de 1944, pouco mais de 8 horas da manhã, não se ouvia mais uma notícia sequer de Saint-Exupéry. Em um vôo sob o oceano com seu Lockheed P-38, saindo de Córsega em uma missão para Paris, o piloto sumiu. Sua morte foi considerada um mistério até que em 2004 foram localizados os destroços do avião, onde se supunha que estivesse esse tempo todo. Vestígios do corpo? Nunca ninguém viu.
Desapareceu, exatamente como o principezinho. Quando questionado sobre como gostaria de morrer: no mar como se dormisse um sonho. Talvez tenha voltado ao seu planetinha. Ou então está de visita no B-612, ajudando a limpar os três vulcões, e cuidando para que a ovelha da caixa não devore as folhagem da rosa.

NADA É POR ACASO


 
Compreendi que viver é ser livre…
Que ter amigos é necessário…
Que lutar é manter-se vivo…
Que pra ser feliz basta querer…
Aprendi que o tempo cura…
 Que magoa passa…
 Que decepção não mata…
Que hoje é reflexo de ontem…
Compreendi que podemos chorar sem derramar lagrimas… Que os verdadeiros amigos permanecem…
Que dor fortalece…
Que vencer engrandece…
 Aprendi que sonhar não é fantasiar…
 Que pra sorrir tem que fazer alguém sorrir…
Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos… Que o valor está na força da conquista…
Compreendi que as palavras tem força…
 Que fazer é melhor que falar…
 Que o olhar não mente…
 Que viver é aprender com os erros…
Aprendi que tudo depende da vontade…
 Que o melhor é ser nós mesmos…
Que o SEGREDO da vida saber viver !!!”



E eu  Deise,  aprendi que se estou amargurada,
triste com raiva ou medo, 
 eu devo apenas juntar tudo e
deixar ir,
  deixar ir...

O amor não prende, não aperta,não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço. Mario Quintana



AMÉM.





A chegada do dia 11 de novembro de 2011, nesta sexta-feira, vem movimentando a imaginação das pessoas e levantando discussões sobre um possível significado para a data. Alguns acreditam que o agrupamento numérico - 11/11/11 - sugere a abertura de um portal energético na Terra, que trará renovação para a humanidade. Há ainda quem tente relacionar o dia a grandes acontecimentos globais, como o ataque às Torres Gêmeas (11/09), o terremoto e o tsunami no Japão (11/03) e a catástrofe na região Serrana do RJ (11/01/2011).
Do ponto de vista da Numerologia, todo número formado pela repetição de algarismos é um Número Mestre, como o 11, 22, 33 e 99, por exemplo. Segundo Yubertson Miranda, autor responsável pelas análises numerológicas do Personare, a simbologia do 1 indica independência, originalidade e dinamismo. No caso do mestre 11, essas características são potencializadas.
"É importante entender que mudanças demandam tempo, dedicação, autoconhecimento e superação de medos e limitações. Acredito que nesta sexta-feira há uma chance considerável de começarmos a criar algo novo e que pode influenciar a vida de muita gente. Porque todo Número Mestre traz em seu simbolismo o humanitarismo, e o 11 revela a oportunidade de deixar sua marca através de uma ação inédita e surpreendente. O livre-arbítrio de cada pessoa ou grupo decide que fim dar ao potencial do 11. Um exemplo negativo foi o atentado às Torres Gêmeas no dia 11/09/01, em New York, por exemplo", avalia o numerólogo.
O especialista ainda informa que a soma da data (11+11+2+0+1+1) gera o Número 8, que simboliza poder de realização. "Então, este também será um dia em que cada um de nós terá a chance de viver as atividades de uma forma dinâmica e criativa. Ainda poderemos concretizar as ideias e projetos que fervilharão em nossa mente", afirma Yubertson.

A crença que mobiliza

De acordo com a psicóloga Clarissa De Franco, é comum as pessoas desejarem encontrar padrões, coincidências significativas que tragam explicações para suas angústias e que acalmem seus medos. O que faz diferença é a grande carga de energia que as pessoas estão depositando na data. "A humanidade constrói seus pensamentos com base em intuições, evidências, fragmentos de fatos e registros. Quando isso vai se tornando grupal, fortalecido por argumentos da cultura, pode-se criar níveis de consciência. Dessa maneira, se criam tanto doenças coletivas como paranóias, como também correntes de pensamento que podem construir alicerces positivos e reformadores. Não duvido que exista algo em torno dessa data, o que postulo é que esse "algo" é um movimento criado no interior das mentes humanas e transmitido geração após geração, até que isso configurou-se em uma força capaz de produzir efeitos concretos no mundo material", opina.
A terapeuta holística Simone Kobayashi aconselha que todos se abram ao momento de esperança e renovação. "Quando alguém faz aniversário, as pessoas costumam desejar felicidade, saúde e uma série de coisas positivas. E geralmente o aniversariante está voltado para aceitar e agradecer todas essas mensagens. O mesmo acontece em um dia como 11 de novembro. É preciso encarar a data de uma forma simbólica, entender que muita gente está projetando um portal que contribuirá com nossa qualidade de vida e, a partir daí, usar isso para melhorar seus relacionamentos pessoais. É isso que cria condições para que a gente se abra à renovação", analisa Simone.
Astrologia não aponta tendências especiais
Da perspectiva astrológica, uma data com os algarismos repetidos, como é o caso do 11/11/11, não altera o alinhamento dos planetas ou traz novas previsões para a humanidade. "Nesta sexta-feira, não teremos nenhuma configuração astrológica interpretada como "especial". Para a Astrologia, o 11/11/11 é tão significativo quanto o 04/05/1967, por exemplo. Nos calendários de algumas culturas, como a judaica, esta sexta sequer é considerada 11 de novembro", enfatiza Alexey Dodsworth, astrólogo do Personare.

Dia de amar e perdoar os erros

Já a terapeuta holística Regina Restelli acredita que não apenas em 11/11, mas até o final da próxima semana os desafios se apresentarão com mais intensidade. Segundo ela, todas as situações mal resolvidas tendem a ficar mais intensas e é preciso saber administrar os erros passados.

Entendendo a Esquizofrenia




A esquizofrenia um dos principais transtornos mentais e acomete 1% da população em idade jovem, entre os 15 e os 35 anos de idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos, considerando-se todas as doenças.
Apesar do impacto social, a esquizofrenia ainda é uma doença pouco conhecida pela sociedade, sempre cercada de muitos tabus e preconceitos. Crenças como “as pessoas com esquizofrenia são violentas e imprevisíveis”, “elas são culpadas pela doença”, “elas têm dupla personalidade”, “elas precisam permanecer internadas” são fruto do desconhecimento e do preconceito.
A esquizofrenia caracteriza-se por uma grave desestruturação psíquica, em que a pessoa perde a capacidade de integrar suas emoções e sentimentos com seus pensamentos, podendo apresentar crenças irreais (delírios), percepções falsas do ambiente (alucinações) e comportamentos que revelam a perda do juízo crítico.
A doença produz também dificuldades sociais, como as relacionadas ao trabalho e relacionamento, com a interrupção das atividades produtivas da pessoa. O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia, terapias ocupacionais e conscientização da família, que absorve a maior parte das tensões geradas pela doença.
A esquizofrenia não tem cura, mas com o tratamento adequado a pessoa pode se recuperar e voltar a viver uma vida normal.


O QUE É A ESQUIZOFRENIA

A esquizofrenia foi inicialmente descrita como doença no final do século XIX pelo psiquiatra alemão Emil Kraepelin. Na época, ele chamou-a de Demência Precoce, pois as pessoas acometidas por ela, na sua maioria jovens, exibiam um comportamento regredido e desorganizado, que lembrava os idosos portadores de demência, como a Doença de Alzheimer.
No início do século XX, Eugen Bleuler, psiquiatra suíço, cunhou o termo esquizofrenia (esquizo=cindida; frenia=mente), por achar o termo anterior inadequado. Para ele, a principal característica da doença era a cisão entre pensamento e emoção, dando a impressão de uma personalidade fragmentada e desestruturada. Os pacientes não tinham necessariamente uma evolução deteriorante como na demência e muitos se recuperavam.
Contudo, a alcunha de doença degenerativa acompanhou a esquizofrenia por muitas décadas. Com um arsenal terapêutico limitado, a doença encheu vários hospitais em todo o mundo, a ponto de ter o maior índice de hospitalização.
A dificuldade de reintegração à sociedade, motivada por internações muito prolongadas e pelos poucos recursos de tratamento, aumentou o estigma e o preconceito que cercam a doença até hoje.
Nos últimos 25 anos assistimos a uma revolução na maneira de tratar os doentes mentais: medicamentos modernos capazes de controlar a doença e de permitir a reintegração dos pacientes à família e à comunidade, dispositivos alternativos aos hospitais, que acolhem a pessoa dentro de sua singularidade e que trabalham pela sua reabilitação psíquica e social, mais informação para vencer os tabus e preconceitos da sociedade, participação colaborativa da família e de redes sociais imbuídas do objetivo comum de apoiar e lutar pela recuperação dos pacientes.
Tudo isso parece não bastar para derrotar o preconceito e o estigma. O rótulo “degenerativo” continua perseguindo a esquizofrenia, apesar dos inúmeros exemplos contrários.
A pessoa acometida pela esquizofrenia tem grande potencial à sua frente. Precisa lutar contra as dificuldades do transtorno, é verdade. Mas pode se recuperar, vencer os obstáculos e seguir seus sonhos. Nesta batalha, precisa ter ao seu lado sua família, seus amigos, pessoas que a amem e apóiem e que, sobretudo, saibam compreendê-la. Tem a seu favor medicamentos eficazes, suporte psicológico e terapias de reabilitação capazes de ajudá-la nessa superação. Certamente contará com uma sociedade mais justa e que possa recebê-la um dia como igual.


QUEM ADOECE

A esquizofrenia acomete cerca de 1% da população mundial, independente da cultura, condição sócio-econômica ou etnia. Seu início ocorre mais comumente na adolescência ou início da idade adulto jovem (na segunda década de vida), sendo rara na infância ou após os 50 anos.
Nos homens, o início é mais precoce do que nas mulheres, geralmente entre os 15 e 25 anos de idade, enquanto as mulheres adoecem mais tardiamente, entre os 25 e 35 anos. Não se sabe ao certo o motivo, mas há a implicação de fatores hormonais e da diferença do desenvolvimento cerebral relacionado ao sexo. Entretanto, existem homens que adoecem após a terceira década de vida e mulheres que desencadeiam a doença já na adolescência.
A esquizofrenia atinge, portanto, uma parcela significativa da população em idade produtiva, sendo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a terceira doença que mais afeta a qualidade de vida da população entre 15 e 44 anos. Ademais, é responsável por um alto custo social e dos serviços de saúde, já tendo sido a causa mais frequente de internação hospitalar.
No Brasil estima-se que haja em torno de 2 milhões de pessoas portadoras de esquizofrenia. 

  
SINTOMAS

Os sintomas precoces da esquizofrenia, também conhecidos como prodrômicos (do grego pròdromos = precursor), são aqueles que ocorrem meses a anos antes de um primeiro surto. Eles não são específicos da doença e não permitem um diagnóstico precoce do transtorno.
Podem ocorrer comportamento hiperativo (inclusive desde a infância), desatenção e dificuldades de memória e aprendizado, sintomas de ansiedade (inquietação, somatizações, como taquicardia, palpitações e falta de ar), desânimo, desinteresse generalizado e humor depressivo. O início do transtorno pode ser confundido com depressão ou outros transtornos ansioso (Pânico, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Ansiedade Generalizada).
Em alguns casos ocorre interesse demasiado por temas exóticos, místicos, religiosos, astronômicos ou filosóficos, que passam a dominar o cotidiano da pessoa. Dúvidas acerca da sua existência, explicações filosóficas sobre coisas simples da vida e uma necessidade permanente de buscar significados podem deixar a pessoa mais introspectiva e isolada socialmente.
É comum haver, pouco ou muito tempo antes do primeiro surto, dificuldade, ou mesmo, descontinuidade de atividades regulares, como escola, cursos, trabalho, esporte ou lazer. Nota-se também maior dificuldade para viver relações sociais e familiares.
Algumas pessoas podem desenvolver um comportamento mais arredio ou indisciplinado, ter momentos de explosão de raiva ou descontrole emocional diante de situações em que se esperaria maior desenvoltura para resolver os problemas.
A esquizofrenia pode ainda se manifestar sem um período prodrômico muito claro e com desencadeamento rápido dos primeiros sintomas psicóticos.

Sintomas positivos

Os sintomas positivos estão relacionados diretamente ao surto psicótico. Entende-se por surto psicótico um estado mental agudo caracterizado por grave desorganização psíquica e fenômenos delirantes e/ou alucinatórios, com perda do juízo crítico da realidade. A capacidade de perder a noção do que é real e do que é fantasia, criação da mente da própria pessoa, é um aspecto muito presente nos quadros agudos da esquizofrenia.
A pessoa adoecida pode criar uma realidade fantasiosa, na qual acredita plenamente a ponto de duvidar da realidade do mundo e das pessoas ao seu redor. É o que chamamos de delírio. O delírio pode ter diversas temáticas, inclusive num mesmo surto. As mais comuns são a idéia de estar sendo perseguida por alguém, de ser observada ou de que as pessoas falam dela ou sabem de tudo que se passa na sua vida. Outras idéias fantasiosas, como de cunho religioso, místico ou grandioso também podem ocorrer. Menos frequentemente ocorrem delírios de culpa e de ciúme.
O delírio não é uma criação intencional da pessoa ou motivada por fatores psicológicos ou de relacionamento. Na esquizofrenia, o delírio surge espontaneamente e invade e domina a consciência da pessoa, tirando dela a capacidade de lutar e vencer sozinha suas próprias idéias. É comum ela se sentir acuada e amedrontada, ou então, agir com vigor, mas sem um propósito claro ou racional. O delírio traz consigo uma sensação de sofrimento e fragmentação da própria personalidade, como se a pessoa perdesse o chão, suas referências básicas, o controle de sua própria vida.
Outro sintoma positivo igualmente importante é a alucinação. A pessoa pode ouvir ou ver coisas que não existem ou não estão presentes, como escutar vozes dialogando entre si ou se referindo à própria pessoa, insultando-a ou ordenando que faça algo. Pode ver vultos ou imagens de pessoas, personagens de seu delírio, com as quais é capaz de conversar e interagir. Há casos também de alucinações olfativas (sentir cheiros estranhos), gustativas, táteis (sentir choques ou como se bichos andassem em seu corpo) e dos órgãos internos (como, p.ex., sentir o coração derretendo, órgãos apodrecendo).
Assim como no delírio, o paciente não tem nenhum controle sobre as alucinações. Elas têm igual capacidade de dominar a consciência e influenciar o comportamento. A percepção de uma alucinação é igual a que ocorre para um objeto real, não sendo possível, para o paciente, distingui-la da realidade.
Existem outros sintomas positivos, como acreditar que é outra pessoa ou que tem poderes paranormais, como a capacidade de ler a mente dos outros. O paciente pode fantasiar acerca de seus familiares, acreditando que eles sejam impostores ou sósias, ou confundir pessoas estranhas com alguém familiar.
Os sintomas positivos podem não ocorrer em todos os casos de esquizofrenia e, mesmo quando presentes, podem variar na intensidade e qualidade dos sintomas. Existem pacientes que não possuem muitos delírios e outros que nunca alucinaram. Há os que apresentam mais sintomas de desorganização psíquica e do comportamento e que não apresentam delírios ou alucinações.

Sintomas negativos

Os sintomas negativos estão mais relacionados à fase crônica da esquizofrenia. Embora possam ocorrer na fase aguda, eles se estendem por mais tempo e predominam a longo prazo. Esses sintomas são chamados também de deficitários, como referência à deficiência de algumas funções mentais, como a vontade e a afetividade.
A falta de vontade, de iniciativa ou da persistência em algumas atividades da vida cotidiana é vista pela maioria dos familiares como sinal de preguiça ou má vontade. Entretanto, este é um sintoma da esquizofrenia. Em graus variados de intensidade, pacientes têm dificuldade de iniciativa, demonstram-se desinteressados ou indiferentes aos desafios e atividades que lhes são propostas. Tendem a escolher atividades mais passivas, onde não é exigido esforço físico ou cognitivo, como assistir TV, ouvir rádio, ou mesmo passar grande parte do tempo ociosos. As deficiências da vontade são responsáveis por grande parte das dificuldades em atividades produtivas, como trabalho e estudos, e sociais, contribuindo para maior isolamento.
A afetividade compreende a nossa capacidade de demonstrar afetos e sentimentos. Para isso usamos nossa mímica facial, os gestos, o tom de voz e a nossa empatia. Alguns pacientes têm dificuldade em expressar e demonstrar seus afetos claramente e isso leva, em geral, a uma falta de empatia e a uma dificuldade de interação e comunicação social. Isto não significa que não tenham sentimentos, que não sejam capazes de reagir emocionalmente ao ambiente e às pessoas. O que está comprometido é a forma de demonstrar seus afetos, mas não a capacidade de sentir emoções.
A fala, o pensamento e as idéias podem estar lentificados ou desconectados, sem um encadeamento lógico para quem está ouvindo. Porém, é importante que familiares e amigos procurem compreender o significado do que está sendo dito, que escutem e acolham a pessoa com suas diferenças e limitações.
Os sintomas negativos, por serem mais duradouros e interferirem com funções básicas como vontade e afetividade, acarretam dificuldades sociais e laborativas que percebemos em muitos pacientes. É fundamental a compreensão e as tentativas de estímulo e apoio, dentro de um contexto sócio-familiar saudável e acolhedor.

Sintomas da cognição

A cognição pode estar comprometida na esquizofrenia de diversas formas. As mais comuns são a falta de atenção e concentração e o prejuízo da memória. Essas alterações podem ocorrer antes mesmo do primeiro surto e piorar nos primeiros anos do transtorno.
Alguns pacientes têm dificuldade em manter a atenção por longo tempo, tornando-se facilmente distraídos e dispersos. Em uma conversa num ambiente tumultuado e ruidoso, por exemplo, podem não conseguir manter o foco, distraindo-se com estímulos alheios. Isto ocorre devido à incapacidade de inibir completamente estímulos do ambiente que não sejam importantes naquele momento. O comprometimento da atenção também interfere em atividades como leitura e escrita.
Em relação à memória, pode haver dificuldade para buscar lembranças passadas em momentos oportunos, como, por exemplo, quando se está conversando sobre um episódio e o paciente se esquece de mencionar fatos importantes relacionados a ele. O aprendizado também pode estar prejudicado, com maior lentidão para aprender informações novas, que pode ser atribuído à dificuldade na formação de estratégias para aceleração do aprendizado e por problemas na fixação do conteúdo.
Existem outros prejuízos da cognição, como pensamento mais concreto, com dificuldades para abstrair e compreender figuras de linguagem, impulsividade na hora de tomar decisões, fazendo escolhas erradas, baseadas em decisões imaturas de primeiro momento, e disfunções executivas, como dificuldade de planejamento das tarefas, não conseguindo priorizar as mais simples frente às complexas.
Os sintomas da cognição também interferem na vida social e profissional, contribuindo para prejuízos em outras áreas de funcionamento da pessoa, como estudo, trabalho e relacionamentos interpessoais.

Sintomas neurológicos

Os pacientes com início mais precoce e/ou formas mais graves da esquizofrenia podem apresentar sinais neurológicos, como tiques faciais, prejuízo dos movimentos mais finos (o que os torna mais desajeitados ou estabanados), trejeitos e movimentos mais bruscos e descoordenados, aumento da frequência de piscar os olhos e desorientação direita-esquerda.
Muitos desses sinais também estão presentes em outros transtornos psiquiátricos e neurológicos, como o Transtorno de Tiques e a Síndrome de Gilles de La Tourette. Portanto, a presença isolada desses sintomas, sem os demais característicos da esquizofrenia, não deve sugerir esse diagnóstico.
A explicação para a ocorrência dos sinais neurológicos não é bem conhecida. A maioria não os apresenta e aqueles que são acometidos, os revelam de maneira tênue e que passam despercebidos por pessoas com menor grau de intimidade.
Não existem exames neurológicos, como eletroencefalograma, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, capazes de diagnosticar a esquizofrenia. As alterações que podem aparecer nesses exames são inespecíficas e podem ocorrer também em outras doenças psiquiátricas e neurológicas.

Funcionamento social

O funcionamento social engloba as capacidades de interação e comunicação social, de autonomia, da vida laborativa, acadêmica, familiar e afetiva. Enfim, é tudo aquilo que diz respeito à interação da pessoa com o meio em que vive.
Na esquizofrenia, o funcionamento social pode estar prejudicado pelo conjunto de sintomas que já abordamos, como os sintomas positivos, negativos e cognitivos. É indiscutível que, no período de surto (fase aguda), o funcionamento da pessoa fique muito comprometido, pois os sintomas da crise psicótica afetam o equilíbrio e a sensatez da pessoa, alteram seu comportamento e a capacidade de administrar seus sentimentos e relacionamentos, gerando conflitos. Isso não é exclusividade da esquizofrenia, podendo ocorrer na fase aguda de qualquer transtorno psiquiátrico.
Passada a crise, à medida que a pessoa vai se reestruturando, ela passa a ter mais condições de avaliar e mudar seu comportamento. Entretanto, na esquizofrenia, alguns pacientes permanecem com dificuldades sociais mesmo após a fase aguda. Os sintomas mais impactantes neste período são os negativos e cognitivos, os que mais interferem com o funcionamento do indivíduo.
Alguns ficam com maior dificuldade para relacionamentos, para fazer novas amizades, tendem a se isolar ou a restringir o convívio à família. Em casos mais graves, pode haver limitações para coisas mais simples, como ir a um supermercado ou a um banco, devido a uma inadequação ou inabilidade para agir em situações sociais, com prejuízos para a autonomia da pessoa.
As capacidades de trabalho e estudo também podem ser afetadas, pois dependem da eficiência cognitiva e social. Muitos pacientes conseguem retornar ao trabalho ou à escola após sua recuperação, enquanto outros se beneficiariam de atividades menos exigentes e estressantes. A adequação da vida social e laborativa ao real potencial de cada um é medida sine qua non para sua estabilidade a longo prazo.

Comportamento

Abuso de drogas

O uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas é comum na esquizofrenia. Entre as drogas lícitas, os tranqüilizantes, o álcool, a cafeína e o cigarro são os mais comuns. O café ou bebidas cafeinadas (principalmente a coca-cola) são usados pelos seus efeitos estimulantes, enquanto o álcool e tranqüilizantes, pelos efeitos ansiolíticos ou sedativos. O cigarro é usado para controle da ansiedade, mas também porque alivia alguns efeitos colaterais do medicamento (efeitos de impregnação). Essas substâncias podem interferir com o metabolismo e a ação terapêutica dos antipsicóticos, medicamentos utilizados no tratamento da esquizofrenia. No caso do álcool, é crescente o número de pacientes que desenvolvem o alcoolismo pelo consumo abusivo e contínuo da substância, o que agrava muito o prognóstico da esquizofrenia.
No que tange às drogas ilícitas, a maconha e a cocaína são as mais utilizadas, embora preocupe o crescimento do número de usuários de crack nas grandes cidades. O ecstasy é mais usado em festas e de forma recreativa. A maconha parece ter um papel desencadeador da psicose, ainda não muito bem conhecido. Quando associado à esquizofrenia, a dependência química tem um papel devastador para a doença, aumentando sobremaneira o número de recaídas. Pacientes com dependência de drogas devem ser levados a tratamentos em centros especializados paralelamente ao tratamento para a esquizofrenia.

Classificação

A esquizofrenia pode ser classificada em tipos distintos de acordo com sua apresentação clínica.

Esquizofrenia paranóide

É caracterizada pelo predomínio de sintomas positivos (delírios e alucinações) sobre os sintomas negativos. Em geral, os pacientes apresentam tramas delirantes bem estruturadas e alucinações, com alterações de comportamento compatíveis com suas vivências psíquicas, como inquietação ou agitação psicomotora, comportamento de medo ou fuga, ausência de juízo crítico, dentre outras. Nesses casos, o paciente melhora dos sintomas mais agudos com o tratamento, retomando boa parte de suas atividades e relacionamentos, permanecendo com poucos prejuízos na fase crônica, já que os sintomas negativos não estão tão presentes. Podem ocorrer sintomas cognitivos que dificultam a retomada de algumas atividades após a fase aguda.

Esquizofrenia hebefrênica ou desorganizada

Nesse caso há predomínio dos sintomas negativos e de desorganização do pensamento e do comportamento sobre os sintomas positivos. Alucinações e delírios podem não ocorrer, ou se ocorrerem, não são uma parte importante do quadro, que se caracteriza mais por um comportamento pueril ou regredido, desorganização do pensamento e do comportamento, dependência de terceiros para atividades mais básicas, perda da autonomia, desinteresse, isolamento ou perda do contato social e afetividade mais superficial ou infantil. Os sintomas mais agudos, como a desorganização do pensamento e do comportamento, podem melhorar com o tratamento, mas alguns sintomas negativos podem persistir e dificultar mais a retomada das atividades. Ocorrem alterações cognitivas, principalmente relacionadas à atenção, memória e raciocínio, que podem trazer prejuízos sociais e laborativos.

Esquizofrenia catatônica

É o tipo menos comum, caracterizado por sintomas de catatonia na fase aguda. O paciente pode falar pouco ou simplesmente não falar, ficar com os movimentos muito lentos ou paralisados (p.ex., numa mesma posição por horas ou dias), recusar se alimentar ou ingerir líquidos, interagir pouco ou simplesmente não interagir com ninguém, embora desperto e de olhos abertos. O tratamento melhora os sintomas de catatonia, podendo o paciente permanecer com sintomas negativos e cognitivos na fase crônica. Há casos em que, na fase aguda, podem ocorrer comportamento agitado e repetitivo sem um propósito claro ou identificável.
→ Esquizofrenia indiferenciada
Quando os sintomas positivos e negativos estão igualmente presentes, havendo delírios e alucinações em intensidade semelhante aos sintomas negativos e desorganizados, classifica-se o tipo como indiferenciado. A evolução e o prognóstico nesses casos são muito variáveis, geralmente pior do que na esquizofrenia paranóide, porém superior ao tipo hebefrênico.
→ Esquizofrenia simples
Em casos em que os sintomas negativos ocorrem isoladamente, sem sintomas positivos e de desorganização, e não há uma diferença bem delimitada entre as fases aguda e crônica, optou-se por chamar de esquizofrenia simples. Alguns autores equivalem esse diagnóstico ao transtorno de personalidade esquizotípico, caracterizado por afetividade superficial ou imprópria, falta de vontade e comportamento excêntrico ou desviante, com tendência ao isolamento e desinteresse social. Os sintomas negativos ocorrem mesmo sem um surto psicótico que os preceda.
→ Esquizofrenia residual
Utilizado para tipificar quadros mais crônicos, de longos anos de evolução ou que evoluem rapidamente para um comportamento mais deteriorado, com muitos prejuízos sociais e para a autonomia da pessoa, afetando sua capacidade de comunicação, inclusive verbal, gerando passividade ou falta de iniciativa, lentidão psicomotora, monotonia e prejuízos inclusive para o autocuidado e higiene pessoal.



QUAL A CAUSA????


A esquizofrenia tem causa multifatorial, envolvendo fatores genéticos e do ambiente ainda não muito conhecidos. A hereditariedade do transtorno é conhecida desde que a doença foi descrita por Kraepelin e Bleuler, há um século atrás. Há na família de pacientes adoecidos, outras pessoas com os mesmos sintomas ou quadros muito parecidos. A hereditariedade, entretanto, não parece ser o fator determinante, já que também é comum filhos de pais esquizofrênicos não desenvolverem a doença.
Hoje, após várias pesquisas que investigam a causa da esquizofrenia, sabe-se que a genética é responsável por cerca de 50% da chance de adoecer, cabendo a outra metade aos fatores ambientais. A maior evidência disso são estudos com gêmeos idênticos (e que, portanto, possuem DNA iguais), que revelaram uma concordância de apenas 50% no diagnóstico de esquizofrenia. Isto significa que, quando um dos gêmeos desenvolve a doença, o outro também adoece em 50% dos casos.
Alguns genes já foram relacionados à esquizofrenia e, provavelmente, outros também o serão. Os genes da esquizofrenia são responsáveis por regular etapas importantes do desenvolvimento cerebral, bem como a produção de neurotransmissores (substâncias produzidas no cérebro para transmitir impulsos elétricos de um neurônio a outro). Esses genes seriam ativados por fatores ambientais de risco, desencadeando uma cascata de eventos que culminariam em alterações sutis do desenvolvimento do cérebro, caracterizadas principalmente por um erro na comunicação entre neurônios de diferentes áreas cerebrais (desconexão neuronal).
Contudo, um dos maiores obstáculos na pesquisa genética é a inespecificidade dos genes relacionados. Alguns são comuns a outros transtornos mentais, como o distúrbio bipolar, o que sugere que doenças psiquiátricas possam ter uma origem genética comum. O quadro clínico dependeria, portanto, do número de genes envolvidos em cada pessoa. Isso parece também fazer sentido na diferenciação entre os casos mais graves da esquizofrenia, que teriam, teoricamente, uma maior carga genética em comparação aos quadros mais leves.
As pesquisas genéticas em psiquiatria ainda estão em fases iniciais e muito há para ser descoberto. Tratamentos e medicações poderão ser aperfeiçoados a partir das novas perspectivas nesta área.

Ambiente

As pesquisas sobre fatores de risco do ambiente na esquizofrenia são muito difíceis de serem realizadas, pela alta complexidade metodológica. Algumas já conseguiram identificar fatores de risco mais associados ao transtorno, mas provavelmente existem muitos outros ainda desconhecidos.
Em linhas gerais, o ambiente pode influenciar o adoecimento nas etapas mais precoces do desenvolvimento cerebral, da gestação à primeira infância. É nesse período que o cérebro é mais sensível, por estar crescendo com rapidez e depender do ambiente para o aperfeiçoamento de suas funções. Esta etapa também é aquela em que os genes de regulação do desenvolvimento estão mais ativos e que, na presença de variáveis genéticas da esquizofrenia, podem interferir em processos naturais do desenvolvimento.
A adolescência é um outro momento delicado, pois o cérebro começa a moldar-se para a vida adulta. Um processo conhecido como poda neuronal apara as arestas do desenvolvimento, que sempre gera conexões esdrúxulas ou desnecessárias. A esquizofrenia pode estar relacionada a um menor número de podas, com conexões errôneas entre os neurônios. Fatores ambientais na adolescência podem influenciar esse processo, desencadeando o primeiro surto da doença.
Na tabela abaixo alguns fatores de risco conhecidos no ambiente e relacionados à esquizofrenia:

Períodos do Desenvolvimento CerebralFatores Ambientais de Risco
Período Pré-NatalViroses (influenza, rubéola, herpes) na mãe, particularmente quando ocorrem no segundo trimestre de gravidez;

Desnutrição materna;

Morte do esposo;

Catástrofes;

Gravidez indesejada;

Depressão durante a gravidez.
Período Neonatal Complicações da gravidez (sangramentos, diabetes, incompatibilidade rH, pré- eclâmpsia);

Crescimento ou desenvolvimento fetal anormal (baixo peso ao nascer, prematuridade, malformações congênitas, redução do perímetro encefálico);

Complicações do parto (atonia uterina, asfixia/hipóxia neonatal, parto cesáreo emergencial);

Interação mãe- criança atípica ou maternagem deficiente;

Perda precoce de um dos pais.
Primeira InfânciaInfecções do SNC (meningite, encefalite, sarampo);

Experiências psicológicas negativas;

Traumas, abuso físico e sexual.
AdolescênciaUso de maconha.

Causal

O modelo mais aceito hoje para a causa da esquizofrenia reúne fatores genéticos e ambientais (modelo de estresse-diátese). Ele é teórico e, embora reúna muitas evidências científicas, ainda não é a conclusão definitiva sobre a origem da doença.
De acordo com ele, uma pessoa somente desenvolve a esquizofrenia se houver, de um lado, uma herança genética e, de outro, fatores ambientais de risco, capazes de torná-la biologicamente vulnerável para o transtorno.
Indivíduos com maior carga genética (maior número de genes para a esquizofrenia), por exemplo, podem adoecer com insultos ambientais mais brandos ou em menor número do que aqueles com menor carga genética, que precisariam de um componente ambiental mais forte.
Os fatores ambientais de risco interferem em processos do desenvolvimento e maturação cerebral, ativando genes de susceptibilidade para a esquizofrenia e causando alterações cerebrais sutis, como a desconexão entre neurônios. Esta é a base para que disfunções cognitivas e sintomas positivos e negativos da esquizofrenia se desenvolvam.
Seria como se o cérebro possuísse vários curto-circuitos e diferentes áreas tivessem maior dificuldade para trocar informações entre si, gerando erros no processamento e limitações cognitivas e emocionais. Isso explica, em parte, a vulnerabilidade dos pacientes ao estresse e sua dificuldade para lidar com situações que geram maior sobrecarga.





COMO EVOLUI

A evolução ou prognóstico da esquizofrenia é tão variável quanto à própria doença. Existem pacientes que têm apenas uma crise, que retomam suas atividades e que permanecem com sintomas que pouco interferem com sua vida. Há outros que perdem mais com a crise e têm maior dificuldade para retomar seus compromissos e são mais dependentes de supervisão e apoio. E existem aqueles com um curso mais grave, muitas recaídas e menor autonomia.
A ciência ainda não descobriu todas as explicações para essas diferenças. Sabe-se que um maior número de recaídas compromete muito a evolução e as possibilidades de recuperação a longo prazo. Para cada crise, estima-se que o paciente leve de 6 a 12 meses para recuperar o nível anterior de funcionamento. Portanto, a prevenção de recaídas, através de um tratamento regular e abrangente que contemple as esferas bio-psico-sociais do indivíduo e de sua família, é fundamental.
Atualmente as possibilidades de recuperação são enormes. Os recursos que dispomos para tratamento são muito superiores aos existentes há vinte ou trinta anos atrás. A esquizofrenia precisa perder o estigma de doença degenerativa, em que a pessoa vai perdendo aos poucos sua vitalidade. A ciência já mostrou que não ocorre degeneração. Pelo contrário, é possível recuperar muitas funções adoecidas pela doença. Ainda que não exista uma cura, é possível tratá-la a ponto de estabilizar e preparar a pessoa para uma vida ativa e plena. Tudo depende da esperança e da energia que conseguimos reunir em torno do paciente para ajudá-lo a encarar este desafio.



O PAPEL DA FAMILIA


Os portadores de esquizofrenia, pelas características da própria doença, passam a maior parte de seu tempo com suas famílias, principalmente seus pais e irmãos. As pessoas diretamente ligadas a eles também sofrem com os desgastes provocados pelo transtorno.
A esquizofrenia pode interferir nas relações familiares, provocar sentimentos negativos, como raiva, medo e angústia, pela sensação de impotência que os sintomas trazem. Como reagir frente a um delírio ou uma alucinação, que comportamento deve se ter diante de alguém desmotivado, que se isola ou que reluta em fazer alguma atividade? Como aceitar os percalços que a doença traz sem descontar no paciente, sua principal vítima, as nossas próprias frustrações?
O impacto emocional que o adoecimento traz aos familiares é muitas vezes tão intenso quanto àquele que atinge o paciente. Algumas reações comuns entre os familiares, particularmente no início da doença, quando tomam conhecimento do diagnóstico, são:
→ Negação ou subestimação: sentimento de incredulidade ou de irrealidade, como se aquilo não estivesse acontecendo ou como se fosse um pesadelo do qual se poderia acordar a qualquer momento. O familiar pode criar fantasias acerca da doença, duvidar ou questionar seus sintomas, acreditar numa cura miraculosa ou achar que o problema é menor e não deve gerar preocupações.

→ Sentimento de culpa: procurar responsabilizar alguém ou a si próprio, buscar um culpado para a doença.

→ Sentimento de revolta: agir com raiva diante do paciente ou de outro familiar, por não aceitar a doença.

→ Superproteção: acreditar que a doença vai deixar o paciente incapacitado e dependente, desenvolvendo formas de controle e cerceamento que irão tolir a liberdade e limitar a autonomia da pessoa.
O familiar precisa de tempo e de informação para mudar seus sentimentos, refletir sobre suas convicções e perder os preconceitos. Aprender a lidar com os sintomas vem a partir da vivência cotidiana, que precisa de reflexão e reavaliação constantes. Nossas atitudes podem ser determinantes para o futuro da pessoa que sofre de esquizofrenia. Atitudes positivas contribuirão para uma melhor recuperação, um futuro mais promissor, com menores índices de recaída, maiores possibilidades para se trabalhar a autonomia e melhorar a qualidade de vida e dos relacionamentos. Atitudes negativas desgastam as relações, impossibilitam a recuperação plena e estão associadas a um maior número de recaídas e a uma evolução mais grave da esquizofrenia.
Emoção expressada (E.E.) é o termo dado por pesquisadores ao conjunto de atitudes, sentimentos e reações de familiares que refletem emoções desajustadas relacionadas à doença e ao familiar adoecido. Quando se diz que uma família tem altos níveis de E.E., significa que os relacionamentos estão em conflito, aumentando a sobrecarga e o estresse. A capacidade de solucionar os principais problemas trazidos pela doença e sua convivência fica muito prejudicada. Por esse motivo, altos índices de E.E. são um dos fatores que mais se relacionam às recaídas e a um pior prognóstico.
Os familiares e pessoas próximas precisam dedicar um tempo ao conhecimento dos aspectos da doença, como forma de compreender melhor seu familiar e amigo, refletir sobre suas atitudes, mudar padrões errados de comportamento e reduzir o grau de estresse, buscando solucionar da melhor forma os conflitos do dia-a-dia. Essa nova maneira de encarar a esquizofrenia vai se reverter em benefícios para si, aliviando o sofrimento e o impacto causados pelo adoecimento e, sobretudo, melhorando a convivência e o ambiente familiar.

Padrões Emocionais

Os sentimentos provenientes da convivência do familiar com o paciente podem se cristalizar com o tempo, ditando atitudes e comportamentos que se repetirão no dia-a-dia. Muitos não percebem que estão agindo de maneira errada, pois o padrão de relacionamento estabelecido está tão enraizado, que permeia, de forma automática, grande parte do contato entre eles. O familiar passa a ter dificuldade de agir de forma diferente, na maioria das vezes culpando o paciente por isso, quando, na verdade, ele próprio não vem conseguindo mudar o seu comportamento sozinho. Isso leva a um ciclo vicioso, onde não se sabe mais onde está a causa e a conseqüência.
Os principais padrões emocionais encontrados em familiares de esquizofrênicos são detalhados a seguir.
  Um mesmo familiar pode apresentar mais de um padrão.

→ Hipercrítica – atitude crítica em relação ao paciente, cobrando atividades, tarefas e resultados com um nível elevado (e, muitas vezes, incompatível) de exigência, resultando quase sempre em seu fracasso. O familiar pode se tornar demasiadamente crítico também em relação aos sintomas e comportamentos provenientes da doença e que o paciente tem dificuldade de controlar. Esta atitude resulta comumente num padrão mais hostil de relacionamento.
Hostilidade – atitude hostil e de briga, com discussões e desavenças freqüentes, que pode evoluir, em alguns casos, para agressividade verbal e física de ambas as partes.
Permissividade – atitude permissiva, descompromissada ou indiferente, que, em geral, revela a pouca disponibilidade do familiar de se envolver com o paciente, não se importando com coisas boas ou negativas relacionadas a ele.
Superproteção – atitude superprotetora, preocupação demasiada, tendência a tomar a frente do paciente nas decisões e atividades que lhe cabem, restringindo sua liberdade e autonomia. Pode ocorrer controle excessivo, gerando discussões e desentendimentos entre o controlador e o paciente, evoluindo para um clima hostil.
Superenvolvimento afetivo – alguns familiares anulam-se, deixam de reservar um tempo para si, para atividades sociais e de lazer, passando a cuidar exclusivamente do paciente. Podem desenvolver quadros afetivos que variam da estafa à ansiedade e depressão. Sacrificam muito o seu lado pessoal e deixam transparecer sua frustração e cansaço, passando a impressão de que o paciente é um estorvo ou culpado por seu sofrimento. Muitos precisam também de um tratamento médico e de um acompanhamento psicoterápico.
É importante que o familiar identifique se alguns dos padrões característicos estão ocorrendo e reflita sobre suas atitudes e sentimentos. Uma recomendação geral é que cada um possa dedicar parte de seu tempo às atividades que proporcione prazer, uma válvula de escape para o estresse. Ter um período sozinho, para se cuidar, fazer atividades físicas, ter uma leitura agradável ou para relaxar e refletir sobre si mesmo. Buscar atividades sociais e de lazer que incluam o paciente também ajuda a aliviar as tensões e a reaproximar as pessoas. Conversar, trocar idéias e experiências, buscar soluções em conjunto e dividir melhor a sobrecarga, buscando a união de todos para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia.

Terapia e Psicoeducação

A terapia de família na esquizofrenia é um dos tratamentos complementares de maior eficácia, com repercussão direta no estado clínico do paciente. Existem vários trabalhos científicos que comprovam seus efeitos na adesão ao tratamento médico, na redução de recaídas e de hospitalizações, na melhoria da qualidade de vida e autonomia do paciente. Para os familiares, a terapia pode ajudá-los a reduzir o estresse, a trabalhar melhor seus sentimentos e angústias, superando a sensação de culpa e/ou fracasso, a identificar preconceitos e atitudes errôneas e os auxilia na busca de soluções para os problemas cotidianos.
O modelo de terapia que mais tem se mostrado eficaz na esquizofrenia é o da psicoeducação de família, que acrescenta à terapia informações sobre a doença. Oferecer conhecimento teórico é imprescindível para ajudar o familiar a compreender melhor seu paciente, reavaliando julgamentos e atitudes. Esta importante etapa educativa o prepara para a etapa seguinte, a terapia propriamente.
A terapia pode ser individual (com um ou mais membros de uma mesma família) ou em grupo (várias famílias). Ela analisa as situações práticas do dia-a-dia e como cada um lida com os conflitos e soluciona os problemas, propondo uma reflexão. Ela pode recorrer a qualquer momento à etapa educativa para corrigir equívocos que porventura persistirem. Essa reflexão é essencial para que o familiar esteja mais receptivo a novas maneiras de lidar com o estresse e adquira maior habilidade no manejo e na solução das situações, reduzindo assim a sobrecarga e melhorando a qualidade do relacionamento familiar.
  



  
O comportamento pode ser afetado pelos sintomas já comentados, como os positivos e negativos, porém alguns padrões de comportamento são mais freqüentes e merecem um comentário à parte. Como a esquizofrenia é um transtorno de apresentação heterogênea, incluindo quadros clínicos muito diferentes, existem pacientes com maior ou menor grau de alteração do comportamento, que também é variável de acordo com a fase da doença (aguda ou crônica)
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Suicídio

As tentativas de suicídio não são raras na esquizofrenia. Pesquisas apontam que cerca de 50% dos pacientes tenta o suicídio ao menos uma vez na vida, com uma taxa de suicídio consumado em torno de 15%. Esta estimativa é a maior dentre todos os transtornos mentais, inclusive a depressão.
O suicídio pode ocorrer na fase aguda ou crônica, devendo o familiar ficar atento a alguns aspectos: se o paciente fala em se matar, caso refira ouvir vozes ordenando que se fira ou que atente contra a própria vida, quando ocorre intensa ansiedade ou angústia, se ele se mostra depressivo ou se tem algum comportamento auto-agressivo ou autodepreciativo.
A família não deve temer abordar esse assunto com o paciente, pois geralmente ele sente a necessidade de falar disso para obter algum alívio para o seu sofrimento. Caso haja intenção ou risco de suicídio, a equipe responsável pelo tratamento deve ser imediatamente avisada.

Agressividade

O comportamento agressivo não deve ser associado à esquizofrenia, pois a maioria dos pacientes não é agressiva em nenhum momento ao longo do transtorno. Uma minoria pode ter reações impulsivas e ataques de raiva ou fúria, geralmente nas fases agudas, como no surto, mas melhorando significativamente com o tratamento.
O familiar deve ter paciência e compreensão e jamais revidar algum ato agressivo, sob o risco de haver aumento da violência e das agressões se tornarem recorrentes ou constantes. Caso seja necessário conter a pessoa, abraçando-a ou imobilizando-a, explique o motivo de sua atitude e tente acalmá-la até a chegada de um auxílio médico.

Manias

Alguns pacientes têm um comportamento mais rígido ou repetitivo, com dificuldade para mudar determinados padrões. Isso pode variar de hábitos elementares, como relacionados à higiene, à alimentação e ao vestuário, até hábitos sociais, como rotinas de atividades, atitudes metódicas ou mecanicistas (precisa fazer aquilo naquela ordem e daquele jeito). Alguns podem desenvolver rituais e repetições semelhantes ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
O paciente resiste a mudar algumas manias e isto provoca conflitos com a família. Por outro lado, esses comportamentos não podem ser mudados na base da imposição ou da força, devendo o familiar ter muito diálogo e paciência. Deve procurar, aos poucos, convencê-lo das desvantagens e encorajá-lo a melhorar suas atitudes.

Solilóquios e risos imotivados

Solilóquios é o termo técnico para quem fala sozinho. Há pacientes que os apresentam nas fases agudas, quando respondem às alucinações (vozes ou pessoas imaginárias). Outros têm esse comportamento na fase crônica, falando baixinho ou simplesmente mexendo os lábios e cochichando.
Os risos imotivados ocorrem quando o paciente ri sem motivo aparente ou fora de um contexto. Esses sintomas são, na maioria das vezes, automáticos e involuntários, sem que ele possa controlá-los inteiramente. A irritação de terceiros pode inclusive intensificá-los.


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